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RESENHA Travessia Pico da Bandeira

 Por : Antônio Falcão

RESENHA TRAVESSIA DO PICO DA BANDEIRA 2016

  A travessia do Pico da Bandeira e feita anualmente por nosso grupo e mesmo já sendo uma rotina, demanda um planejamento cuidadoso, pois envolve pousadas, transporte, contratação de guias e veículos 4 x 4 para acesso a trilha.

O plano original previa o inicio em Pedra Menina no ES, passagem pelos picos do Cristal, Calçado e Bandeira, descendo por Alto Caparaó, lado mineiro do parque.

Sendo assim, no dia 10 o grupo partiu de Vitória pontualmente às 18 horas, e meia hora depois em Vila Velha. Mesmo com apenas uma rápida  parada para lanche em Iconha, só alcançamos `Pedra Menina as 0:40 hs. Neste horário, a única coisa a fazer foi ir direto para os quartos previamente reservados e devidamente identificados com os nomes dos hóspedes.

O sono foi curto, pois as 5:30 horas, todos já devidamente vestidos para a travessia se encontraram no refeitório  para o café da manhã, demonstrando comprometimento com o horário estabelecido.

Esta pontualidade nos permitiu a chegada  na Portaria do Parque um pouco antes do  horário programado, sendo este tempo utilizado para as infindáveis fotos e alongamentos. Logo a seguir todos embarcaram nos Jeeps que nos conduziram a Casa Queimada no nível 2.185, nosso ponto de partida. O dia estava muito frio e uma forte neblina encobria tudo ao redor.

Feitos os preparativos  o grupo partiu em fila indiana para vencer os 4,9 quilômetros de uma trilha bem demarcada e bastante ingrene.

 A neblina nos impediu a visão das Pedras Gêmeas na porção inicial, mas não foi suficiente  para ofuscar a  vegetação rupestre, com  predomínio de  bromélias em flor e as  bengalas, espécie de bambu com folhas duras  e espinhosas.

 A trilha tem um terreno de cor escura , e por causa das chuvas que  caíram na região, estava bastante escorregadio, fazendo com que todos subissem com extremo cuidado. Nestes momentos tivemos oportunidade de observar o companheirismo pois o da frente sempre ia auxiliando quem estava atrás

  O grupo subia vagarosamente em fila indiana e fazia  paradas para hidratação, descanso e lanche. O frio intenso e vento crescente, não nos permitia a visão de tudo que a montanha oferece. A tensão foi tomando conta do grupo  a medida que o vento soprava com maior intensidade trazendo consigo uma forte neblina que cobria tudo a nossa volta.

 Nestas condições, a subida ao Cristal foi abortada, pois o risco de queda era altíssimo.

Ao atingirmos o Pico do Calçado, sequer tivemos oportunidade de tirar uma foto, pois a ventania e o frio não permitiram nenhuma pose, mas valeu a passagem.

Afinal a sensação de estar numa elevação de 2840 metros, que mesmo com as divergências, ocupa a sétima posição no ranking dos picos mais altos do Brasil, não tem preço. Para informação, no  Projeto Pontos Culminantes do IBGE, o Calçado  ocupa a quarta colocação.

Logo que saímos do Calçado, encontramos abrigo numa elevação rochosa, ideal para fazermos uma longa pausa para  lanche e aguardar a chegada dos Limpa Trilhas. Foram momentos de intensa contemplação, pois a neblina ia e voltava e o Pico da Bandeira surgia com toda sua majestade. Oportunidade para fotos em ângulos  incríveis. 

O trajeto do Calçado ao Bandeira, apesar de curto é bem difícil, pois temos um trecho tortuoso em acentuado declive, seguido de uma subida forte no final. E tudo isso debaixo de um vento fortíssimo e uma neblina que reduzia a visibilidade a poucos metros.

  No início da subida as vias de acesso de Minas e Espírito Santo  se unem tornando-se um caminho único até o cume. A placa indicativa passou despercebida por quase todos

  Na chegada ao cume fomos presenteados pela Mãe Natureza com uma abertura do tempo permitindo a todos uma espetacular vista de todo entorno. Emoção pura, mesmo para os visitantes habituais. A sensação de liberdade é imensa, e sempre acompanhada de euforia por vencer mais um desafio.

 A sessão de fotos foi dificultada pelo vento forte e frio, sendo bastante rápida. São momentos que duram para sempre e   rendem histórias que podem e devem ser contadas aos amigos e familiares. Isto lhes servirá de exemplo e  certamente ficarão encorajados a subir o mítico Pico da Bandeira.

  Iniciamos a descida pelo lado de Minas, cuja trilha é menos inclinada, porém com alguns trechos onde o melhor a fazer é descer apoiando as mãos no chão. Algumas paradas e em pouco tempo estávamos no Terreirão, totalmente escondido pela neblina.

 O Terreirão marca a metade do caminho de volta. É um grande descampado, com estrutura de  apoio aos  montanhistas, composta de banheiros e vestiários e de um posto avançado do ICMBIO. Chamou a atenção a obra de construção da Estação de Tratamento de e Efluentes, cuja função é despoluir a água de esgoto antes de devolve-la para a terra.

Um atração do Terreirão é a  Casa de Pedra, local escolhido por muitos como abrigo para passar as noites frias.  Para não fugir a regra, mais uma seção de fotos ao lado deste monumento.

Ao fim de mais esta série de fotos, os andarilhos iniciaram a descida, que começou tranquila, mas com vento constante, que aumentava e diminuía a todo instante e trazendo consigo a neblina. O grupo foi se espalhando aos poucos em função das paradas para fotos ou descanso.

Foi muito bom ver o Ribeirão José Pedro, que separa os estados de Minas e Espírito Santo cheio, ao contrário dos anos anteriores quando estava reduzindo a um simples filete de água. A chegada a Tronqueira se deu já no escuro, e a procissão de luzes das lanternas dos últimos andarilhos substituiu o belo por do sol que marcou o encerramento da caminhada em anos anteriores.

A mudança constante das condições climáticas na montanha faz com que cada subida seja única e funciona como um chamado para que voltemos no próximo ano. 

No horário programado, o trio de  Jeeps que nos levou a Casa Queimada agora estava a postos para conduzir todos até a Pousada do Rui para o jantar de confraternização e o merecido descanso

O jantar de confraternização foi temperado com o carinho de sempre da Rilza e ver um time animado, descontraído e ainda disposto depois de vencer um grande desafio não tem preço.

A farra durou até quase as 22 horas quando todos se recolheram aos respectivos aposentos.

 No domingo todos retornaram ao restaurante para o café da manhã às sete horas, e retorno a Vitória as 8:30  horas.

 Tivemos uma viagem das mais tranquilas com muita farra no ônibus numa estrada com pouco movimento.

 Para encerrar gostaria de agradecer aos nossos companheiros de outas jornadas, Magno Souza de Roraima, Helena Perim do Rio Grande do Sul e Cláudia Bento de São Paulo, que nos honraram com suas presenças e trouxeram mais energia ao grupo.

 A Josi pelo empenho na organização, que serve de guia para quem vai ao Pico.

 Aos demais, pelos bons momentos de convivência fraterna , união e respeito ao próximo.

Tenham a certeza de que contribuíram muito para meu crescimento pessoal.

  Espero estar com todos no dia 26 subindo o Mestre Álvaro.

Grande abraço

 

 

 

 
 
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