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RESENHA/RELATO E MANIFESTOS SOBRE O NEPAL

RESENHA DO NEPAL (EM FORMA DE RELATO)

Por: Josi Araujo

 

Depois de quase um ano entre planejamento e preparação, saímos de Vitória no dia 04/09/2015 (6a feira), eu, Milton, Nadir e Edward com destino a SP, onde encontraríamos com Vitor e Eliana para pegarmos neste mesmo dia um vôo até Abu Dhabi de 14 horas de duração.

 

Como os vôos para o Nepal são restritos, as conexões não são também muito confortáveis, e tivemos que passar a noite no aeroporto de Abu Dhabi.

 

Vimos a possibilidade de pernoite em um hotel dentro da área do aeroporto, porém, como estava em reforma, e poucas unidades disponíveis, não conseguimos. O jeito foi passar a noite em cadeiras chaise long, num cantinho escolhido do aeroporto.

 

O dia amanheceu em 06/09/2015 (domingo), e pegamos um vôo até Katmandu com duração de mais 4 horas.

 

Nossa chegada a Katmandu foi tranqüila no que diz respeito aos procedimentos de visto e liberação de bagagens.

 

Uma van já nos aguardava para transporte até o Hotel Tibet, onde fomos recepcionados por Eduardo e Carlos da empresa Grade 6.

 

Nos acomodamos e algum tempo tempo depois foi feito um briefing do que seria feito no dia seguinte para depois jantamos.

 

Nesse momento pudemos conhecer nossos 5 novos amigos e companheiros de trekking, Fabiano, Viviane, Patrícia, Bruna e Cristiane, todos paulistas e Carlos e sua namorada Tainá que ainda não conhecíamos.

 

Bruna e Cristiane fariam o Campo Base e Kalapathar, descendo pela mesma trilha de subida.

 

Fabiano, Viviane e Patrícia, fariam o mesmo, porém, ao final escalando o monte Lobuche (Viviane, Patrícia e Fabiano) e o Island Pic (Viviane e Patrícia), e nós desceríamos pelo Vale do Gokyo.

 

 

PASSEIO CULTURAL POR KATMANDU - 07//09/2015 (2a feira)

 

Depois do café da manhã e acompanhados por um guia local, saímos num ônibus para conhecer um pouco de Katmandu que fica a 1.400 m de altitude e neste dia ensolarado estava muito quente.

 

O primeiro lugar escolhido para ser visitado foi o Complexo Induísta Pashupati, que abriga um dos maiores templos do Nepal, o Pashupatinath.

 

 Há 10 Km de Katmandu, Pashupati é formado por centenas de templos, santuários e edificações muito antigas.

 

Como somente os induístas podem participar das cerimônias, nos limitamos a ficar do outro lado do rio sagrado Bagmati observando momentos de oração e cremação de corpos a céu aberto.

 

Na área do complexo existe uma separação para cremação de mortos comuns e de celebridades, estes cremados mais acima do rio, porém, todas as cinzas são jogadas no Bagmati.

Ainda encontramos os sadhus, homens seminus, cabelos muito longos, faces coloridas e corpos cobertos de cinza, que estão em toda parte e sobrevivem posando para os turistas. Esses são considerados os"sadhus para turista"; os verdadeiros, dizem existir em cavernas distantes em jejum e meditação.

Saímos em direção ao templo Budista Stupa BoudhanathStupa BoudhanathStupa BoudhanathStupa Boudhanath, de 36 metros de altura que fica no centro da Praça Bashantapur DurbarBashantapur Durbar, cercada por várias lojas com artigos artesanais e locais.

Este Templo foi severamente afetado pelo terremoto e encontra-se em reformas e portanto não pudemos visitá-lo, somente apreciá-lo por fora.

Visitamos um Monastério que também se encontra na praça,  tiramos algumas fotos e demos uma volta pelo comércio.

O próximo destino escolhido foi o bairro do Thamel, onde almoçamos no Restaurante Friends de comida de muitíssima qualidade. Aproveitamos para comer carne, pois a partir de Namche Bazaar isso ficaria arriscado devido a conservação das carnes.

Ainda foram feitas algumas compras de material esportivo por alguns do grupo e depois todos foram  embora para arrumação das mochilas para o início do trekking.

 

PRIMEIRO DIA DE CAMINHADA - 08/09/2015 (3a feira) – KATMANDU (1.400 m) X LUKLA (2.840) X MONJU (2.850 m)

Acordamos bem cedo e saímos as 4:30h para o aeroporto de Katmandu com a finalidade de pegarmos um vôo até Lukla num avião para 15 pessoas.

Foram distribuídas caixas de lanche em substituição ao café da manhã a fim de agilizar nossa saída, e às 6:30h pontualmente saímos de Katmandu.

Este vôo foi repleto de emoções e quem estava sentado à esquerda da aeronave pode visualizar a cadeia de montanhas do Himalaia ao longe.

Muita conversa e a expectativa do pouso num dos aeroportos mais perigosos do mundo, dada a pista curta e inclinada em que o avião, com controle visual, tem que aterrisar.

Depois de muita gritaria e emoção no pouso, desembarcamos em direção ao Boudha Lodge, até que parte da equipe de guias e carregadores também chegasse, e enquanto isso tomamos um café da manhã para reforço.

Tivemos que esperar um pouco, pois o tempo fechou e o avião em que o restante da equipe estava teve de retornar a Katmandu. Aberta nova janela para decolagem e aterrisagem, chegaram os últimos que faltavam.

Na expectativa para o primeiro dia trekking e depois das devidas apresentações, saímos de Lukla, por trilhas em degraus de pedra já tendo a idéia do que nos esperava...

Paramos em uma venda para comprar água e prosseguimos. No caminho, encontrávamos  com nepaleses de várias idades, inclusive crianças, carregando grande quantidade de peso apoiada em suas cabeças. Visão difícil de ser assimilada por nós ocidentais.

As crianças, com raras exceções, nos saudavam com o “Namastê” e muitas passavam indo para a escola, sempre de mãos ou braços dados, costume nepalês inclusive entre os adultos.

Namastê é um cumprimento típico do sul da Ásia e significa “O Deus que habita no meu coração, saúda o Deus que habita no seu coração”

Depois de aproximadamente 3h de caminhada em subidas e descidas fortes, paramos para um rápido almoço no Amadablan Lodge, cujos proprietários e funcionários nos atenderam com rapidez e muita atenção.

Seguimos adiante por um trecho um pouco mais inclinado, passando entre pequenas vilas de moradores, visivelmente  afetadas pelo último terremoto.

Chegando à Vila de Tok Tok pudemos ver o resultado de um desmoronamento de encosta rochosa que aconteceu em cima de uma casa, que por sorte, os moradores se encontravam no trabalho.

Neste mesmo local tivemos que passar em uma pinguela improvisada, resultado desta tragédia.

Nesta Vila, visivelmente uma das mais afetadas que passamos, muitas casas parcialmente afetadas estavam sendo reconstruídas.

Passamos também por muitas plantações. O povo desta região, até a altitude de 4000m sobrevive do cultivo de arroz, batata, lentilha, cenoura, pepino e algumas frutas como maça, pêssego e pêra. A partir daí predomina o cultivo da batata, mais resistente a grandes altitudes.

O final deste trecho foi marcado por uma trilha em degraus ainda mais pesada que mostrou um grupo preparado para o desafio que estava começando.

Ao final de 6 horas de caminhada, chegamos a Monju, onde passamos a noite no Monju Guest Lodge.

Neste primeiro Lodge pudemos observar que por mais dificuldades que tenham para receber, os proprietários são muito bem preparados, pois sobrevivem do turismo na região.

Enquanto tomávamos banho, nossos pedidos para o jantar iam sendo preparados e antes do jantar, assim como em todos os outros Lodges que ficamos, serviram muito chá e sopa de entrada para reidratação.

Jantamos, conversamos um pouco, ouvimos o briefing do dia seguinte e fomos dormir para mais um dia intenso de caminhada.

 

SEGUNDO DIA DE CAMINHADA - 09/09/2015 (4a feira) - MONJU (2.850 m) A NAMCHE BAZAAR (3.450 m)

Céu claro, montanhas visíveis e um visual maravilhoso para mais um dia de caminhada.

Pelo caminho, Vilas de moradores sendo reconstruídas e em alguns minutos estávamos no Portal de Entrada do Parque Sagarmatha ou Everest, local onde pudemos ver em uma maquete do Parque  por onde passaríamos.

Neste trecho, um vai e vem de pontes sobre o rio Dudh Kosi  ou Milke River (rio de leite), que recebe este nome pela cor esbranquiçada, quando em uma delas tivemos que dar passagem para uma manada de bois. Foi um momento interessante e engraçado.

Um pouco mais adiante, passamos sobre a mais alta delas, de aproximadamente 100m de altura, num momento de pura emoção, com o visual de uma ponte um pouco mais abaixo e de montes nevados que estavam a vista.

Não esperávamos que logo a seguir, há 3.100m fossemos avistar o Everest e o Lothse. Lá estavam imponentes, cobertos de gelo refletido pelo sol. E por termos sido abençoados neste dia com tempo  bom, tiramos muitas fotos neste local. Afinal, ainda não sabíamos se iríamos conseguir vê-los novamente.

A partir deste ponto, o caminho se torna ainda mais difícil, verdadeira prova de resistência física, mas compensado pelo visual constante de um lugar infinitamente mágico.

Foi extasiante quando, depois de 5 horas aproximadamente, chegamos a Namche Bazaar, chamada capital Sherpa e ponto de confluência de quem vai do Tibet ou do Nepal para o Everest.

Essa, que é a maior vila do Vale do Khumbu e considerada centro de comércio, parece um desenho vista nas fotos, e é comprovadamente maravilhosa em beleza quando vemos de perto.

Passamos por pessoas lavando roupas num curso de água limpíssima e combinamos de voltar ali depois do almoço para lavar nossas roupas. E assim o fizemos.

Viviane levou muitas caixas de lápis de cor e de cera, e cada criança que encontrava, ela agraciava com uma.

Chegamos ao Lodge Hymalayan Ciber Café, nos acomodamos nos quartos, demos uma volta pela Vila em busca de um local com conexão de internet pra falar com nossas famílias e retornamos ao Lodge para banho, jantar e descanso de preparação para nosso primeiro dia de aclimatação.

 

TERCEIRO DIA DE CAMINHADA - 10/09/2015 (5a feira) NAMCHE BAZAAR A KUNDHE (3.845 m) - ACLIMATAÇÃO

Acordamos com um dia claro e fomos para o café da manhã. Muito chá enquanto aguardávamos nossos pratos e medição da oxigenação do sangue e pressão arterial de cada um.

Depois do café, saímos para o nosso primeiro  dia de aclimatação que seria numa subida forte de 2 a 3h até Khunde.

O trecho inicial do caminho foi mudado para que pudéssemos ver um cortejo fúnebre da região.

Os nepaleses dessa região cremam o corpo do familiar, fazem o velório das cinzas por até 20 dias e depois escolhem um lugar para jogar, com o detalhe de que os Budistas chamam um Lama para analisar o melhor dia da cremação.

Seguimos todos com passos curtos, de anciãos como se diz, tomando muita água para hidratação.

Foi feita uma parada em Syangboche para descanso e depois de também comer alguma coisa seguimos adiante.

Chegamos em Khunde, e fomos recepcionados com chás e biscoitos por uma família ajudada por Eduardo e Carlos à época do terremoto que criaram laços fortes de amizade com os dois.

Descemos pelo mesmo caminho até um certo ponto e depois pelo lado onde subiríamos inicialmente, com visual sempre extasiante e mais uma oportunidade para muitas fotos.

Chegamos de volta a Namche, almoçamos, descansamos um pouco e fomos ao Museu Sherpa, onde pudemos ver algumas curiosidades e informações a respeito do povo desta etnia.

As etnias Rai e
Limbu têm origem no leste, e a etnia Sherpa Bhotia tem origem no norte do país.As etnias Rai e
Limbu têm origem no leste, e a etnia Sherpa Bhotia tem origem no norte do país.
As etnias Rai e Limbu tiveram origem no leste e a etnia Sherpa Bhotia teve sua origem no norte do país. São considerados os mais preparados para trabalharem em expedições ao cume do Everest.

Neste local foi construído recentemente um monumento em homenagem ao Sherpa  Tensing Norgay, que acompanhou o neozelandês Edmund Hillary em 1953 na primeira conquista ao topo do Everest e ainda um Monumento de amizade entre os Governos de Israel e o Nepalês.

Voltamos ao Lodge, jantamos, e quando iríamos procurar um local com conexão para wifi, a chuva começou a cair.

Ficamos um pouco apreensivos para o dia seguinte e fomos dormir.

 

QUARTO DIA DE CAMINHADA - 11/09/2015 (6a feira) NAMCHE BAZAAR (3.450 m) A TENGBOCHE (3.800 m)

Para nossa alegria, o dia amanheceu claro e sem chuva. Tomamos café, ouvimos algumas informações e seguimos para nosso quarto dia de caminhada.

A parte inicial já nos mostrava o que seria este dia em termos de dificuldade e desta vez nosso destino seria Tengboche..

Em  pouco tempo de caminhada, nos deparamos com trilhas contornando vales profundos e estupendamente belos.

A nossa primeira surpresa do dia foi a visão do imponente Monte Lhotse que fica ao lado do Monte Everest e é o segundo mais alto do Himalaia.

Subimos a 3600m e depois descemos o vale a 3.300 m para nosso almoço num Lodge ao lado do Milk River.

Depois de um pequeno intervalo de tempo, seguimos rumo ao nosso destino numa trilha em subida fortíssima, sentido vai e vem e em degraus de pedra, o que dispensa comentários quanto ao grau de dificuldade.

Após 4h de caminhada, chegamos ao portal de Tengboche, onde encontramos vários monges do Monastério de Tengboche.

A Programação seria encontrar às 18 horas, em um outro Monastério próximo dali, o Lama mais antigo do Khumbu, quando receberíamos as bênçãos de proteção na montanha, porém, o mesmo adoeceu e teve que ser levado de helicóptero até Katmandu para se tratar.

Chegamos ao Tashi Deleck Lodge. Servidos chás e feitas distribuição de quartos, alguns ainda se arriscaram a tomar banho e outros se recolheram até a hora do jantar.

Mais chás e pipoca até a hora do jantar e começou a jogatina que continuou após o jantar, até todos se recolherem para caminhada do dia seguinte.

 

 

 

QUINTO DIA DE CAMINHADA  12/09/2015 (sábado)  TENGBOCHE (3.800 m) A DINGBOCHE (4.300 m)

Amanheceu um dia bastante nublado e frio, frustrando a possibilidade de ver o Everest que ali estaria  mais próximo.

Antes do café da manhã, às 6:30h, tivemos a permissão para ver uma cerimônia budista no Monastério que fica em frente ao Lodge.

Muito interessante, porém, não pudemos tirar fotos nem ficar até o final, considerando o tempo que ainda teríamos que ter para tomar café e sair para mais um dia de caminhada.

Tomamos café e seguimos para Dingboche.

O início da trilha é em declive de aproximadamente 200m, em alguns momentos por cima de muitas pedras, mas com muita sombra se neste dia precisássemos dela.

Depois deste declive, o caminho passa a ser em subida forte em grande parte por degraus de pedras.

Quando alcançamos certa altura, a visão que tivemos foi belíssima, com trilhas estreitas acima de um vale com o Milk River  ao fundo que nos acompanhou até o fim deste dia.

Passamos em mais uma ponte com visual lindíssimo do rio e paramos em uma Vila para tomar um chá, hora aproveitada para pagamento de castigos pela derrota no baralho do dia anterior em momento de muita descontração. Eliana e Cris dançaram macarena e Viviane pulou que nem sapo.

Saímos em direção a Anapurna, onde almoçamos. Enquanto almoçávamos, uma neblina insistente começou a cair, e quando iríamos seguir nosso caminho, começou uma chuva fina e pela primeira vez tiramos capa de mochila e anoraks pra fora.

Sem desânimo algum, seguimos em frente acompanhados sempre de um visual lindíssimo. A vegetação começa a mudar, mas a paisagem sempre tem alguma surpresa de beleza.

Neste momento, pela primeira vez, encontramos alguns iaques no caminho, mas tivemos que manter distância, pois são muito bravos. Vitor, Nadir e mais alguns quase tomaram carreira de um.

Depois de uma caminhada de aproximadamente 4 a 5 h, e cheia de emoções, chegamos a Dingboche, e nos recolhemos no Lodge Snow Lion.

Para nossa surpresa, antes do jantar o tempo se abriu e pudemos ver com o entardecer à nossa volta o Lhotse,  o Amadablan, o Thamserkue e o Nagarjam Pic que seria nosso objetivo de aclimatação.

Tiramos muitas fotos e alguns falaram ao telefone satelital com as famílias, pois nessa altitude já começa a ficar mais difícil sinal de internet.

Jantamos, mais uma rodada de cartas e fomos dormir para o segundo dia de aclimatação.

 

SEXTO DIA DE CAMINHADA -13/09/2015 (domingo)  AO NAGARJAM PIC (5.400 m) - ACLIMATAÇÃO

Tomamos café da manhã e seguimos para nosso segundo dia de aclimatação subindo 4.762 m dos 5.400m do Nagarjam Pic.

O grupo começou a chegar ao destino com 2:30h e 12 h já estávamos de volta ao Lodge, alguns com dor de cabeça, normal para um dia de aclimatação.

Banho quente para quem quisesse e almoço. Fomos orientados a não deitar para descansar, então fomos até o final da Vila em busca de sinal de wifi para darmos notícias aos familiares, numa tarde agradável de um pouco de mormaço.

Chegamos a um Lodge num ponto mais alto, que pela sua localização facilita o sinal. Tomamos um chocolate quente enquanto falávamos no whatsaap e seguimos de volta ao nosso Lodge.

Ainda era cedo e tínhamos a opção de tomar um café e comer um brownie ou cheescake na Padaria do Lodge. Eu, Eliana e o novos amigos fomos para lá, conversamos um pouco e voltamos para esperar o jantar, tomando chá e jogando cartas,  na companhia da dona do lodge, guias e carregadores.

Jantamos e nos recolhemos para mais uma noite de descanso para nosso sétimo dia de caminhada até Lobuche.

 

SÉTIMO DIA DE CAMINHADA - 14/09/2015 (2a feira) DINGBOCHE (4.300 m) A LOBUCHE (4.900 m)

Tomamos o café da manhã e seguimos para Lobuche.

A parte inicial do caminho coincide com a parte inicial da subida ao Nagarjam Pic em subida forte.

Parada na primeira Estupa para descansar, desviamos o caminho num trecho de planalto à beira de um vale em que inicialmente avistamos Periche que não chegamos a conhecer.

Este trecho acompanha um vale à nossa esquerda, sempre com o visual de altas e belas montanhas.

Paramos para descanso e fomos pegos de surpresa com uma avalanche numa montanha do outro lado do vale. Vimos muitas durante o trekking.

Paramos no Kala Pathar Lodge para almoçar e seguimos em frente.

Chegamos ao Memorial aos mortos no Everest e tiramos foto de todo grupo e dos Monumentos. Saímos dali com uma chuva fina que começou cair  mas que logo passou.

Acabamos nosso caminho deste dia num trecho cada vez mais sem vegetação até chegar a Lobuche, onde ficamos no Himalayan Eco Resort.

Chás, banho, jantar e nos recolhemos. Alguns ainda jogaram cartas.

 

OITAVO DIA DE CAMINHADA - 15/09/2015 (3a feira)  LOBUCHE (4.900 m) A GORAK SHEP- 5.100 m (SUBIDA AO KALA PHATAR – 5.611m)

Depois do café da manhã saímos de Lobuche em direção a Gorak Shep em meio a muita neve pelo caminho. O dia estava claro e com o sol a neve ficou ainda mais interessante para nós que moramos ao nível do mar.

Chegamos a Gorak Shep e após o almoço decidiu-se subir o Kala Pathar no mesmo dia às 15h na tentativa de ver o sol se por na cadeia de montanhas incluíndo o Everest.

Infelizmente não tivemos o tempo aberto, mas a emoção de alcançar os 5.611m não foi menor depois de um esforço enorme por causa do frio e ar rarefeito.

Descemos já de lanternas ligadas, chegamos ao Lodge, jantamos e fomos tentar dormir na maior altitude até agora vivenciada por todos nós. Por incrível que pareça, nesta noite dormi muito bem e descansei para mais um dia de fortes emoções na caminhada ao Campo Base do Everest.

 

NONO DIA DE CAMINHADA - 16/09/2015 (4a feira) CAMPO BASE DO EVEREST – 5.364 m

Depois do café da manhã, demos início à nossa subida ao Campo Base do Everest.

Não menos difícil, com subidas e descidas acentuadas, pudemos curtir o Vale do Khumbu à nossa direita. Visão de tirar o fôlego numa dimensão que só pessoalmente para comprovar. Não há palavras, fotos ou vídeos que possam descrever o que sentimos no momento em que nos deparamos com esse Vale...chorei de emoção...

E depois de muitas subidas e descidas chegamos ao Portal do Campo Base. Tiramos muitas fotos e descemos um pouco, sem entrar, para contemplar o Vale, o local de acampamento de quem sobe o Everest e a famosa Cascata de Gelo, parte inicial e desafiadora da subida ao Everest. Fomos informados que neste local é onde mais morrem escaladores que se aventuram a subir.

Nosso retorno a Gorak Shep foi debaixo de neve que caiu por algum tempo.

Chegamos de volta ao Lodge, almoçamos, demos um pequeno intervalo de tempo e retornamos a Lobuche, localizada a uma altitude um pouco menor e por consequência mais agradável para uma noite de sono.

Chegamos em Lobuche, jantamos, e depois de mais um dia extenuante, fomos dormir.

 

DIA SEM CAMINHADA - 17/09/2015 (5a feira) EM LOBUCHE (4.900 m)

Já programado, este dia seria de descanso, depois de dois dias intensos e preventivamente quanto ao controle da oxigenação do sangue e pressão arterial de cada um, que sempre foi parte do controle diário.

Logo depois do café da manhã, os escaladores do grupo Viviane, Patrícia e Fabiano, que iriam subir o Lobuche e o Island Pic, fizeram um treinamento para testar os equipamentos alugados, e todos acompanharam.

Em seguida, um Lama da região realizou um ritual religioso, chamado Puja, de oferecimento e pedido de proteção aos escaladores. Cerimônia interessante de se ver e de se participar.

Depois do almoço alguns foram descansar, outros preferiram jogar e outros conversar. Afinal, o dia era de descanso.

Banho, mais conversa, jantar e mais uma noite de sono para o que para nós seria um divisor do grupo que até aquele momento esteve junto...

 

DÉCIMO DIA DE CAMINHADA - 18/09/2015 (6a feira) LOBUCHE (4.900 m) A ZONGLA (4.843 m)

Neste dia, após o café da manhã, o grupo se separaria.

Como o objetivo de Bruna e Cristiane era o Campo Base, as duas desceram com Robin pelo mesmo caminho de subida e um dos carregadores.

Viviane, Patrícia e Fabiano ainda iriam escalar o Lobuche, e depois Viviane e Patrícia o Island Pic com Carlos e Ang.

E nós do ES seguiríamos para Zongla com Eduardo, Deepak e 4 dos meninos, rumo ao Vale de Gokyo.

A trilha neste dia foi feita em um pequeno espaço de tempo, se comparado aos outros dias, mas por lugares lindíssimos. Passamos próximo ao Campo Base do Lobuche e às margens de lagos azuis em que a vontade era parar, sentar e ficar contemplando.

Chegamos a Zongla no Lodge Zongla Inn, almoçamos, papeamos, jantamos e fomos dormir.

Como choveu bastante à noite, ficamos na expectativa de um dia de sol e sem chuva para que pudéssemos seguir até Dragnag passando pelo Cho La Pass sem maiores problemas.

 

DÉCIMO PRIMEIRO DIA DE CAMINHADA - 19/09/2015 (sábado) ZONGLA (4.843 m) A DRAGNAG (4.700 m) – PASSANDO PELO CHO LA PASS

Para um dia de fortes emoções, precisávamos de um dia de sol, e fomos abençoados com mais um.

O início da trilha se deu por um descampado com o rio em nossa companhia. Derrepente nos deparamos com uma subida fortíssima em escalaminhada. As montanhas iam aparecendo ao nosso redor com o sol batendo em seus cumes e abaixo de nós  lá estavam as nuvens de orvalho. Mais parecia um sonho...

Foi feita uma parada rápida  para comer alguma coisa e logo seguimos para o glaciar de Cho La Pass.

Derrepente estávamos de frente para uma imensidão de gelo. Porém não sabíamos que para caminhar durante quase uma hora sobre o gelo, teríamos que transpor uma encosta de cascalho, pedras e gelo escorregadio até chegarmos ao ponto seguro de caminhada.

Nesta hora, toda atenção foi importantíssima e graças aos nossos anjos da guarda nepaleses transpomos este trecho delicado sem maiores problemas, apesar dos corações na mão.

Caminhamos aproximadamente uma hora sobre o gelo, para ao final ainda subirmos um paredão em escalaminhada até chegarmos na parte mais alta e tirarmos algumas fotos, quando o tempo começou a mudar à nossa frente.

Caminhamos por mais algum tempo em descida constante num vale mais fechado com um curso dágua à nossa esquerda, ouvindo o eco das águas debaixo da terra à nossa direita, até chegarmos em Dragnag, num Lodge cercado por paredões de pedra que de certa forma deu até um pouco e medo.

Quando chegamos, a temperatura estava agradável, mas com o passar do tempo começou a esfriar.

Almoçamos, descansamos, jantamos e fomos dormir.

 

DÉCIMO SEGUNDO DIA DE CAMINHADA – 20/09/2O15 (domingo) DRAGNAG (4.700 m) À VILA DE GOKYO (4.200 m) PASSANDO PELO GLACIAR NGOZUMPA

Tomamos café da manhã e neste dia passaríamos por outro glaciar até chegar a Vila de Gokyo.

O caminho começou num descampado com muitas pedras e visual de paredões rochosos à nossa direita. À nossa frente montes gelados que começaram a aparecer como o Shoyu, paredão gelado que divide o Nepal da China. E quando achávamos que a trilha seguiria por caminhos um pouco mais tranquilos, lá estávamos diante de um despenhadeiro com muitas pedras e cascalhos.

Com calma, fomos descendo em fila indiana, com a recomendação de Eduardo e guias para que não parássemos devido ao risco de avalanches de pedras, pois abaixo delas estávamos transpondo outro glaciar, e como o clima está atípico para esta época do ano, víamos pedaços de gelo caírem do outro lado da geleira, sendo esse o receio.

Transposta esta outra parte delicada de trilha, saímos da zona de glaciares e pegamos uma trilha em subida forte.

Depois de muito subir, já no topo de um morro, estava lá, no fundo do vale a inesquecível Vila de Gokyo, com seu Lago de um azul que não dá para descrever, pois só vendo para se ter a idéia do que tentamos descrever.

À medida que descíamos, íamos nos aproximando daquele lugar cheio de magia.

Chegamos ao Gokyo Resort de frente para o Lago e fomos recebidos com um suco quente de laranja. Novidade para nós e uma delícia para quem está com frio.

Mal nos acomodamos para almoçar e o tempo fechou. Nestas horas o jeito é jogar conversa fora e cartear para passar o tempo até a hora do jantar.

Jantamos, jogamos mais um pouco  de cartas e fomos dormir, para no dia seguinte tentar subir o Gokyo Ri, outro ponto culminante do nosso programa, em mais uma tentativa de ver o Everest com todas montanhas ao seu redor e os Lagos do Vale.

 

 

DÉCIMO TERCEIRO DIA DE CAMINHADA - 21/09/2015 (2ª feira) – SUBIDA AO GOKYO RI (5.357 m) - GOKYO A MACHHERMO (4.470 m)

Acordamos mais cedo que de costume para subida ao Monte Gokyo Ri de 5.357 m.

Choveu à noite e o dia amanheceu nublado. Mesmo assim, depois do café da manhã, nos aventuramos a subir na esperança de que o tempo abrisse.

Subimos dois terços do Monte, quando a neblina começou a cair.

Três dos seis integrantes do grupo não quiseram continuar e eu e mais dois seguimos adiante ainda com alguma esperança de chegarmos ao topo e termos alguma visibilidade.

Há menos de uma hora da chegada ao topo, já no meio de nuvens espessas e muito frio, também desistimos e retornamos, pois só valeria a pena se o tempo estivesse limpo para termos alguma visão.

Mesmo assim valeu a pena ver a Vila de Gokyo e de seu Lago Azul do alto logo que começamos a subir.

Neste mesmo dia, após o almoço, seguimos para Machhermo, ao sul de Gokyo e ao norte de Dole a 4.470m.

Saímos da Vila de Gokyo, contornando o Lago,  com pouca visibilidade, debaixo de uma chuva fina e muito frio. Quando olhávamos para trás, a impressão que tínhamos era a de estarmos dentro  de um filme...

Passamos por mais dois lagos de águas azuis e depois seria o Dudh Kosi (Milke River) a nos acompanhar novamente.

Passamos por ele através de uma pequena ponte e descemos uma encosta por uma trilha de um visual belíssimo, porém, em virtude dos riscos de pedra e água descendo pelo caminho, não pudemos contemplar por muito tempo, muito menos ficar tirando fotos.

Passado este trecho, a trilha fica um pouco mais tranquila e também começamos a perceber diferenças na vegetação pelo caminho.

Quando achávamos que a trilha se manteria com essas características, surge à nossa frente um profundo e belíssimo vale onde se encontrava ao fundo a Vila de Machhermo.

Chegamos ao Namgyal Lodge, onde jantamos, carteamos e pernoitamos.

 

DÉCIMO QUARTO DIA DE CAMINHADA - 21/09/2015 (3a feira)  MACHHERMO (4.470 m) A PORTHSE (3.600 m)

Depois do café da manhã, saímos bem cedo de Machhermo com destino a Porthse.

Esta parte do caminho é especialmente linda, e com um dia de sol, fomos presenteados com uma mistura de vales e montanhas um pouco diferentes do que tínhamos visto até ali.

Depois de uma trilha na maior parte em descida, e de atravessarmos uma ponte sobre o rio, tivemos uma forte e longa subida até Porthse, porém com um caminho sombreado e muito bonito.

Porthse não faz parte do Circuito Everest, mas foi incluída em nosso roteiro por abrigar um Projeto da Grade 6, que teve início com Eduardo e Carlos, depois dos terremotos do início do ano, com a finalidade de ajudar as famílias mais necessitadas.

Esta Vila foi uma das mais atingidas, e como Eduardo e Carlos se encontravam no Nepal à época do primeiro terremoto, tiveram essa iniciativa, e começaram a buscar doações para reconstrução das casas.

Nesta Vila, a família do Lodge Namastê, onde ficamos hospedados, acabaram por abraçar este projeto em parceria com os meninos, em especial um dos filhos, o Phemba, que na ausência de Eduardo e Carlos, conduz as atividades que não dependem dos dois.

Nesta família pai e filho já subiram ao topo do Everest e o avô da família, que tivemos o prazer de conhecer, participou da 1ª expedição ao cume realizada em 1953, quando o Neozelandês Hillary e o Sherpa Thensing atingiram o cume do Everest pela primeira vez.

Como curiosidades desta Vila, existem 80 casas e 8 Lodges, porém, as famílias sobrevivem das expedições ao cume do Everest e prova disto é a estatísca de que nesta pequena Vila 68 pessoas já atingiram o cume do Everest.

Como o oxigênio em cilindro é muito caro, estas conquistas só foram possíveis para esse povo Sherpa em decorrência de doações de restos de oxigênio de pessoas que subiram, pois a parte final até o cume não pode ser feita sem xigênio.

Em todo o caminho, nunca nos sentimos tão acolhidos por uma família. Almoçamos, tiramos algumas fotos e depois fomos visitar algumas casas do Projeto.

Retornamos, tomamos banho, comemos pipoca, jogamos baralho esperando o jantar e quando achávamos que iríamos dormir, o clima ficou animado ao som das músicas nepalesas, sem falar de Deepak ao violão...

 

DÉCIMO QUINTO DIA DE CAMINHADA – 23/09/2015 (4ª feira) PORTHSE (3.600 m) A NAMCHE BAZAAR (3.450 m)

O dia amanheceu e ficamos com o coração apertado em deixar aquela família tão acolhedora, sem falar que nosso Trekking também estava chegando ao final e que isso começou a mexer um pouco com cada um de nós.

Depois do café da manhã, tiramos fotos com a família e iniciamos nosso caminho até Namche com tempo fechado tendo Phemba como companhia que estava indo para Namche Bazaar para comprar material junto com Eduardo para reconstrução das casas.

O tempo ficou fechado na maior parte do caminho e já o tínhamos percorrido no início do trekking, porém, sempre encontrávamos algo diferente e belo.

Chegamos ao ponto de congluência entre os caminhos e paramos no mesmo Lodge do início do Trekking para almoçar em clima de descontração e ao mesmo tempo de apreensão quanto as possibilidades de retorno a Katmandu devido ao mal tempo.

No caminho, encontramos novamente com o guardião da montanha que recolhe doações para manutenção  das trilhas e tiramos fotos.

Chegamos a Namche com o tempo fechado, almoçamos e tivemos um momento de agradecimento aos porters (carregadores) e guias locais. Depois fomos ao comércio local tentando ver algo que pudéssemos levar como recordação.

Voltamos ao Lodge, jantamos e formos dormir nos preparando fisicamente e emocionalmente para nosso último dia de caminhada no Nepal até Lukla.

 

DÉCIMO SEXTO  E ÚLTIMO DIA DE CAMINHADA 24/09/2015 (5ª feira) – NAMCHE BAZAAR (3.450 m) A LUKLA (2.840 m)

Tomamos café da manhã, tiramos fotos, nos despedimos de Eduardo com outro café no Café 8848 e seguimos para Lukla.

Eduardo nos informou que naquele dia era aniversário de Deepak e que tinha deixado encomendado um bolo em Lukla para que comemorássemos com ele. Nos despedimos e seguimos.

O dia estava clareando e chegamos a achar que nosso amigo Fabiano que se encontrava 2 dias em Lukla esperando bom tempo para voar tivesse conseguido.

Passamos pelo Posto Policial, pegamos nossos Certificados e aí a ficha caiu. Nosso Trekking tinha acabado.

Saímos descendo pelos mesmos lugares de volta quando começou a chover.

Depois de um tempo caminhando na chuva e a 30 minutos de Lukla, paramos na casa de um dos nossos guias locais, o Mingmar. A esposa nos recebeu com um chá quentinho para que tivéssemos, mesmo encharcados, ânimo de terminar nosso caminho.

Uma das filhinhas estava para a escola e a outra brincava e nos tratava com simpatia.

Família nepalesa bonita, digna de uma foto para guardarmos como lembrança...

Terminamos de chegar debaixo de chuva e tempo muito fechado. Já sabíamos que seria difícil sair dali...

Chegamos ao Budha Lodge, encontramos com Fabiano, que ao contrário do que pensamos ainda estava lá, e nos recolhemos para tirar as roupas molhadas e tomar um banho.

Nos encontramos todos no restaurante do Lodge para conversar e jogar baralho até a hora do jantar. A preocupação geral era como sairíamos de Lukla, mas tivemos a esperança de que no dia seguinte pudéssemos ter alguma janela para vôo.

Jantamos e de surpresa cantamos parabéns para Deepak. Neste momento pudemos vivenciar um costume interessante dos nepaleses nessas comemorações. Deepak partiu o bolo, foi servindo um a um dando o primeiro pedaço do pedaço de bolo servido na boca de cada um antes de entregar.

Ficou muito feliz com a iniciativa e fez questão que todos nós dançássemos com ele uma música nepalesa. Esquecemos tudo e comemoramos aquele momento.

Nos recolhemos logo para que pudéssemos acordar bem cedo na esperança de um primeiro vôo às 6:30h.

 

 

LUKLA (2.840 m) A KATMANDU (1.400 m) – 25/09/2015 (6ª feira)

Choveu a noite toda e ninguém saiu dos quartos na hora marcada para o café da manhã. Seria inútil.

Minha ansiedade não deixou que eu ficasse no quarto e fui para o restaurante. Depois veio Eliana, Vitor e os demais. Só nos restava aguardar.

 A parte da manhã foi passando com o tempo muito fechado, e  para conter a ansiedade fomos jogando baralho.

A uma certa altura já quase 12:00h pedimos ao operador da Grade 6 em Katmandu que nos desse opções de resolver o problema, pois tínhamos passagens compradas com tempo contado para volta.

Nos foi passada a informação de que se abrisse alguma janela, a opção seria pegarmos um helicóptero para nossa volta a Katmandu. E foi as 12:30h que nos informaram que, conforme a previsão do tempo, teríamos 2 horas de janela. Porém, essa janela estava a 1 h de caminhada abaixo de Lukla.

Sem pensar, do jeito que estávamos, pegamos nossas mochilas, carregadores a postos com o resto de nossas coisas e descemos rápido, em meio a muita apreensão até um heliporto mais abaixo.

Chegamos até o local e não éramos só nós que pegaríamos helicópteros. Várias pessoas aguardavam helicópteros que chegavam e saíam cheios, até que o nosso chegou.

Mal podíamos acreditar que depois de vários dias querendo ficar no Nepal, a nossa vontade era só entrar naquele helicóptero para que tivéssemos como voltar para casa sem problemas.

Até aquele momento tínhamos receio de não mais termos a janela da previsão do tempo para voar.

Depois de nos despedirmos de Deepak e daqueles meninos, dos quais já  sentimos saudades, nós seis seguimos num mesmo vôo, mas Fabiano ficou para seguir com outro grupo de pessoas.

Quando já estávamos todos no Hotel em Katmandu, Fabiano nos deu a notícia de que tivemos muita sorte, pois o vôo dele já pegou tempestade na rabeira.

Bem, o importante é que voltamos todos bem.

Jantamos e fomos dormir para andar um pouco pelo comércio de Katmandu no dia seguinte.

 

KATMANDU X BRASIL – 26/09/2015 (sábado)

Tomamos café da manhã, encontramos com o operador para entrega dos sacos de dormir e pagamento da diferença do vôo de helicóptero e saímos.

Como tínhamos que fechar nossas contas às 13 h, aproveitamos e fechamos logo, deixando nossas marinheiras no quarto de Fabiano que iria embora só no dia seguinte.

Saímos todos juntos, nos separamos e depois nos encontramos no mesmo restaurante que almoçamos na chegada em clima de despedida.

Voltamos para o Hotel e os primeiros a sair com o traslado para o aeroporto foram Milton e Nadir que estavam com horário diferente de vôo, mas que iriam nos encontrar em Abu Dhabi. Depois formos eu, Eliana, Vitor e Edward. Fabiano ainda ficou até do dia seguinte.

Viviane, Patrícia, Carlos e Tainá, namorada de Carlos, ainda ficaram no Nepal por alguns dias na Vila de Porthse ajudando na reconstrução das casas.

Agora estamos em casa, porém, não somos os mesmos. Pelas conversas no grupo criado para que mantivéssemos contato, pude perceber que o Nepal mudou a cada um de maneira muito especial.

Aquele lugar e as pessoas daquele lugar têm uma magia que só conhecendo para entender.

Em nenhum momento pensei em desistir, seja antes da ida por causa dos terremotos ou nos momentos mais difíceis que tive por lá com oxigenação baixa e uma tosse insistente que me acompanhou. Não foi fácil, mas curti cada momento...

Comentei com os amigos que o Nepal não deixou dores musculares, mas no coração quando estávamos lá, longe da família e agora aqui longe de lá e das pessoas que conhecemos.

Agradeço à equipe de nepaleses que nos deram suporte para conseguiríamos atingir nossos objetivos. São eles: Deepak, Mingmar, Rabin, Ang, Ramila,Jetha, Govinda, Hemanta, Arjun, Tashi Gokarna e Tej.

Agradeço ainda a Eduardo e Carlos por nos guiarem de maneira extremamente profissional e a Aretha e Sartor que estiveram nos bastidores dando o apoio necessário desta parte da viagem.

Valeu estar com cada um dos integrantes do grupo nessa aventura. Sempre aprendemos uns com os outros, e nesse trekking o aprendizado foi intenso.

Trouxe um pouco de cada um junto de mim.

Inesquecível!!!!!!

Josi Araujo

 

 

ABAIXO, MANIFESTOS DE MEUS COMPANHEIROS CAPIXABAS NESTA AVENTURA

 

”Adversidades. Muitas. Quem falou que seria fácil ? Não foi fácil. Fui da dificuldade extrema a momentos de tranquilidade. Na montanha eu aproveitava o dia, concentrado em cada passo, pensando o mínimo no amanhã. Senti muito orgulho e alegrias sobre aonde meus pés estiveram, mas alguns "bad dream" ainda me acordam as noites. Lembranças incríveis, perigosos voos, longas subidas, e escorregadias descidas. Grande povo sherpa. Uma inesquecível travessia.”

 

Edward Alcântara Junior 

 

“Voltar de um trekking tão especial como esse, infelizmente é não ter palavras para descrever. ..mas, sei que em cada centímetro que percorri, era surpreendida com tanta beleza, respeito, garra e coragem daquele povo para com a natureza. O carinho e a alegria em cada rosto, me fez sentir viva...revigorada para a vida, pois tudo que a vida havia me ensinado , foi pouco diante de tanta generosidade e grandiosidade ...só sei de uma coisa, um pedacinho de mim ficou por lá e, com certeza tenho que buscar. ..kkkkkk
O grupo está de parabéns, pois a união fez com que todos pudessem completar com êxito nosso trekking. ..esse é o segredo de querer buscar mais e mais aventuras e  desafios. .”

Eliana Mendoza

 

“A aventura no Nepal foi uma experiencia marcante na minha vida. As belezas das montanhas contrastaram com as minhas dificuldades físicas na altitude, onde cada passo no ar rarefeito era uma vitória! A convivencia com todos do grupo foi gratificante. Aprendi um pouco mais com essa viagem, o que me faz concluir que temos que estar sempre por aí, com o pé no chão e seguindo novos caminhos.”

Milton Sampaio Junior

 

”Estamos de volta após os muitos, belos e difíceis caminhos trilhados pelo Nepal. A exuberância das paisagens e a singularidade das vilas percorridas foram sempre permeadas pela acolhida dos nepaleses, o que me dava mais "ar" e condições físicas para conseguir trilhar todo o caminho. Junto a isso, a coesão do nosso grupo de andarilhos  e guias foi fundamental.
Voltei com a "bagagem cheia de lembranças" que vem dando um colorido especial para o meu dia a dia.”

Nadir Maria da Glória

 

“O trekking foi muito mais do que esperava e não tão difícil quanto imaginava.

As imagens do lugar são incríveis e ficarão registradas na memória até meus últimos dias...

 

Espero poder voltar para aquele lugar... de forma personalizada e sem a pressão de estar em cada dia num local... quero ver tudo novamente com mais calma.”

 

Vitor Eduardo Mendoza

 

 
 
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