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Resenha Caminhos de Irupi

 Por : Jorge Rangel

Caminhos de IRUPI – Outubro 2016

O final de semana, dias 14 a 16, foi destinado pelo Grupo Andarilhos.org a duas caminhadas inéditas pelas montanhas do Município de Irupi, ES, na região capixaba da Serra do Caparaó. Irupi e Caparaó são palavras de origem indígena, sendo que Irupi significa “amigo belo” e/ou “águas tranquilas”, e Caparaó é traduzido por “águas que rolam das pedras”.

Caminhar em Irupi é subir e descer suas aprazíveis montanhas e na maior parte do tempo contemplando os contornos da cordilheira do Pico da Bandeira. Na sexta-feira, o grupo com 22 saudáveis e dispostos andarilhos, partiu em direção ao Município de Irupi está localizado a 200 km da Região da Grande Vitória, numa viagem que durou cerca de 04:30h, até chegar à Pousada Caminhos do Caparaó por volta da meia noite.

As caminhadas foram idealizadas pelo Valdécio, que também foi nosso guia nos dois dias, e seu filho Cícero, em dois percursos, um no sábado, saindo do centro da cidade indo até o alto da Pedra da Tia Velha, na localidade de Recreio, num percurso de 20 km.  No domingo, a caminha contemplou o caminho da chamada Trilha do Aventureiro, contemplando uma distância de 14,5 km.

A seca que castiga o Espírito Santo também está presente na região do Caparaó, o que fez com que a paisagem atual se mostrasse bastante arredia aos nossos olhos, embora os cafezais fossem uma constante por onde passávamos. Recentemente, já foram realizadas as colheitas, restando agora apenas a colheita da “raspa” do café, que são aqueles grãos que ficaram espalhados nos terrenos.

No primeiro dia, no sábado, após um bom e consistente café da manhã na pousada, o grupo, com muita disposição e alegria, iniciou a caminhada pelas ruas da cidade e avançando em direção à zona rural. Após uns 45 minutos de caminhada, começamos o desafio ao iniciarmos a primeira subida de alto grau de dificuldade do morro do primeiro mirante da cidade. Após alguns momentos de contemplação e um breve descanso, iniciamos o processo da descida por meio de uma trilha de motocross, ao mesmo tempo difícil e prazeroso, até chegarmos ao primeiro ponto de apoio.

O astro rei, o sol, se fez presente e forte, já logo após o primeiro apoio, e prosseguimos até a localidade de Recreio, para mais um apoio. Uma grata surpresa nos esperava, com um café espetacular, acompanhado de deliciosos bolos, rosquinhas e água gelada, ofertados pela Dona Glória Andrade e sua filha Joyce, com bela acolhida e muita gentileza. O local foi a nossa base para a subida até o alto da Pedra da Tia Velha, onde a comunidade mantém uma capela dedicada à Nossa Senhora, que foi objeto da presença de mais de 200 pessoas no último dia 12 de Outubro.

Com o forte calor, 15 andarilhos partiram rumo ao cume da pedra. A subida é forte e exige muita força, concentração e fé de que é possível completar o percurso até o alto, em uma hora e meia. O sol do meio dia castigava e muita água foi consumida morro acima. Chegaram ao cume e estiveram na Capela de Nossa Senhora apenas nove andarilhos, incluindo o guia Valdécio. O local é de bela contemplação da vasta paisagem da região, até mesmo os contornos da cordilheira do pico da Bandeira, com momentos de concentração, religiosidade e fé de cada um que teve a oportunidade de chegar até lá, e também daqueles 6 que ficaram pelo caminho, mas cada um atingiu seu objetivo.

O difícil percurso é extremamente seletivo, cuja parte final, de cerca de 800 m, é uma trilha com muitas pedras, aumentando ainda mais o nível de dificuldade, até onde alguns bravos (ou teimosos) andarilhos conseguiram chegar aos seus limites, e dali mesmo retornaram à base, na comunidade de Recreio. Esse lugar parece ter uma mística, uma atração indescritível que merece ser visitado por outros andarilhos. Dali, prosseguimos caminhando por mais 3 km, até a rodovia IUNA-IRUPI, onde o ônibus da TOP TOUR nos aguardava para o retorno à pousada, onde um belo almoço nos aguardava, já beirando 3:00h da tarde, e as poucas horas restantes do dia para um merecido descanso.

A noite de sábado foi complementada com um saboroso caldo verde proporcionado pela pousada, e também uma bela degustação de bons vinhos, até que todos se recolheram para uma noite de sono, e a adaptação ao horário de verão que teve início de sábado para domingo.

No segundo dia, domingo, amanheceu já com o horário de verão, e após café da manhã, antes das sete horas, o guia Valdécio e mais dezessete andarilhos “sobreviventes” partimos rumo à Trilha do Aventureiro. O trajeto percorrido foi de 14,5 km, formado por três subidas de grau média dificuldade, mas que num dia nublado e até mesmo com uma garoa leve, se tornou agradável. Na primeira parte, transitamos pela cidade, praça municipal, prefeitura até começarmos a subir por um cafezal, que também foi objeto de colheita recente, até alcançarmos o primeiro apoio.

Os dois próximos trajetos foram compostos por trilhas de moutain bike, em meio à mata ainda existente e conservada. Subimos a primeira parte da Trilha do Aventureiro, atravessamos a parte fechada da mata, aproveitando ao máximo a bela paisagem e caminho que estava à nossa frente, respirando cada momento de ar puro, e, quando possível, até conversávamos, entre uma fotografia e outra. A trilha do Aventureiro marca aqueles que por ali passam, e sempre é possível uma volta. Eu e o Sérgio Basseto estávamos ali pela segunda vez, mas agora no sentido inverso. A última subida foi precedida de mais um apoio, com muita água e melancia, além debanas e maçãs.

Esta última parte nos levou a uma nova trilha na mata, até chegarmos à Gruta de São Quirino, um refúgio cheio histórias, estórias e crenças. Recomposto todo o grupo, passamos a percorrer a parte final do dia, cerca de 3 km até o Centro da cidade. Exatamente às 12 horas chegamos à praça da Igreja Matriz, no exato momento em que os sinos tiveram uma longa sessão de badaladas, com as quais fomos recebidos e pelos andarilhos que estavam a nos esperar numa mesa com um longa e boa conversa. Chegamos à pousada, antes das 12:30h, onde o almoço já estava pronto.

Os trajetos percorridos foram muito bons, onde foi possível observar que a região também sofre com escassez de chuvas em nosso Estado. A escolha dos caminhos se mostrou adequada ao propósito do grupo, e seu grau de dificuldade exige que o grupo tenha comprometimento e companheirismo, dada a sua formatação com entroncamentos, bifurcações, curvas, matas, sendo bastante importante a participação do guia, neste caso, o Valdécio, e o trabalho de apoio de seus filhos, além da Clair que deu atenção especial à nossa alimentação, um conjunto de atividades que contribuíram para a realização com sucesso que tivemos neste final de semana.

De banho tomado e limpinhos, às 14:15h iniciamos nosso retorno para Vitória, onde chegamos às 19:30h, alguns com um certo cansaço, mas todos com as baterias físicas e emocionais recarregadas para uma nova semana que se inicia.

A viagem até IRUPI foi feita no belo ônibus da TOP TOUR, que dispõe de muito conforto, proporcionando um passeio tranquilo e seguro, e que teve no comando o Vitor e o sempre competente Abmael.

Fica aqui nosso convite para os próximos eventos dos Andarilhos, no site www.andarilhos.org.

Uma boa semana a todos.

Jorge Rangel, um andarilho.

Grupo Andrarilhos.org - Juntos, vamos mais longe

 

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