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Resenha de Cachoeira Furlan 2016

 Por : Antônio Falcão

RESENHA CACHOEIRA FURLAN 2016

A nossa visita anual a Cachoeira Furlan foi a mais seca de todas as sete edições anteriores. Apesar da longa estiagem que assola o estado, tivemos uma participação de quase 60 andarilhos, que deram um voto de confiança para as paisagens que mesmo a´ridas ainda conservam uma beleza que impressiona. O caminho de 21 km é uma ligação direta entre a Pedra Azul e o Forno Grande, símbolos das montanhas capixabas bastante visitados por turistas de todo Brasil.

O domingo amanheceu com tempo bastante nublado e incrivelmente quente para um dia de inverno, o que não impediu nosso grande contingente de participantes de acordar bem cedinho e cumprir os horários previamente marcados para o embarque. A  parada no Posto do Café foi o sinal para que a animação substituísse o torpor de ter acordado cedo e vencesse  o sono em atraso..

A chegada a Sam Paulim, se deu rigorosamente no horário e o ritual da preleção aquecimento, fotos  fosse cumprido a risca e com  bastante tranquilidade Antes da partida, ,as nuvens se dissiparam e o sol brilhou com força, indicando que a caminhada teria seu grau de dificuldade ampliado devido ao calor.

Dada a partida temos um trecho em subida moderada que dá continuidade ao aquecimento feito minutos antes. Logo ao olhar para trás pode se avistar,  Pedra Azul ao fundo e em primeiro plano as pequenas propriedades com suas culturas de legumes e café  além  também algumas porções de mata nativa que conseguiram sobreviver ao avanço das lavouras..

O chão tradicionalmente úmido estava extremamente seco, com uma poeira fina e as lavouras graças a um pequena irrigação ainda se mantem verdes.

Após percorridos quase cinco quilômetros o primeiro ponto de apoio foi suficiente  para repor as energias dando forças para prosseguir a longa jornada. Mais uma subida temos  uma bela propriedade cujo destaque é o  lago margeado por jardins outrora bem verdes, e hoje sem vida e fustigado pela seca. Temos uma sequência de caminho sombreado ora por mata nativa ou por plantação de eucaliptos, providencial num trecho em subida.

Findo este trecho, temos um vale onde se avistam grandes plantações de morangos, protegidas por lonas plásticas  e também uma venda onde a turma deu uma paradinha para descanso, que funcionou como um apoio adicional.

A partir deste ponto, o Forno Grande, emoldurado por um céu de variados matizes de azul será uma companhia constante, e observa lo sob vários ângulos e uma atração a parte.

O terreno continua com alternância de  pastagens plantações de hortaliças, com destaque para o verde vivo do repolho, que parece não sentir a aridez do clima.. Entre pequenas  subidas e descidas passando por alguns pontos sombreados por eucaliptos, surge uma bela casa, construída num terreno bem descampado, que realça ainda mais a construção. Mais um trecho em subida, bastante sombreado por eucaliptos e alcançamos o segundo ponto de apoio.

A parada no apoio é muito útil para hidratação num dia seco, não só com água mas saborear uma melancia escolhida a dedo. Com as frutas e doces, as energias são recarregadas e estimulam o andarilho a seguir em frente.

E animados com esta energia os andarilhos se deparam com uma joia deste caminho, que é a Pedra da Balança, uma curiosa formação rochosa com peso estimado de 60 toneladas que vista de frente , parece desafiar a lei da gravidade. Ela fica apoiada numa pedra bem menor, que nos dá  a impressão de estar se equilibrando sob a colina. Este é  ponto obrigatório para inúmeras fotos, sendo também um mirante de onde se avista um imenso vale com o Pico da Bandeira ao fundo.

A partir da Pedra da Balança temos uma longa descida e podemos apreciar os vales que parecem não ter fim, mas com bastante mata nativa até a localidade de Bateia, pequeno povoado com a tradicional igrejinha e um boteco.

Apesar das matas e da sombra que agregam ao caminho, todos já estavam ansiosos para a chegada, e muitos nem passaram pelo terceiro ponto de apoio.

Logo na chegada aos 21 km podemos perceber o que a seca vem fazendo em nosso estado, pois a grande cachoeira que batiza o caminho desapareceu ficando apenas um filete de água que desce de forma preguiçosa os mais de cem metros de altura.

Esta impressão de aridez foi para segundo palno em função da calorosa recepção que a Família Furlan acolhe seus visitantes.

Após um delicioso almoço, marcado pela torcida na final do vôlei masculino medalha de ouro nas Olimpíadas tivemos um momento marcante, ao comemorar os aniversários de Roberto Lyra, Lourdes e Rosângela além de uma homenagem ao nosso Andarilho Mor, Sr Adélio Brunoro.

E finalmente um pouco antes do previsto, tivemos o embarque de volta a Vitória, para encerrar um domingo repleto  de emoções

Agradeço a todos pela amável companhia e reforço o convite para que estejam conosco na Volta da Ilha, dia 7 de setembro, caminhada que contorna nossa Vitória e que realizamos anualmente em comemoração ao aniversário de nossa capital.

 

Grande abraço e até lá

 

 

 

 

 

 

 
 
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