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Resenha Travessia Petroplois x Teresopolis

 RESENHA TRAVESSIA PETRÓPOLIS X TERESÓPOLIS

 Por Antônio Falcão

 O Parque Nacional da Serra dos Órgãos é uma unidade de conservação situada no maciço da Serra dos Órgãos, abrangendo os municípios de Guapimirim, Magé, Petrópolis e Teresópolis, com uma área de 20 030 há

 Um dos mais tradicionais e desafiadores trekkings do país vai da portaria de Petrópolis até a outra em Teresópolis, num verdadeiro sobe e desce de vales e cristas de montanha um trecho de pouco mais de 30 km com alto grau de dificuldade.

Este ano nos dias 27 e 28 de maio fizemos a travessia pela segunda vez com 12 integrantes do Grupo Andarilhos.

  A previsão do tempo era das melhores, após uma semana seguida de chuvas na região, que se caírem no segundo dia, somos obrigados a retornar por Petrópolis e não aproveitar o que a Travessia tem de melhor. 

 Após uma cansativa viagem de ônibus, chegamos ao Rio bem cedo e nos deslocamos imediatamente e Petrópolis, com clima ameno e com sol.

 São mais 110 km de estrada percorridos com animação e alto astral. Após uma parada para café da manhã em Correia, já em Petrópolis, seguimos para a portaria do Parnaso, numa estrada estreita e congestionada por vários montanhistas que se preparavam para também fazer a travessia. Cumpridos os procedimentos de acesso, o grupo patriu para o primeiro trecho em direção ao Abrigo 4.

 Este primeiro trecho com cerca de 9 km é bastante difícil pois neste curto espaço temos um desnível de 1100 metros, muito exigente mesmo para os mais experientes, agravado pela pesada mochila nas costas,

 O sol fraco e vento constante amenizou muito os rigores da subida e o grupo seguia a passos firmas até a Pedra do Queijo, local de nosso primeiro ponto de descanso, lanche e hidratação. A pedra na verdade é um mirante de onde se pode ver o fundo dos vales e as cristas da Serra dos Órgãos.

 Seguimos subindo lentamente em fila indiana alternando lages de pedra com vegetação típica de altitude, com algumas paradas para descanso.

 E neste ritmo chegamos ao Ajax, local de uma fonte de água para mais uma parada e abastecimento dos cantis.

 E sob um tímido o grupo foi subindo pelo trecho mais íngrene do dia em direção ao Abrigo.

  No caminho até o abrigo passamos por uma das jóias da Serra dos Órgãos, que é o  Morro do Açu.

 O local  tem abrigos naturais que são utilizados pelos montanhistas  desde o início do século passado. As rochas são imponentes e possuem uma grande fenda, que nos remete a uma verdadeira “caverna a céu aberto”. Foram vários minutos de contemplação e inúmeras fotos antes de descermos para o Abrigo. O abrigo é uma verdadeira mansão no meio do nada sendo uma confortável construção de madeira com alguns beliches e o precioso banho quente, oriundo de um sistema a gas

   Com a chegada da noite o frio veio a reboque, mas não tão intenso quanto esperávamos, mas com o ceu limpo, foi maravilhoso contemplar as lizes das cidades contrastando com a escuridão.

  Após um banho revigorante, foi servido um delicioso Macarrão ao Molho Pesto com todo grupo se arrumando ao redor da tosca mesa de madeira. Foram momentos de pura descontração, com papos descontraídos e troca de experiências, não só de trilhas, mas também de vida.

  Este happy hour durou pouco, pois as 20:30 h todos se recolheram, afinal o dia seguinte seria mais bem mais  difícil.

  No domingo pontualmente as 4 horas, o grupo acordou sob um clima  frio e ventos, moderados.  

Logo após o café da manhã, partimos as 5 horas em direção a Pedra do Marco para assistir o espetáculo do nascer do sol.

 O caminho sob uma altitude de mais de 2000 metros foi percorrido lentamente e em fila indiana sob sob completa escuridão emtre o capim bromélias e bengalas, vegetação típica dos vampos de altitude.

 Na Pedra do Marco, pudemos ver o ceu clareando aos poucos até o nascer de um sol vigoroso que tingiu o cenário de dourado, em substituição ao cinza azulado, Um espetáculo inesquecível, amplamente documentado por inúmeras fotos.

 . A partir daí tem início uma grande sequência de subidas e descidas. No final de uma destas descidas fizemos uma parada estratégica para retirada das roupas  de frio antes de mais uma longa subida, esta sob vegetação bem fechada.

 A seguir passamos por uma bela cachoeira, porém com uma parada técnica para recolhimento dos bastões de caminhada pois temos que vencer uma lomga via ferrata para sair do fundo do vale. È um obstáculo que precisa ser vencido com calmam, i=ainda mais por estar bastante úmido pelas chuvas da semana anterior

  Uma longa descida em paredes de rocha precede mais uma emoção antes da chegada ao fundo do Vale do Eco, vencido com auxílio de cordas e dos amigos.

  Cada um que passava subia um pouco e do outro lado, assistia a descida de cada um e contemplava a paisagem.

 Com o grupo novamente reunido, nova subida e a passagem pelo Cavalinho, uma rocha bem no meio da trilha que recebe este nome pela forma de ultrapassá-la semelhante a uma montaria.

 A passagem por este ponto foi marcada pelo bom humor, pois subida de cada um era documentada por muitas fotos e piadas.

  Continuando a subida, temos mais uma parede de rocha para transpor, uma fgrande fenda na qual a ajuda mútua foi determinante para que fosse transposta.

 A frente, mais uma parede a ser vencida, esta bem mais fácil, pois existe uma escada metálica, sem dúvida um grande facilitador

 Seguindo em frente, entre os paredões da Pedra do Sino, existe um marco que direciona os montanhistas  ao topo. É um local onde se pode deixar a mochila e seguir por uma trilha de rocha até o ponto culminante da travessia

  A Pedra do Sino permite uma visão privilegiada da região, porém mesmo num dia claro, a densa neblina limitou nossa presença a uma interminável sessão de fotos, ostentando as bandeiras do Espírito Santo e do Grupo Andarilhos.

 A continuação da trilha, a partir da Pedra do Sino e só descida até a sede do parque em Teresópolis.

 É um trecho onde temos  contato direto com a Mata Atlântica, pois a maior parte da trilha é feita em zig-zag em meio a floresta.

 Apesar da maior facilidade, estes derradeiros quilômetros foram percorridos já no escuro, mas felizmente todos chegaram bem.

 Na sede do parque um mimo de nossos anfitriões da Rio Trilhas: Um espumante gelado efusivamente brindado e aplaudido encerrou mais um trekking de gala, complementado ainda com um certificado e uma medalha.

 Este brinde foi merecido não só para quem percorreu este difícil caminho, mas também para a organização impecável da equipe da Rio Trilhas, que cuidou de cada detalhe visando  nossa segurança e conforto

 Parabéns a todos pela disposição e pela amável companhia

                        

 

 

 
 
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