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Resenha Morro das Cruzes

 Por Antônio Falcão

RESENHA DO MORRO DAS CRUZES 2015

  O Morro do Cocoruto, no município de Castelo, é praticamente desconhecido mas é um verdadeiro paraíso escondido entre a Pedra Azul e o Forno Grande estrelas de primeira grandeza das montanhas capixabas.

 Descobri este morro há alguns anos ao participar de uma via sacra na sexta feira da paixão,

  Esta via sacra é uma verdadeira demonstração de fé da comunidade de Forno Grande pois a  cada ano, uma família constrói uma pesada cruz de madeira que é carregada lentamente por todos morro acima durante a encenação da Via Sacra.

 As  estações tem pontos previamente demarcados  por cruzes de granito ao longo da trilha até o topo Lá em cima a grande quantidade de cruzes fincadas deram origem a denominação de Morro das Cruzes.

 Para compartilhar esta beleza natural com o grupo Andarilhos, organizamos anualmente uma subida laica com fins esportivos e de pura contemplação.

 No domingo dia 11 de outubro, o grupo se deslocou de Vitória ainda de madrugada se reuniu no adro da igreja de Forno Grande para a preleção, aquecimento e sessão de fotos no horário pré estabelecido.

  Por ser uma caminhada sem apoio motorizado, foram distribuídas  sacolas plásticas com o lanche e abastecimento dos cantis.

.O início da subida, é o cartão de visitas do caminho, com visão privilegiada do Vale do Caxixe, seguido de uma grande lage de pedra  por onde em tempos normais descem águas frias e límpidas. Numa seca como a que estamos atravessando mai se percebe a água. Muto diferente do período chuvoso, no qual estes filestes se transformam numa bela cachoeira, valorizando ainda mais o caminho.

 Transposto o trecho inicial, a dois quilômetros do ponto de partida, fica a fazenda Sossego, local onde em caminhadas anteriores foi nosso ponto de encerramento.

 A medida que se sobe podemos ver as cruzes que marcam as estações da da Via Sacra.

 Grandes rochas ao lado da trilha, embelezam o cenário e fornecem sombra, servindo como pontos de descanso e contemplação do vale.

 A cada passo morro acima, este vale se torna mais belo, mesmo em pontos onde a vegetação original foi substituída por pastagens.

 Continuando a subida, percebemos os rigores da seca ao ver que as quedinhas dágua simplesmente desapareceram e até as bromélias no alto dos paredões de pedra perderam a sua cor verde..

 Num raro trecho em descida, numa curva do caminho temos um lago numa propriedade particular, cenário que invoca os sonhos de todos que desejam uma vida tranquila longe das atribulações dacidade grande.

 Apesar da beleza, é  um ponto de certa tensão, pois temos que atravessar um pasto repleto de bois, vacas e bezerros que certamente não querem ser incomodados em seu repouso dominical. Vencido  este trecho, a grande pedida é olhar para trás e ver a Pedra Azul de perfil e toda sua magestade.

 A subida aí se torna mais íngrene, mas a brisa suava e constante a amenizou os rigores deste sol de primavera.

Após esta longa subida, o caminho se torna uma descida sob um piso de gramíneas muto verdes e margeadas por uma matinha. È um local onde já se tem uma visão do topo, fator que instintivamente faz com que toods aumentem  o ritmo das passadas.

 Ao final desta descida a matinha se adensa e permite uma sombra generosa  na porção final até o topo, alcançado sem maiores problemas.

 O topo é o fim de nossa via sacra particular. As cruzes ali fincadas de modo aleatório são testemunhos da fé do povo do Forno Grande.  Para nós, bastavam as cruzes, mas a comunidade construiu uma capelinha no paredão rochoso. Apesar de ser um ponto de sombra e descanso esta tconstrução tosca maculou uma  paisagem tão linda.

 E como é linda mesmo. De um lado, o Vale do Caxixe e  visão lateral da Pedra Azul, destacando o famoso lagarto que sobe, mas nunca chega ao cume, e seu dorso horizontal. Na porção central., as grandes cruzes lembram vias sacras de anos anteriores, tendo o imponente Forno Grande ao fundo. Completando o giro,  a Pedra do Pilão aparece em primeiro plano com a cidade de Castelo no fundo.

 Esta caminhada, é sem  dúvida uma das mais belas de nosso vasto portifólio e me sinto incapaz de descreve-la em palavras. Por sorte temos fotógrafos habilidosos, cujos cliques estampados no site preeenchem esta lacuna.

 A permanência no topo foi breve, e dedicada a contemplação, descanso e lanche, com tempo também para inúmeras fotos

 Engana-se  quem pensa que percorrer o mesmo caminho na volta é “mais do mesmo”.

 Caminhar no sentido inverso permite uma nova visão das atrações. Foi uma pena não termos os locais tradicionais para o banho nas descida, mas mesmo assim o grupo caminhou animado até o final, ao lado da Fazenda Sossego onde as vans já estavam a postos para nos conduzuir          a Caxixe Frio para o almoço de confraternizaçao.

 Almoço simples mas muito saboroso para encerrar uma caminhada maravilhosa.

 A breve estadia por lá foi a síntese de toda a organização, alegria e alto astral, presentes  desde o embarque em Vitória até o último passo..

   A todos como sempre faço, agradeço pela amável companhia, desejando que as dificuldades  deste caminho sejam objeto de reflexão para que se tornem pessoas mais simples, humildes e tolerantes com seus semelhantes.      

 

 

Grande abraço e até o dia 25 de outubro no subida ao Moxuara.

 
 
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