E-mail:   Senha:

 

Esqueceu sua senha?

Home Quem Somos Caminhadas Fotos Informativos Dicas Links Contato

Informativos

 
Resenha Mestre Alvaro via Tres Marias

  

RESENHA TRAVESSIA MESTRE ÁLVARO VIA 3 MARIAS

Por : Antônio Falcão

O Monte Mestre Álvaro com seus 843 metros de altura é um destaque da planície litorânea, encantando quem o contempla de longe e oferecendo seu rico ecossistema à preservação ambiental. É considerado uma das maiores elevações litorâneas da costa brasileira e abriga uma das últimas áreas de Mata Atlântica de altitude do Estado

O monte recebeu este nome porque ali morava um mestre de carpintaria, ou professor, de nome Álvaro. Quando alguém procurava seus serviços , dizia: "Vou no Morro do Mestre Álvaro".

O Mestre Álvaro, devido à sua altura e posição, serve de orientação aos navegantes há muitos anos pois existem citações em mapas e documentos do do século XVI.

 O monte atrai inúmeros  praticantes de trekking que a cada fim de semana se aventuram pelas diversas vias que conduzem ao topo.

No último dia 22 de janeiro nosso grupo fez mais uma ascensão ao Mestre, optando   passar pelas  Três Marias, subir por este lado e descer pela trilha de Furnas numa longa e desafiadora travessia

 Desta forma, 30  andarilhos aceitaram o desafio, e se reuniram as 7:00 h  para inicio do caminho nos arredores do Restaurante Recanto do Mestre. O ritual pré caminhada foi breve e contou com a distribuição do lanche de trilha, apresentação dos guias instruções de segurança e a sempre divertida seção de fotos.

Foi um domingo típico do verão capixaba, com sol forte e poucas nuvens, condições ideais para aproveitar o belo visual d alto do monte.

O acesso as Três Marias, primeiro objetivo do dia se dá por uma estrada  vicinal calçada com paralelepípedos e com forte inclinação. Esta serve apenas de aquecimento pois  logo é abandonada numa porteira que dá acesso a uma estreita e sombreada trilha..

Esta trilha é um verdadeiro zigue zague no meio da mata, até encontrar um  curso d água onde foi feito o primeiro ponto de parada para descanso, hidratação, lanche e aguardar os caminhavam em ritmo mais lento.

A partir deste ponto a trilha alterna trechos quase planos com subidas mais fortes até atingir uma área de campo aberto, que proporciona um dos visuais mais belos deste trecho, pois de um lado vemos o Mestre Álvaro, de outro a região norte , com destaque para Queimados e logo a frente nosso primeiro objetivo do dia, as Três Marias.

Três Marias é um  trio de blocos de granito enfileirados  que foram  palco de inúmeras fotos de um grupo encantado com o cenário.

Fizemos uma rápida parada para contemplação e uma foto de todo grupo para registrar nossa passagem por ali.

A partir deste ponto para se alcançar o Mestre, temos que retornar pelo mesmo caminho até próximo ao primeiro ponto de parada onde a trilha se bifurca.

É um trecho de forte subida e de mata fechada, sendo que em muitos pontos não se vê o chão Este trecho, vencido metro após metro, foi desbravado  de forma vagarosa porém firme por todos, com inúmeras paradas para descanso e contemplação de uma vista cada vez mais bonita.

A mata se abre e mostra a rocha pura, onde as bromélias reinam absolutas, e disputam o troféu de beleza com a ampla visão do horizonte.

O ataque final ao cume é um ponto sempre delicado pois o acesso se dá por uma uma trilha que margeia o grande paredão, só vencida com muita cautela e com a utilização das mãos. É um ponto no qual se percebe a solidariedade e companheirismo tão necessários num trekking, pois a ajuda mútua é fundamental para aqueles que  têm mais dificuldade para alcançar o objetivo.

Apesar do calor , havia muita gente no topo, e todos aproveitavam o belíssimo visual sob forte calor do meio dia.

O barraco tosco e em péssimo estado que “enfeita” o topo abriga equipamentos de comunicação. A construção, encontra-se em péssimo estado de conservação, e conta com a colaboração de vândalos que não poupam esforços em deixar suas marcas em pichações horrorosas.

Diante do desafio da descida, a estadia lá em cima foi breve e após muitas fotos, o grupo se posicionou de forma ordenada para a descida pela face sul do Mestre.

A descida pela “trilha das águas” começa por um trecho íngrene , escorregadio e repleto de um tipo de bambus com  caules espinhosos. É um terreno propício para escorregões e em muitos casos os andarilhos  que se abaixar e descer sentado freando o corpo com as mãos.

O grande bambuzal se abre na altura da antiga torre, que outrora abrigou um espelho cuja função era  refletir  a luz do Farol de Santa Luzia, servindo de orientação aos navegantes por muitos anos. Hoje, esta estrutura encontra-se desativada, pois os modernos recursos de orientação marítima por GPS o relegaram ao esquecimento.

 Mais abaixo chega-se a uma gruta, no meio da mata rodeada por grandes jacarandás. Desta vez não paramos na gruta pois marcamos o ponto de descanso na pequena queda d´agua um pouco mais abaixo.

 A trilha tortuosa encanta a cada vértice, tendo como destaque a Pedra do Dinossauro, assim batizada em função das ranhuras que parecem ter sido feitas pelas unhas do  extinto gigante pré histórico.

 Após a Pedra do Dinossauro chegamos a laje de pedra com um pequeno curso de águas límpidas que neste ano de seca  esta reduzido a um filete, mas suficiente para renovar o suprimento de água da turma.

O desafio seguinte foi descer uma grande laje com um emaranhado de raízes  com inclinação de 45 graus até o fundo de um vale que marca o inicio da trilha das águas.

São imensos blocos de pedra cercados por vegetação densa e que em tempos de chuva são cercados por  água abundante. Mesmo quase seco, é sem  dúvida um dos pontos mais belos desta travessia.

A trilha segue tortuosa ao sabor dos caprichos da força das águas, sempre sobre pedras lisas e escorregadias, razão pela qual, passar sobre elas requer cuidado, esforço  e atenção  redobradas.

Quem se depara com árvores cujos troncos ultrapassam os três metros de diâmetro,  fica admirado em saber se sua existência num local tão próximo de uma capital.

Descendo um pouco mais temos o primeiro poço, com uma cachoeira local tradicional de um banho, mas devido a escassez de água, foi apenas um ponto de passagem.

A passagem pelo Poção logo a seguir, também não despertou nos andarilhos a vontade de se banhar, pois com á seca, tem a  aparência de água estagnada.

 O trecho seguinte ao poção é  uma trilha perigosa e escorregadia porém a medida que desce, o grau de dificuldade também vai diminuindo até se transformar numa caminho plano que margeia a Estação de Tratamento de Efluentes da Serra  antes de se chegar em Furnas..

Nesta parte do caminho olhar para trás e ver a grandeza do Mestre nos dá uma sensação incrível e por alguns momentos o cansaço a sede e a fome não significam nada.

Foi muito bom terminar a trilha com todo grupo reunido e animado  para uma pequena confraternização ao lado de nosso transporte.

 Para encerrar, faço questão de registrar minha felicidade por ter estado com um grupo que mesclou  energia, disposição, bom humor e sobretudo  companheirismo, valores que aumentam mais o sabor desta conquista.

 Agradeço a todos pela amável companhia, esperando revê-los no dia 05 de fevereiro no trecho de praia entre Nova Almeida e santa Cruz. 

 

 
 
< Voltar
 
 

Copyright - Todos os direitos reservados - www.andarilhos.org