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Resenha Nova Almeida a santa cruz 2017

 

RESENHA DE NOVA ALMEIDA  A SANTA  CRUZ 2015

 Por : Antônio Falcão

 O litoral do Espírito santo tem cerca de 398 km, e o trecho entre Nova Almeida e Santa Cruz é sem dúvida o mais belo, pois em apenas 20 km possui paisagens que v-ao das tradicionais areias fofas a densas formações de corais e manguezais com raízes tortuosas tem sempre como pano de fundo o céu azul e mar de coloração verde. As praias são pouco frequentadas e o que favorece a contemplação destes cenários por quem as percorre caminhando como nós.

Como fazemos anualmente, esta caminhada é o segundo trecho do Projeto Pegadas na Areia, idealizado no distante ano de 2004. E ontem, dia 05 de fevereiro, 44 participantes tiveram a oportunidade de ver e concordar comigo..

 O dia amanheceu nublado, mas sem indicação de chuva e pontualmente as 6 :30 lá estavam todos na praça ao lado da ponte sobre o Rio Reis Magos. O local em si opode ser considerado como a primeira atração, pois de lá se avista a foz do rio, o mar azul , e no alto do morro a centenária Igreja dos Reis Magos.

 O horário da partida nesta caminhada tem que ser respeitado com rigor, pois a evolução depende do avanço da maré, que deve ser sempre baixa para que o andarilho desfrute de toda beleza destas praias. Caso esteja alta, não há como passar entre as formações de  corais  e manguezais, obrigando a um desvio pelo asfalto.

 Este ano as projeções para uma caminhada segura e prazeiros indicavam que deveríamos partir as 7: 00 hs e por isso abreviamos ao máximo os procedimentos pré caminhada,eliminando o café da manhã e e fazendo a seção de fotos com a amior brevidade possível...

 Dada a partida, subimos as escadas que dáo acesso a Ponte sobre o rio Reis Magos, que dá aceso a Praia Grande, praia com grande faixa de areia de 3 km vencidos sem a menor dificuldade, devido a areia solada da maré ainda baixa.  A travessia da Praia Grande, chamou a atenção dos poucos banhistas que estavam na praia aquela hora da manhã. Afinal não é todo dia que se depara com uma turma caminhando junta com suas mochilas chapéus e cajados.

  Ao final da praia , foi montado o primeiro ponto de apoio, providencial neste início, pois não tivemos tempo do cafezinho da padaria da praça. 

AO techo a seguir é de difícil transposição pois a faixa de areia cede lugar a grandes blocos de corais, cuja transposição requer  um misto de cuidado e esforço para ser vencido.

 Vale a pena olhar para trás e contemplar as falésias do inicio da praia de Nova Almeida, a Igreja dos Reis Magos, toda a praia Grande e contrastando  com o azul do céu, o imponente monte  Mestre Álvaro que subimos em nossa última caminhada. 

 O grau de dificuldade neste ponto é diretamente proporcional ao visual, cada vez mais bonito, e diferente de tudo que se vê nas caminhadas litorâneas.

 A bucólica e deserta Praia das Garças é, uma combinação harmoniosa de cores como o verde do mar calmo e transparente, o azul do céu, o negro dos corais e o marrom claro da areia, que a esta altura já ostentava a a breve marca dos andarilhos, as famosas pegadas na areia.

 A  vegetação, composta de árvores com raízes expostas e troncos retorcidos, aliados a fervilhante vida marinha dão o toque especial. Por maior que seja meu esforço em descrever, só vendo as fotos mesmo para entender.

  Este é o cenário que prevalece até a praia  de Costa Bela, onde voltamos a um visual mais conservador com faixa de areia  larga, ausência de corais, sendo  praia mais indicada para um bom banho de mar. Costa Bela foi escolhido para montagem do segundo ponto de apoio.

 O nosso alvo agora é a passagem por Praia Formosa, cuja dificuldade de ser transposta reside no fato de ser bastante inclinada, posição desconfortável para se caminhar na areia.

 No final da Praia Formosa, o riacho que deságua na praia está com pouquíssima água, a ponto de não ter forças para encontrar com a maré. Em anos anteriores, era tanta água que o melhor era  atravessá-lo pela ponte na rodovia.

 Este ponto marca a terceira e última porção do caminho que também é a mais bela. Aqui  caminha-se por entre uma vegetação de mangue com seu intrincado labirinto de raízes, obrigando o andarilho a caminhar em zigue zague e se abaixar a todo instante. Apesar o esforço é muito divertido e temos a recompensa de uma surpresa a cada descida ou subida de corais.

 O tempo fechou e por alguns instantes caminhamos sob chuva, já enxergando Santa Cruz , na foz do Rio Piraqueçu. A chuva passou e logo os primeiros andarilhos foram chegando ao antigo Cais das Balsas ponto de encerramento da caminhada. Conforme planejando o grupo caminhou o tempo todo bem próximo, e chegou logo em seguida. Esta estratégia de evolução permitiu aos participantes caminhar e  curtir a beleza do caminho no limite da maré  alta.

 Antes do almoço o Travessia, tivemos momentos de pura descontração as margens do rio, relembrando os casos que sempre acontecem nesta travessia alternado com mergulhos para espantar o forte calor de verão.

O almoço, simples e delicioso serviu para recuperar as inúmeras calorias consumidas no caminho.

  Antes de encerrar, quero ressaltar a importância das pessoas que valorizaram muito este caminho. Tivemos a oportunidade de acolher inúmeros novatos que deram um tom alegre e descontraído a uma caminhada bem difícil do ponto de vista do desgaste. Os novatos emprestam sua energia para a tão necessária  renovação de um grupo amplamente consolidado como o nosso.

 Agradeço a todos pela amável companhia e espero contar com a presença de todos no dia 19 de fevereiro, na inédita Trilha do Picuã.

 

 

 
 
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