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RESENHA TRILHA DE SALKANTAY (PERU)

Por JOSI ARAUJO

 

RESENHA TRILHA SALKANTAY:       

Fruto de uma parceria entre o Grupo Andarilhos e a empresa Choice Tour, aos poucos foi se formando um grupo.

Muitas dúvidas da parte dos participantes foram tiradas conjuntamente por parte da empresa Choice Tour e Grupo Andarilhos, e a partir daí foi dado início aos preparativos para o que seria um dos trekkings mais tranquilos que já fizemos.

No dia 31/08, numa quarta feira, eu, Concheta, Daniela, Iris, Francesca e Camilo partimos para o RJ, de onde pegaríamos um vôo  no dia seguinte até Lima no Peru.

01/09 (Quinta feira) - LIMA

Às 5:30h pegamos um  vôo de 6 horas de duração, e chegando à Lima fomos recepcionados por Martin, motorista contratado pela Fênix no Peru, parceira da empresa Choice Tour, que nos levou até o Hotel El Ducado, localizado no bairro Miraflores, um dos mais bonitos de Lima.

Passamos pela praia de Madalena, quando avistamos o Oceano Pacífico e local onde acontece todos os anos nessa época uma feira gastronômica.

Deixamos as mochilas nos quartos e fomos até o Shopping  Center Larcomar  para almoçar. Shopping aberto, muito bonito e interessante, com um visual do Pacífico de tirar o fôlego. Ficamos impressionados com o atendimento do restaurante Popular (só no nome), bem como com os pratos preparados, pois estavam todos deliciosos, lembrando ser Lima considerada a capital gastronômica da América Latina!

Depois do almoço fomos ao Centro da capital. Visitamos a Catedral de Lima e a praça San Martin, cheia de histórias culturais. Nessa praça, encontramos com um guarda municipal e um Sr. aposentado que nos contou um pouco da história dos casarios encontrados ali, passando ainda pela "La casa de la gastronomia Peruana", museu onde se pode aprender um pouco sobre a culinária Peruana, conhecida no mundo inteiro.

Voltamos ao mesmo Shopping em Miraflores para comer alguma  coisa e retornamos ao Hotel para dormir.

02/09 (Sexta feira) - CUZCO (3.400m) - ACLIMATAÇÃO

Neste dia iríamos para Cuzco. Depois do café da manhã animado por Sofia, brasileira de várias nacionalidades, muito divertida,  e ainda com algum tempo, partimos para uma caminhada pela praça do Parque del Farol de La Marina, de onde avistamos um lindo litoral.

Aproveitamos e fomos conhecer  a ruína Huaca Pucllana, numa visita guiada, cheia de informações sobre o modo de vida do povo Wari.

Voltamos ao Hotel e pudemos conhecer Andrea, operadora da empresa Fênix no Peru..

Brasileira, casada com um peruano, há 12 anos no Peru, nos cobriu de gentilezas e cuidados quando precisamos.

Martin chega com a van para nos levar até o aeroporto com destino à Cuzco. Como não tivemos tempo de almoçar,  comemos alguma coisa no aeroporto mesmo.

O vôo de Lima à Cuzco  foi muito rápido, aproximadamente 50 minutos. Todos estávamos muito curiosos para ver como o corpo iria sentir a altitude de 3.400 m, atingida de uma só vez, depois de termos deixado o litoral em Lima. Felizmente ninguém se sentiu mal.

O motorista Adriel Quispe nos aguardava para nos levar ao Hotel  Anden Inca. Levamos nossas mochilas aos quartos e aguardamos Willy, que faria um briefing sobre nossas visitas guiadas por Rony Bejar aos Sítios arqueológicos no dia seguinte.

Essas visitas foram estratégicas e muito bem vindas, enquanto fazíamos ao mesmo tempo a aclimatação necessária de dois dias para enfrentarmos altitudes maiores que estariam por vir.

Depois do briefing, fomos ao Mr. Soup, local especialista em sopas de todos os tipos, para que pudéssemos jantar e retornar ao Hotel para descanso.

 

03/09 (Sábado) - ACLIMATAÇÃO

Depois do café da manhã, embarcamos em uma van por 10 Km afastado de Cuzco, próximo à cidade de Qenqo,  para visitação à quatro Sítios Arqueológicos.

SAQSAYWUAMAN

O primeiro a ser visitado foi o de Saqsaywuaman, onde se realiza todos os anos o Inti Raymi ou Festa do Sol.

As ruínas visitadas neste local eram utilizadas com intuito essencialmente religioso. Os incas dessa época, apesar de politeístas, tinham o Sol como o Deus principal.

Originalmente as paredes dessa ruína tinham aproximadamente 15 m de altitude e 2,5 a 3,0 m  de alicerce. Hoje, pelo desgaste do tempo, estão com aproximadamente 8 m de altitude.

Entre os anos de 1423 e 1525, pegavam pedras em uma montanha rochosa próxima de 3..700m de altitude para construção desse centro religioso. Impressionante ver o tamanho dos blocos maciços de pedra e pensar como levaram até lá.

Nos explicaram que tudo foi feito arrastando-se os blocos com algumas técnicas, mostrando muita inteligência. Tinham uma drenagem hidráulica de solo surpreendente e encaixes perfeitos entre os blocos de pedras das construções para liberação de energia, visando evitar problemas causados por abalos sísmicos comuns na região.

Não tinham escravos, mas culturas de outros povos que iam sendo conquistados e agregados.

Toda essa fortaleza foi construida por causa dos confrontos com os espanhóis, que mataram de 9 a 10 milhões de Incas aproximadamente.

Curiosidades:

Muitas construções em Cuzco foram feitas com blocos de pedras retiradas dessa ruína.

Cuzco teve dois significados em diferentes momentos, "Cachorro da Rua" e "Centro do Mundo".

QENQO

A segunda ruína visitada foi a de Qenqo, que significa labirinto, lugar de sacrifícios.

Foi levantada a quantidade de catorze múmias da época inca que foram queimadas pelos espanhóis.

Nesta ruína pudemos observar nichos que seriam os locais onde se colocavam as múmias dos governantes mais importantes que levavam de 25 a 35 dias para secar.

Outro destaque, foi um monumento simbolizando o Puma, a Serpente e o Condor, considerados divindades por todas civilizações incas.

Para os incas,verdadeiros guerreiros de pedra. Existiam três níveis espirituais: o mundo de cima, conhecido como Hananpacha ( o mundo dos espíritos), Kaypacha (o mundo do meio ou dos homens) e o mundo de baixo, conhecido como Ukupacha (o mundo dos mortos).

Os incas criaram então a Trilogia Inca, representada pelo Condor, Puma e Serpente,  onde o Condor era o guardião do mundo de cima, o Puma, o guardião do mundo do meio e a Serpente, guardião do mundo de baixo.

PUKAPUCARA

A terceira ruína visitada foi a de Pukapukara, que significa Fortin Vermelho

Neste lugar a atividade principal era o Controle Sanitário, pois também faziam o acolhimento de pessoas de passagem com a finalidade desse controle.

Os telhados das construções dessa ruína eram em palha para equilíbrio da temperatura nas horas mais quentes e mais frias.

Curiosidades:

Pudemos observar que em cima das residências dessa região de Puno,os moradores têm o costume de ter o chamado Torito de Pucará, peça em cerâmica com dois tourinhos que simbolizam a força da família com proteção, felicidade e fertilidade matrimonial e flechas que simbolizam a caça.

O Condor é cultuado na religião andina e o Touro na religião espanhola.

 

TAMBOMACHAY

A quarta ruína visitada foi a de Tambomachay, sítio arqueológico construído para o culto às águas.

Neste local,  logo que chegamos, pudemos observar uma fonte chamada secundária e mais adiante uma fonte principal com uma caída única, que simboliza a vida e outra  caída dupla, simbolizando o homem e a mulher.

Em frente a essas fontes existe  uma ruína de uma construção que foi erguida para vigilância do local.

 

Voltamos à Cuzco e fomos almoçar num restaurante que servia o Cuy, prato famoso no Peru, preparado com um animal parecido com um porquinho da India. Só eu e Daniela experimentamos, e infelizmente não aprovamos.

Aproveitamos e experimentamos a cerveja local, a CUSQUENA que foi aprovadíssima por todos.

Depois do almoço, tentamos conhecer o Mercado, mas infelizmente estava fechado. Continuamos andando pela cidade e nos deparamos com uma festa de vários grupos fantasiados em frente à Basílica de La Catedral, e até tiramos fotos com um deles. Porém, ninguém ali explicou ao certo o que significava aquela festa. Provavelmente acontece anualmente para comemoração de algum evento..

Nesta mesma tarde visitamos o Museu Histórico Regional – A casa de o Inca de Vega Garcilaso.

O Museu tem 14 quartos de exibição, com elementos do Pleistoceno que vai até o período Incaico, ressaltando que a cultura Inca tem aproximadamente 4.500 anos. Pode-se apreciar mostras pré-incas pertencendo a três culturas, cerâmicas, objetos metálicos, mantas e amostras coloniais que realçam pinturas dos séculos XVI ao XVIII de Diego Qispe Tito.

Gastronomia, evangelização, costumes, cultura agrícola, de tudo um pouco pode ser visto neste Museu.

Passamos pelo Templo de Santo Domingo, fomos a um Café e retornamos ao Hotel, mais uma sopa no Mr. Soup e fomos dormir para no dia seguinte conhecermos o Vale do Sol.

04/09 (Domingo) - ACLIMATAÇÃO

Tomamos café, pegamos a van que nos aguardava e fomos conhecer o Vale do Sol.

Foi feita uma parada no Mirador Taray, mirante em que temos um pouco de noção do lindo Vale que leva este nome. No fundo do Vale pudemos ver o Rio Taray, que se une ao Rio Amazonas e desemboca no Atlântico.

Ali tivemos o primeiro contato com a imensa variedade de milho que é produzido. neste vale. Amostras são vendidas para nos darem a dimensão de tamanho e cor de todos eles.

90% do milho produzido têm como principais compradores os americanos e japoneses.

COMPLEXO ARQUEOLÓGICO DE PISA

Chegamos ao Complexo Arqueológico de Pisa

A primeira visão que tivemos foi dos terraços de cultura agrícola, tendo sido informado que o milho era produzido mais abaixo e a batata, também de vários tipos, mais acima.

As casas deste complexo tinham de 4 a 5 m2 e normalmente moravam 4 pessoas, estando a casa do governante num plano mais alto e dos demais num plano mais baixo, porém, sem distinção por causa de hierarquia.

O cemitério era no morro, onde em buracos abertos, que podem ainda ser vistos,  eram colocados os mortos em posição fetal, vestidos com a roupa do corpo com algo ao lado de que gostassem muito. Outra roupa do morto era lavada e guardada, pois acreditavam que lavando a peça de roupa,  o espírito do morto iria para terra se encontrar novamente com o corpo. Esse ritual tem o nome de Tascana.

Saimos dali, demos a sorte de passar por um cortejo nupcial muito interessante e  fomos ao Mercado Pisa  para depois almoçarmos no restaurante Tunupa.

Este restaurante tem uma variedade incrível de pratos, inclusive a carne de Alpaca, que só pode ser servida por restaurantes que são produtores do animal. Até dei comida a uma delas!

Curiosidade:

O Guanaco é um camelídeo nativo da América do Sul, altura entre 107 e 122 cm, 90Kg, cor varia pouco.

A Vicunha é a que possui o menor tamanho, no máximo 1,30m, pesando até 40 Kg, pelagem fina de alto valor comercial, e por esse motivo esteve próxima da extinção por causa dos caçadores ilegais.

A Lhama, em quichua Llama, mamífero camelídeo da América do Sul, pelagem longa e lanosa. Domesticada para transporte de carga, produção de lã, carne e couro.

A Alpaca, mamífero, também da família dos camelídeos, mais próximo da Vicunha, encontrada principalmente no norte argentino. Menor que a Lhama, pelagem mais longa e macia. Fonte financeira principal é sua lã.

Todas têm o hábito de cuspir, como forma de defesa, sendo a Vicunha e o Guanaco espécies mais selvagens, enquanto a Lhama e a Alpaca domesticáveis.

 

PARQUE ARQUEOLÓGICO NACIONAL DE OLLANTAYTAMBO

Saimos do restaurante e fomos conhecer o Parque Arqueológico Nacional de Ollantaytambo.

Neste Parque ficamos sabendo como conservavam seus alimentos. Depois de desidratados eram colocados em câmaras feitas no alto das montanhas para aproveitar a refrigeração natural  da  grande intensidade de ventos.

Neste Parque pudemos ver uma Cruz Andina ( a Chakana) encravada em uma Pedra e apreciar dali uma montanha, parte da Cordilheiras dos Andes.

A Cruz andina, ou Inca , é uma cruz que reflete os três mundos (Hanaqpacha – superior , Kaypacha – face da terra , Ukhupacha – inferior e interior), com um disco central representando o Hatun Inti (O Divino Sol Central).  A representação inca da constelação Cruzeiro do Sul descrito como poder simbólico para ponte entre o céu e a terra. Uma cruz, especificamente a cruz andina é um símbolo da simetria divina e equilíbrio, com idéia de ponte (ponte para ir além)

Nos terraços pré incas, um pouco menores, eram plantadas flores formando belos jardins.

Curiosidades:

Em 2000, neste local,  500 mulheres levaram 2 horas para carregar por 100 metros uma pedra de 25 toneladas.

No Templo das águas encontrado pelos arqueólogos recentemente neste Parque, somente no solistício de inverno,  e precisamente por 30 segundos, o sol entra direto por uma porta fixando sobre uma queda  dágua  ali descoberta.

 

Saimos de Ollantaytambo e fomos conhecer o Chinchero. Neste local foi feita, exclusivamente para o grupo, uma apresentação de como as lãs são tratadas e coloridas antes dos trabalhos realizados pelas artesãs do local.

Voltamos a Cuzco já ao anoitecer e antes de jantamos tivemos a visita de Roger e Marcos da empresa Peruvian Sacred & Adventure, que nos guiariam pelos quatro dias de trilha e mais um para conhecermos Machu Pichu.

Jantamos e fomos descansar para começar nossa tão esperada trilha...

05/09(Segunda Feira) - INÍCIO DA TRILHA (3.511m)

Acordamos e nem pudemos tomar o café da manhã no Hotel.  Por causa de um fechamento de acesso para obras que seria feito logo cedo em Mollepata que fica há duas horas de Cuzco, tivemos que sair às 4:30h.

Em Mollepata tomamos um café da manhã rodeados de montanhistas de vários países.

Eram franceses, australianos, americanos , espanhóis...

Depois do café, ainda tinhamos mais 50 minutos de van até o início da trilha que fica próximo à Cruzpata a 3.511m de altitude.

Neste local pudemos ir ao banheiro, fazer os ajustes nas mochilas, tirarmos algumas fotos do grupo e partir às 9 h para o nosso primeiro dia de caminhada.

Este dia de trilha não foi longo, porém  exigente quanto à adaptação do corpo à altitude.

Fomos acompanhados bom tempo por um curso dágua de degelo da montanha Umantay e passamos por muitas pessoas.

A montanha Umantay começou a ser vista desde o início da trilha e neste trecho,  a 3.870m de altitude, começamos a avistar a montanha Salkantay que fica ao lado dela. Muito bonito de se ver.

No caminho aprendemos com nosso guia Roger um ritual para início da mastigação da folha de coca. Pegando três folhas com as duas mãos, faz-se um pedido, dá-se um sopro  nas folhas olhando para uma montanha e coloca à boca para mastigação. Esse ritual é usado sempre nas primeiras folhas de coca do dia levadas à boca para mastigar.

SORAYPAMPA (3.935m)

Chegamos ao acampamento de Soraypampa, há 3.935 m, alguns com um pouco de dor de cabeça devido à altitude.

Tivemos algumas gratas surpresas a começar por uma estrutura de madeira e palha que constroem para que as barracas sejam ali montadas protegidas do vento e frio.

Fomos convidados a uma subida até a Laguna Umantay, lindo lago de degelo de águas azuis, porém, só Daniela e Camilo foram. Quando voltaram, já ao final da tarde, fomos chamados  para tomar chá e comer pipoca, e quando chegamos ao refeitório montado para esse fim, bacias individuais pequenas, com sabonete líquido estavam postas para que pudéssemos lavar as mãos, comodidade muito bem vinda num lugar cheio de gente e com águas congeladas.

Um tempo depois jantamos e fomos dormir para encarar um dia que seria o mais longo e pesado de toda trilha...

06/09 (Terça Feira) - 2º DIA DE TRILHA - SUBIDA AO PAÇO DE SALKANTAY

Ao amanhecer,  fomos acordados em nossas barracas com uma caneca de chá de coca para esquentar e com bacias de água morna para que pudéssemos lavar o rosto. Diga-se que na madrugada dessa noite fez aproximadamente 7 graus negativos.

Estes são mimos que dificilmente vamos voltar a ver num camping...

Arrumamos nossas mochilas, tomamos café e partimos às 6:35 h.

Neste dia, fomos aconselhados a não carregar peso, pelo menos até o Paço de Salkantay, devido a altitude. Depois seria só descida e poderíamos novamente pegar nossas mochilas. Concordamos com nosso guia e contratamos o carregamento de uma mula.

Como Iris e Concheta já tinham feito essa trilha, resolveram subir até o Paço numa mula, e tiveram diversão garantida, que pode ser vista nas fotos do site.

Paramos para um primeiro descanso em Salkantaypampa, já  a uma altitude de 4.150 m, onde encontramos um quiosque de uma família que vem de longe e ganha a vida com a venda de seus produtos artesanais nas épocas mais movimentadas.

Outra parada em Suyroqocha, a 4.480m e já estávamos a 1 km do Paço de Salkantay.

Subida realmente difícil devido a altitude, mas gratificante com o que começávamos a ver. Montanha linda e imponente. Chegando ao Paço às 10:30h aproximadamente, e antes das fotos, fizemos dois rituais de pedidos e agradecimentos comandados por nosso guia Roger.

No caminho, cada um de nós pegou uma pedra que neste local serviria para formarmos um toten, seguido de agradecimentos e pedidos.

Em outro momento, três folhinhas de coca usadas da mesma forma para o ritual do início da mastigação, foram usadas para fazermos pedidos, e depois de feitos deixá-las debaixo de uma pedra.

Enquanto isso americanos e outros montanhistas de outras nacionalidades tiravam fotos nas placas e na pedra central que tem a montanha ao fundo.

Quando desocupadas as placas de marcação e a pedra, pudemos tirar nossas fotos com as bandeiras do grupo, do ES e do Brasil. Quando abrimos nossa bandeira brasileira, fomos ovacionados por vários que estavam lá. Nestes lugares, parece não existir fronteiras de nacionalidade, lingua ou qualquer outra coisa, muito menos competição, somos todos iguais e felizes por estar ali...

Hora de seguirmos nosso caminho, quando pegamos novamente nossas mochilas A descida forte começa com muitas pedras soltas. Caminhamos descendo por umas 2 hrs até chegarmos  em Wayramachay a 3953m, onde almoçamos, descansamos por apenas 10 minutos e seguimos.

Passamos por um camping em Rayanpata, e por um momento achávamos que fosse ali nosso destino, mas que nada,  caminharíamos por muito tempo ainda.

Começou a escurecer e pegamos nossas lanternas para continuarmos nosso caminho por mais 1:30/2h.

Chegamos ao Camping Angelita, à 2.886 m, às 19h aproximadamente, e nem todos chegaram juntos. Fomos até nossas barracas para deixar as mochilas e depois jantar.

Nos recolhemos para descansar e continuar em nosso terceiro dia de trilha...

07/09 (Quarta Feira) - TERCEIRO DIA DE TRILHA

Dia muito especial, pois era aniversário de Daniela, foi uma honra enorme ter sido a primeira a dar os parabéns, pois estivemos juntas nos Hoteis e Acampamentos.

Depois do mimo de chá de coca servido na barraca e de lavarmos o rosto com a água morna sempre colocada à nossa disposição, fomos para o café da manhã mais especial de toda trilha, com direito a parabéns cantado em português e em espanhol.

Depois do café, pegamos nossas mochilas e partimos para o nosso terceiro dia de trilha, que começa em descida e subida fortes. Andamos por uma estrada mais plana e estávamos na fronteira da área de conservação natural de Choquequirao.

Começamos a descer novamente num vale com um rio de degelo ao fundo que alterna seu nome de acordo com os lugares em que passa. Totora, Santa Teresa...

Visual lindíssimo...

Eis que fomos apresentados à fruta granadilha, uma das mais cultivadas e consumidas no Peru. E com toda razão. É deliciosa para ser comida, tomada em suco, em cremolados, etc.

Uma parada para descanso e comer alguma coisa e seguimos.

Chegamos à Cachoeira Pacchi com 6 quedas aparentes, muito bonita, a 2.665m.

Demos uma parada para descanso no espaço de camping Winaypocco e seguimos.

Vimos por todo caminho muita erosão, e por um momento pensamos que pudesse ser por causa dos abalos sísmicos, constantes na região, porém, tivemos a informação de nossos guias que são as águas do período de chuvas que fazem essas erosões.

Mais uma parada para descanso em outro espaço de camping, quando experimentamos o cremolado de granadilha, bebida sem álcool deliciosa, muito parecida com um frosen.

Faltava pouco para chegarmos ao final da trilha, onde as vans nos aguardavam para nos levar para almoçar já em Pueblo Plaia, a 2.100m.

Tínhamos ainda algum tempo, e fomos às Águas Termais de Santa Teresa. Camilo, Francesca,  Daniela e Marco ( nosso guia) curtiram as piscinas quentinhas, lotadas de gente.

Enquanto isso eu, Iris, Concheta e Roger, jogávamos conversa fora tomando uma Cusquena.

Marco me falou que ali tinha um amigo, também guia, que vendo nossas camisas, disse a ele ter guiado alguém do Brasil, provavelmente de nosso grupo.

Saímos dali já anoitecendo até o Santa Teresa Lodge, pois no Camping onde ficaríamos, tinha um grupo fazendo muita algazarra e nossos guias gentilmente nos pouparam de termos esse incômodo nos hospedando com o Sr. Felix, um senhor muito educado, que também foi guia. O filho, amigo de Marco, ainda faz algum serviço de guia, depois de ter apresentado alguns problemas de saúde.

Ainda antes do jantar tivemos a visita de uma pessoa da empresa Vertikal, nos apresentando as possibilidades de fazermos uma tirolesa num lindo lugar, antes de começarmos a caminhar. Quatro manifestaram interesse e ficou combinado para o dia seguinte bem cedo.

Este dia acabou de maneira muito especial. Jantar preparado com carinho por Vitor e Ladislau para fim de comemoração do aniversário de Daniela com direito a bolo e tudo.

Jantamos, cantamos parabéns e fomos descansar para nosso quarto e último dia de caminhada.

08/09 (Quinta Feira)- QUARTO E ÚLTIMO DIA DE TRILHA

Conforme combinado, como a maioria quis fazer a tirolesa, tomamos café da manhã e seguimos de van para o local de prática da tirolesa da empresa Vertikal.

Daniela, Iris, Francesa e Concheta, eram instruídas, enquanto colocavam todo material de segurança.

Foram quatro pontos de tirolesa e mais um de ponte de fortes emoções. Enquanto isso, eu, Camilo, Roger e Marco aguardávamos os melhores momentos para fotos.

Terminada a aventura, seguimos até a Hidrelétrica, onde inicíaríamos nosso  último dia de trilha.

Neste dia, iríamos caminhar praticamente quase todo tempo pela via férrea que leva à Águas Calientes, hoje Pueblo Machu Pichu.

Trecho bucólico e muito bonito,  margeado pelo rio Vilcanota, que tem origem no rio Amazonas, e quando chega ao Brasil, passa ao nome de Solimões.

A todo momento passávamos por pessoas  de outros países, quando nosso cumprimento se resumia sempre em  um Olá!

Fizemos uma parada para descanso num quiosque à frente do Restaurant Inkaraqay, a 1.885m e Roger havia levado  marmitas para quem quisesse almoçar, porém ficamos pouco tempo por ali e seguimos. Estávamos ansiosos por chegar.

Já próximo de Águas Calientes, passou um trem que  estava chegando. Ficamos sabendo que existem duas empresas que fazem o transporte ferroviário de CuzcoXPuebloXCuzco, a Perurail e a Incarail, fazendo uma delas um dos transportes de luxo mais caros, cada passagem custando US$800.

Um pouco antes da chegada, uma grata surpresa. Marco manda que olhemos para cima, à nossa direita, e já pudemos ter uma primeira visão de uma das 7 maravilhas do mundo. Lá estava Machu Pichu, quase ao nosso alcance.

Na chegada à Águas Calientes (Pueblo), a 2.016m, encontramos com 2 brasileiros e um espanhol, que acabaram tirando uma foto conosco.

Chegamos ao restaurante para almoçarmos antes de ir para o Hotel, quando Marco nos fala da possibilidade  de irmos à noite aprender a fazer o drink Pisco Sour, com um amigo dele barman, no Bar Machu Pisco.

Chegamos ao Hotel, tomamos banho, descansamos um pouco e já saímos para ir aprender a fazer o Pisco Sour.

Chegando ao Bar, tudo preparado no balcão para que aprendessemos, com direito a avental e tudo. Tivemos momentos de muita diversão com Iris ao final cantando uma música em espanhol.

Saímos dali e fomos a um restaurante jantar, nos restando voltar ao Hotel para descansar e acordar bem cedo para conhecermos Machu Pichu!

09/09 (Sexta Feira)- MACHU PICHU (2.425 m)

Saimos às 5h do Hotel, caminhando até o ponto para pegarmos um dos primeiros ônibus com destino à Machu Pichu. Encaramos uma imensa fila até chegar nossa vez. São 25 minutos de subida e descida até lá.

Chegamos, e na entrada já podíamos prever a quantidade de gente que iríamos encontrar fazendo visita.

Nosso guia Roger pacientemente ia  nos falando um pouco desde a descoberta até os dias de hoje, desse monumento histórico e mágico da humanidade.

Há um século, em 1911, o  professor  assistente de história latino americana da Universidade de Yale e caçador de tesouros, o americano Hiram Bingham - possível inspirador do personagem Indiana Jones - encontrou  Machu Pichu.

 

A cidade estava por baixo de uma mata, e aos poucos foi sendo descoberta. Até hoje os arqueólogos não descobriram por que razão ela foi abandonada...

 

Lá não podíamos tirar foto com bandeira de espécie alguma, porém,  com a permissão de nossos guias, demos uma desobedecida, e logo no início da visita, tiramos foto com nossas bandeiras.

Conhecidas algumas das principais partes da cidade Inca, nossos guias nos deixaram para que, à vontade, fossemos aonde mais quiséssemos conhecer. Fomos então aos espelhos dágua, que os incas usavam para observar as estrelas, ao templo do Condor e à trilha do Vale do Sol. Uma hora e trinta minutos aproximadamente para subirmos e descermos essa trilha ingreme em pedra, com um visual indescritível de vales,  da cidade inca e em alguns momentos até abaixo de nós, da montanha Huayna Picchu, que faz parte do maciço de Salkantay pela parte oriental. A montanha Machu Pichu não estava ao alcance de nossa visão nesta trilha, pois fica atrás.

Tivemos a informação de que o americano Hiram Bingham possivelmente tenha chegado por essa trilha até Machu Pichu.

Não tivemos a satisfação de subir a  montanha Huayna Picchu, nem a Machu Pichu, por causa do tempo que levaríamos comprometendo a visita guiada.

Chegando nossa hora de voltarmos à Pueblo, saímos em direção ao ponto de parada dos ônibus. Chegando, almoçamos, passamos por um mercado para conhecer um pouco das iguarias que tem o país e voltamos ao Hotel para pegarmos nossas mochilas e seguirmos em direção à Estação Ferroriária de Águas Calientes.

Às 16 horas seguimos de volta até a Estação em Puno, onde a van nos aguardava. Quando achávamos que não veríamos mais nosso guia Roger, ele nos proporciona a grata surpresa de estar nos aguardando. Seguiu conosco até o Hotel em Cuzco, de onde nos despedimos dele.

Fomos comer uma pizza e retornamos ao Hotel, pois no dia seguinte teríamos que acordar bem cedo rumo ao aeroporto com destino a Lima. Já estávamos nos despedindo do Peru.

10/09 (Sábado)- RETORNO A LIMAXBRASIL

Chegando a Lima, como tínhamos a tarde toda até a hora de nosso vôo para o Brasil que seria às 21:30h, resolvemos ir para o Shopping Plaza San Miguel almoçar e andar à toa. Combinamos para que uma van fosse nos buscar e rápido chegou a hora de nosso retorno para casa...

Tenho certeza que esta viagem, misto de turismo, conhecimento e aventura, ficará na memória e no coração de cada um de nós que participou.

O grupo foi extremamente harmonioso, e quem ainda não era tão amigo, com certeza ficou.

Foram dias intensos de convivência e de fortes emoções que ficarão  guardados...

Gostaria de fazer alguns agradecimentos: à Hermínia e Lourdes da empresa Choice Tour pela parceria com o grupo andarilhos e oportunidade desses momentos de prazer, à Andrea da Fenix Peru, que a todo momento foi de uma presteza e gentileza admiráveis, ao nosso guia Rony que nos mostrou um pouco da história dos sítios arqueológicos, aos nossos guias de trilha e de Machu Pichu, Roger e Marco, que acima de tudo foram amigos de todos nós, ao nosso cozinheiro Vitor e seu assistente Ladislau e ainda aos motoristas Martin e Adriel que contribuíram para que nossa passagem por Lima e Cuzco transcorresse de forma tranqüila.

Convivi no Brasil com uma grande amiga peruana que sempre me convidou a conhecer sua terra natal e nunca podia imaginar o quanto bela, rica em história e cultura seria este país. Parabéns aos peruanos por terem o que contar sobre sua terra. Terra que a partir de agora me cativou e passou a ser um pouco minha também, nem que seja por tê-la conhecido e desfrutado um pouco do que tem a oferecer. Amei.

 

 

ABAIXO, ALGUMAS IMPRESSÕES DOS AMIGOS QUE FORAM E QUISERAM SE MANIFESTAR:

Amamos a Viagem ao Peru e a trilha Salkantay, superou as nossas expectativas. O povo peruano é encantador, a paisagem, de tirar o fôlego, a historia Inca, não da nem para tentar colocar em palavras, simplesmente impressionante. Amamos a companhia de vocês, nossos guias foram maravilhosos, nunca vamos esquecê-los. Para nós, esta viagem vai ficar como uma das melhores que já fizemos, com certeza, vamos retornar ao Peru. 


Camilo e Francesca Frizera

 

A escolha da Trilha Salkantay em relação a Trilha Inca me permitiu que ficasse escandalizada com as belezas naturais da região. Se não bastasse isto, fui acompanhada por pessoas que fizeram a caminhada ficar divertida e mais leve, recebemos vários mimos dos guias: bom aconchego, chá e água quente pelas manhãs, muitas gargalhadas e até lanternas na escuridão que nos pegou desprecavidos. Como se não bastasse, meu aniversário foi comemorado com grande estilo: cachoeiras, banho em águas termais, upgrade na instalação, bolo, e ainda a companhia de pessoas que levarei para sempre em meu coração. Obrigada pela oportunidade!

Daniela de Paula

 

.É a segunda vez que faço a trilha Salkantay, o trajeto foi praticamente o mesmo,  porém, a companhia do grupo, a atenção dos guias,    o carinho e a paciência deles, fizeram toda a diferença. Não tenho   palavras para agradecer a todos que me proporcionaram mais essa aventura fantástica. Obrigada a todos pelo incentivo, companheirismo, aprendizado(curso intensivo de espanhol) e grandes momentos de descontração ( inesquecíveis gargalhadas no aeroporto de Lima) Valeu amigos. #partiu trilha inca....

Iris de Castro Rosa

 
 
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