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Resenha de Nova Almeida a Manguinhos 2017

 Por : ANTÔNIO FALCÃO

RESENHA DE NOVA ALMEIDA A MANGUINHOS 2017

Abrimos a temporada de caminhadas de 2017 com o tradicional  projeto Pegadas na Areia, percorrendo o trecho entre Nova Almeida e Manguinhos. O caminho tradicional segue em direção ao norte e muitos estranharam a inversão de sentido.

Esta inversão se deu por dois motivos: O primeiro foi a maré, cujo ciclo de Alta poderia coincidir com a passagem pelas Falésias, obrigando o andarilho a percorrer um longo trecho no asfalto quente e ser privado de apreciar esta beleza natural. O segundo foi de natureza logística, pois em Nova Almeida, local de encerramento, não conseguimos chegar a um acordo com restaurantes que pudessem receber o grupo.

E assim após conseguir um ótimo local para encerramento em Manguinhos, resolvemos fazer o sentido inverso.

O trecho, seja  qual o sentido da caminhada, permite ao andarilho apreciar  um belíssimo visual, digno de uma obra de Pancetti, o célebre pintor brasileiro imortalizado com obras de paisagens marinhas. São praias  desertas de águas claras, falésias, formações de corais, areias finas, vegetação de restinga, e praias de mar agitado superlotadas de banhistas. Ou  seja, num trecho de cerca de 20 km, temos uma grande variedade de cenários que fazem a alegria do caminhante.

A preleção, feita em plena praça de Nova Almeida foi oportuna para explicarmos  o motivos da mudança de direção do caminho. Como sempre, demos as instruções sobre o percurso , saudamos os  novatos, fizemos um aquecimento e a animada seção de fotos. Conforme programado, a partida se deu as 8:10 h.

A saída é marcada pela visão de dois monumentos: a ponte sobre o Rio Reis Magos e a centenária igreja homônima, o segundo monumento religioso mais visitado do estado e a bela e curta praia de Nova Almeida,

A travessia da via de acesso a ponte requereu uma dose extra de atenção, pois nessa época o tráfego de veículos é intenso, mas logo a distração está garantida pela caminhada pelo calçadão ou pelas estruturas de madeira sobre a restinga. 

A praia logo a seguir apresenta um cenário de rara beleza com altas  falésias avermelhadas e densa formação de corais,  que contrastam com o azul do céu e as águas esverdeadas. Na maré baixa temos o privilégio de contemplar tudo isso, mas também a densa camada de minério que se sobrepõe a areia, a polêmica do “pó preto” que rende tantas reclamações da população.

As falésias vão diminuindo, a restinga ressurge na curva onde uma grande árvore  delimita mais um território, que mescla o ambiente praiano com o rural, na área que apelidamos de “Fazendinha”.

Neste local, podemos sair da areia e caminhar no pasto gramado de uma propriedade, dividindo o caminho com o gado que pasta indiferente ao movimento dos andarilhos.

 Após a Fazendinha, uma nova praia se desenha aos olhos do andarilho. Estamos em Costa Bela, uma longa e estreita faixa de areia quase deserta. Além dos corais, o que mais chama a atenção neste trecho são as castanheiras, e sua árdua batalha contra a maré, e que mesmo arrancadas pela fúria das águas, resistem. Nosso primeiro ponto de apoio foi nesta praia, a sombra das castanheiras.

A  próxima praia é Capuba, já na entrada de Jacaraípe. É uma praia  com mar agitado e ondas fortes. Por estas características é muito apreciada pelos praticantes do surf.

A cena inusitada neste ponto  foi a escultura de uma figura  feminina deitada de bruços com uma cabeleira negra de algas,  concebida pelas mão hábeis de um orgulhoso banhista. Desnecessário dizer que foi  amplamente fotografado pelos andarilhos. Neste ponto a vegetação de restinga cede lugar ao asfalto da ES 010 que passa rente a areia.

A seguir temos a  praia do Solemar, a principal de Jacaraípe, totalmente urbanizada, que  foi percorrida pelo calçadão, opção acertada para evitar a grande aglomeração dos banhistas e fazer mais um ponto de apoio,

O calçadão termina na  “Praça Encontro da Águas”, na foz do Rio Jacaraípe.

É uma grande área de lazer com uma ponte  metálica , em forma de arco e  ancorado por cabos de aço, dando ao conjunto um aspecto arrojado e futurista. Tínhamos combinado fazer uma foto do grupo no vão da ponte, mas a mesma está fechada para reformas. Sendo assim, fizemos a foto ao lado das inúmeras embarcações atracadas no cais e seguimos pela ponte de concreto, retornando as areias em seguida.

Após mais este cartão postal, o contraponto: pouco mais de um quilometro dali existe um  esgoto despejado in natura  na praia, obrigando os andarilhos a fazerem  uma arriscada caminhada pela pista da ES 010, principal via de acesso ao balneário. Felizmente a grande fila indiana que se formou as margens da rodovia se dispersou no último ponto de apoio antes da famosa Curva da Baleia, portal de acesso a Manguinhos

Manguinhos é uma praia longa e de  águas calmas, ambiente bucólico e acolhedor. Porém no verão a agitação é total e o grupo se dispersou em meio ao mar de mesas e guarda sois e banhistas.

Saímos da praia já no limite de Manguinhos com Bicanga para nosso almoço de confraternização no espaço Enseada, local amplo com piscina e ótima infra estrutura para receber um grande número de pessoas,

 A confraternização que também foi a comemoração do aniversário deste que vos fala, foi contida em respeito a dor da Josi,  incansável lutadora da causa andarilha, forçada a abandonar o caminho logo no início em função do falecimento de sua mãe.

Nossa estadia no Enseada encerrou mais um domingo de descontração, resistência e superação nestes 20 Km de  areia, sol e muita emoção Para mim em especial foi a constatação de que os caminhos podem sim produzir bons e fiéis amigos. Foi maravilhoso receber cada abraço e cada lembrança de pessoas cada dia mais especiais em minha vida.

Obrigado a todos pela amável companhia. Espero revê-los nos dias 22 de janeiro no Metre Álvaro e no dia 05 de fevereiro novamente na praia entre Nova Almeida e Santa Cruz.

Grande abraço

 

 



 
 
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