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Resenha de Aventura em Matilde

 RESENHA DE AVENTURA EM MATILDE 2016

Por : Antônio Falcão

Matilde, distrito de Alfredo Chaves no ES, é um local privilegiado por sua riqueza hidrográfica, matas  preservadas e relevo que atraem praticantes de caminhadas, ciclismo e montanhistas de diversos pontos do Brasil

O Espírito  Santo enfrenta uma grave crise hídrica e a maioria das cachoeiras do estado ficou reduzida a meros filetes de água. Matilde, mesmo sofrendo do mesmo mal, sentiu um pouco menos a estiagem e por isso foi local que escolhemos para mais uma de nossas aventuras. No inicio de novembro este cenário de seca começou a mudar aos poucos, com a ocorrência de chuvas em alguns dias, chegando a um nível bem grande de precipitação na semana que antecedeu o evento e parando exatamente na véspera.

O roteiro foi planejado cuidadosamente para aproveitar em um dia o que de melhor para o trekking que Matilde proporciona. Sendo assim, programamos uma passagem pelo famoso túnel, uma trilha margeando cursos dágua em direção as cachoeiras Iracema e Iraceminha e finalmente uma descida de rapel na cachoeira símbolo do município, a cachoeira Engenheiro Reeve ou simplesmente Matilde .

O grupo de 20 andarilhos chegou no horário programado no pátio da antiga estação ferroviária, hoje restaurada, num dia de clima ameno e sol brilhante, perfeito para a prática do esporte  e para as milhares de fotos.

Após uma preleção sobre tudo que iriam  viver neste dia, um aquecimento e fotos, i grupo partiu para a travessia do Túnel, caminhando pela linha férrea. Este trecho é um  um exercício diferente de qualquer outro tipo de caminhada pela falta de padronização na distância entre os dormentes,  que obriga a fatigantes passadas irregulares. O trecho curto é de rara beleza entre o verde das árvores e a música incessante das águas.

E eis que numa curva, temos a entrada do túnel, construído na administração inglesa pelos espanhóis na mesma época da construção da linha. A sua função era desviar o fluxo da água do córrego formado pelo Rio Novo de Matilde, que passava por cima da linha. Possui um  forte declive, em forma de escada com cerca de 70 degraus que variam de altura. Hoje sua função original se soma a utilização pessoas como nós que vem na escura travessia um grande desafio a ser vencido.

Num dia com muita água nosso time passou bem por esta prova, e quem ainda não conhecia, adorou esta experiência. É uma descida curta, mas com grau de dificuldade ampliado pelas diferentes alturas dos degraus, escuridão, forte correnteza e incomodados morcegos que habitam suas paredes. Ao fim do túnel, existe uma pequena represa que segura o rio antes de seguir seu caminho. E os andarilhos seguiram caminho oposto, percorrendo uma trilha íngrene e escorredadia para retornar a estação pelos trilhos.

Na estação, embarque nas Vans para  deslocamento até a trilha que leva as cachoeiras Iracema e Iraceminha.

O caminho em direção a cachoeira encanta pela abundância de água, matas fechadas, trilhas limpas e sem presença de gado. É difícil não parar para fotos das corredeiras, travessias de cursos dágua até a chegada cachoeira Iracema.

Uma cartão postal, pois a cachoeira jorra em meio a uma densa vegetação , forma uma grande piscina, seguida de uma cachoeira menor. Neste cenário bucólico o grupo fez um animado piquenique (nosso almoço do dia) antes de seguir para a cachoeira irmã Iraceminha.

O nome Iraceminha nos transmite a falsa impressão de inferioridade em tamanho, pois esta é mais alta que Iracema, porém com menor volume de água, sendo propícia para um banho. Como nosso tempo era curto, a vista foi apenas para contemplação, ficando o convite para retorno em breve e  aproveitar mais esta maravilha de Matilde.

Novo embarque na Van em direção ao mirante da Cachoeira Reeve para ver e sentir bem de perto uma das maiores cachoeiras do estado descendo de rapel.

Enquanto os preparativos se desenvolviam, era impossível não admirar a beleza da cachoeira, uma grossa coluna branca de água revigorada pelas chuvas, que literalmente despenca verticalmente de uma altura de 70 metros, espalhando uma névoa que molha tudo ao redor. Azar de nosso segurança da base, que ficou ensopado e com frio.

O acesso a parte superior da cachoeira se dá por uma trilha bem escorregadia, É um mirante que permite visão privilegiada dos vales, que mesmo desmatados são muito bonitos. E logo após mais um briefing de segurança, hora de fortes emoções, uma mescla de muita adrenalina com um visual maravilhoso, sentindo o barulho da cachoeira, a fina chuva que molha a corda e a torna pesada e ver de perto as andorinhas que habitam as fendas do grande paredão.

A descida termina um pouco antes da piscina da base e cada um que chegava ao solo, veterano ou novato extravasava a emoção, devidamente compartilhada e fotografada pelos demais. Esta brincadeira durou até as 18 horas, encerrando um dia de pura magia e fortes emoções.

Para nós que organizamos foi uma vitória maiúscula, pois conseguimos percorrer vários tipos de terreno, contemplar cachoeiras com muita adrenalina, e  reunir um grupo cujas características principais foram a amizade, a superação e o companheirismo.

Agradecemos a todos pela amável companhia e convidamos a celebrar este ano de grandes caminhadas no dia 04 de dezembro, no Circuito Bocaina.

 

Grande abraço

 

 
 
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