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Resenha de Mestre lvaro: Com chuva , mais emoo

 POR: Antônio Falcão

RESENHA TRAVESSIA MESTRE ÁLVARO 2016

O Mestre Álvaro atrai continuamente  montanhistas em busca de desafios e contemplação de belas paisagens.

Nosso grupo não é diferente e todos os anos promove subidas de diversas formas, seja por travessia ou por outras vias, subindo e descendo pelo mesmo lado.

 Neste dia 26 de Junho, fizemos a via a partir de Furnas, subindo pela Trila Seca, atingindo o cume,descendo pela Trilha das Águas e voltando ao ponto de partida.

Os dias que antecederam a caminhada foram  de muita chuva, fato que gerou dúvidas quanto a fazer ou não o percurso na data programada. Como a previsão seria de um domingo nublado, passando a claro, resolvemos manter, apesar da chuva fina que caia na madrugada de domingo.

Um  caminho com elevado  grau de dificuldade como este é muito difícil de ser percorrido com chuva, mas acreditando numa melhora do tempo, 21 andarilhos se reuniram as 7:00 na portaria de acesso a Furnas para inicio do caminho.

Desta vez o ritual pré caminhada começou com a apresentação dos guias e a foto oficial.  Após estes breves momentos o grupo partiu atravessando a Estação de Efluentes da Serra e parando ao lado de um frondoso Pau Dálho para a segunda parte do ritual. Nesta etapa foram dadas   explicações detalhadas do caminho e uma seção de alongamento.

Na porção inicial, percorremos um pasto plano e com grama bem baixa, até pegarmos o inicio Trilha Seca, na verdade bastante úmida neste dia em função das chuvas. Trata-se de um caminho estreito e tortuoso que vai aumentando aos poucos o grau de inclinação até se tornar bem difícil com inúmeros obstáculos como pedras , troncos caídos e raízes. Na primeira parada, no local conhecido como Lajão, o tempo dava sinais de instabilidade e se fechava  cada vez mais.

A parada no Lajão foi rápida e o  grupo continuou subindo em fila indiana quase que num único bloco, mostrando um bom ritmo.

A trilha tortuosa encanta a cada vértice, tendo como destaque a Pedra do Dinossauro, assim batizada em função das ranhuras que parecem ter sido feitas pelas unhas do  extinto gigante pré histórico

A atração seguinte é uma gruta, no meio da mata rodeada por grandes jacarandás, sendo mais um local  para descanso e reagrupar o pessoal. Este ponto  obrigatório para muitas fotos antes de continuar a subida, já com sob uma fina garoa.

O caminho após a gruta é bastante tortuoso e  escorregadios e passamos por inúmeros bambus entrelaçados que nos obriga  a exaustivos desvios, abaixando-se a todo instante. De repente uma clareira onde ficam as ruínas de uma torre metálica. Esta torre  outrora abrigou um espelho cuja função era  refletir  a luz do Farol de Santa Luzia, servindo de orientação aos navegantes por muitos anos. Esta estrutura foi  desativada, pois os modernos recursos de orientação marítima por GPS o relegaram ao esquecimento.

A chuva ia e vinha até que ao chegarmos ao ponto crucial, o ataque ao cume, desabou de vez.

Foram momentos de pura indecisão, pois com tanta água, ficamos em dúvida se  subiríamos ou não até o topo

Com a diminuição da chuva, coube ao resenhista que vos fala fazer uma subida solo para checar as condições. Apesar da água que corria pelo que restou da escadinha, dei sinal para que fosse instalada a corda para que todos que se sentissem seguros pudessem subir. Foi muito bom ver o auxílio prestado aos que tinham mais dificuldade numa grande lição de companheirismo, tão presente nos trekkings de montanha.

No topo, o vento era forte, a chuva ia e voltava e infelizmente um forte nevoeiro encobriu a bela visão 360 graus que nosso Mestre proporciona, frustrando a todos que subiram pela primeira vez. Mas valeu o esforço e a superação da chegada, sem contar o desejo de retornar em melhres condições de visibilidade.

 A estadia lá em cima foi breve e após muitas fotos, o grupo se posicionou de forma ordenada para a descida pela face sul do Mestre.

A descida, apesar de muitos escorregões retratou o ambiente harmonioso do grupo que se divertiu com os tombos ao mesmo tempo em que ajudava os outros  nos momentos difíceis.

Na passagem pela gruta foram  tiradas fotos dos traseiro das meninas, marcados pelas inúmeras vezes em que foram  obrigados a rasparem no chão após as quedas, E na parada no Lajão, os marmanjos posaram de costa para mostrar a surra que o Mestre lhes dera na descida.

Findo este trecho agora é a vez de se pegar a Trilha das Águas que começa a mostrar seu grau de dificuldade na descida de uma grande laje com um emaranhado de raízes  e  inclinação de 45 graus até o fundo de um vale que marca o inicio da trilha das águas. Descida feita com bastante calma  em função das precárias condições de aderência em função da umidade.

 A laje termina num vale com imensos blocos de pedra cercados por vegetação densa por onde corre um riacho com bastante água, sendo um dos pontos mais belos desta via.

A trilha segue tortuosa ao sabor dos caprichos da força das águas, sempre sobre pedras lisas e escorregadias, razão pela qual, passar sobre elas requereu cuidado, esforço  e atenção redobradas.

Quem se depara com árvores cujos troncos ultrapassam os três metros de diâmetro,  fica admirado em saber de sua existência num local tão próximo de uma capital.

Descendo um pouco mais temos o primeiro poço, cujo volume de água foi reforçado pelas chuvas recentes com uma cachoeira  local tradicional de um banho. Este ponto, embora tentador serviu apenas para contemplação devido ao clima chuvoso.

 A passagem pelo Poção logo a seguir, foi marcada pelo banho de um trio de andarilhos, fascinados com a beleza do lugar, sob aplausos dos demais que descansavam e faziam mais um lanche.

 O trecho seguinte ao Poção é  uma trilha perigosa e escorregadia, motivo de várias quedas. Porém a medida que se desce o grau de dificuldade também vai diminuindo até se transformar no  caminho plano que margeia a Estação de Tratamento de Efluentes da Serra  antes de se chegar em Furnas..

Esta porção final foi percorrida sob os últimos raios de sol, sendo a chegada já no escuro.  Apesar disso, todos chegaram bem e puderam comemorar uma aventura incrível, num lugar mais incrível ainda.

Para encerrar, faço questão de registrar minha felicidade por ter estado com um grupo que mesclou  energia, disposição, bom humor e principalmente companheirismo, valores que aumentam mais o sabor desta conquista.

 Agradeço a todos pela amável companhia, esperando revê-los no dia 10 de julho  no caminho entre Reserva do Tirol (Santa Leopoldina) e Pousada Olhos Dágua em Biriricas (Domingos Martins).

Grande abraço

 

 

 
 
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