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Resenha Trilha de Santa Leopoldina

 RESENHA TRILHAS DE SANTA LEOPOLDINA

Por Antônio Falcão

 O município de Santa Leopoldina, por suas características de relevo, atrai praticantes de vários esportes ao ar livre como caminhadas, montanhismo, rapel  ciclismo e canoagem.

 Nosso grupo sempre promove eventos de caminhada e rapel na região, mas nosso viés de ineditismo pedia algo mais. E este “algo mais” veio com o nome de Pedra Malha, conhecida por ser visível de vários pontos da cidade mas praticamente intocada, pois é  acessível por uma trilha de alto grau de dificuldade.

 Com a ajuda de amigos caminhantes da região Rogério Terra e Tânia Chiabay, marcamos este caminho com ajuda de outro apaixonado pela natureza o Cacau Simonassi que idealizou o roteiro que termina na belíssima e pouco explorada Cachoeira Moxafongo.

 Sendo assim, o grupo composto de 31 andarilhos se deslocou de Vitória bem cedo, fazendo o desjejum na Padaria Leopoldinense.

 Após esta rápida pausa, foram distribuídas sacolas plásticas com o lanche e abastecimento dos cantis, pois o tipo de caminhada não possibilita apoio motorizado.

 Em seguida o  grupo atravessou a rua para a tradicional foto num ponto turístico importante da cidade: A Escadaria Jair Amorim, homenagem a este ilustre filho  de Santa Leopoldina e autor de sucessos nacionalmente conhecidos e gravados por grandes nomes da MPB

  O primeiro trecho, bem curto  é pelas ruas estreitas da cidade, sendo que o burburinho de tanta gente chamou a atenção dos moradores que acordavam para um domingo de sol, depois de tanta chuva no último mês. Findo o trecho urbano, que serviu de aquecimento, fizemos a preleção sobre a dinâmica do caminho que se iniciava e convite para os próximos eventos.

  O início é por uma estradinha vicinal em forte subida, mas todo sombreado e com vistas para os maciços rochosos e da cidade que fica menor a cada metro de subida. São apenas dois quilômetros até a casa do Sr Andervan que serviu de ponto de apoio para a turma, enquanto esperavamos os retardatários para começar a trilha de fato.

 A trilha é literalmente no meio do mato, pois quase não é visitada e não há a abertura de faixa, sendo necessária atenção  redobrada para não se perder. Em meio a mata, surge o primeiro grande atrativo, que é um ponto rochoso que serviu no passado como rampa de voo livre.

 Local de vista privilegiada dos vales e palco de inúmeras fotos. E logo a seguir, temos outro ponto, batizado de Mirante que permite visão em outro ângulo.

 A cada passo a mata se torna mais fechada e encanta quem se aventura por ela, pois basta olhar para a direita e ver pelas aberturas o Rio Santa Maria lá em baixo.

 E em meio a mata, outra atração da trilha: Jaqueiras centenárias com troncos retorcidos e carregadas de frutos foram palco para um animado lanche de trilha e descanso antes de se atingir a Pedra Malha. 

 Este último trecho é muito estreito e escorregadio, o trekking de montanha autêntico, com alto grau de dificuldade e com vegetação riquíssima onde bromélias se misturam com árvores de grande porte com troncos coloridos de vermelho. Esta coloração é devida a presença de líquens, que são  uma simbiose entre fungo e alga que agem de forma parasita em troncos das  arvores e rochas. São importantes indicadores de boa qualidade do ar, pois só se desenvolvem em locais  onde a poluição é praticamente inexistente.

  A chegada  na Pedra, a exatos 551 metros de altitude,  foi motivo de grande comemoração, apesar da reduzida área do cume.

 É na verdade um conjunto de rochas com formato de V invertido com belíssima visão das montanhas da região do rio Santa Maria e da sede.

 Foram inúmeras fotos, em variadas poses antes da descida cuidadosa, onde cada um foi protegendo o companheiro amparando na forte inclinação.

 Vencida a inédita conquista de mais este ponto, o objetivo passou a ser a cachoeira Moxafongo, fazendo o caminho inverso até um pouco abaixo da casa do Sr Andervan. onde começa uma nova trilha.

 Para nossa tristeza, esta trilha de aproximadamente 2 km foi bloqueada pela concessionária de energia, que semana anterior cortou várias  árvores sob a rede elétrica que passa por ali, sendo os troncos atirados a esmo no meio.

 A solução foi voltar até o início do caminho e pegar uma estradinha vicinal de 1,5 km e chegar ao Eco Parque Cachoeira Moxafongo, com estrutura de camping, restaurante piscina natural e a exuberante queda da dágua de cerca de 30 metros de altura.

 O local estava com poucos frequentadores ficando prticamente só para nós, transformando  o almoço de confraternização num evento de família.

 Antes de irmos embora, o grupo desceu até a cachoeira para uma foto e  encerrar um domingo memorável.

 Agradecemos nossos amigos Tânia e Rogério, naturais de Santa Leopoldina que sugerirram o caminho, marcado e guiado por Cacau  e Otávio, a quem agradecemos de forma especial, por dividir conosco esta trilha maravilhosa.

  A todos como sempre faço, agradeço pela amável companhia, desejando que as dificuldades  deste caminho sejam objeto de reflexão para que se tornem pessoas mais simples, humildes e tolerantes com seus semelhantes.      

 

Grande abraço e até o dia 18 de agosto nas Trilhas do Caparaó

 

 
 
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