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Resenha Volta da Ilha 2017

 RESENHA DA VOLTA DA ILHA 2017

 Por : Antônio Falcão

 Caminhar pelo contorno da Ilha de Vitória é a forma que nosso grupo tem para prestar homenagem a nossa cidade por ocasião de seu aniversário. 

Ao fazer este caminho, o andarilho tem a oportunidade de  conhecer as duas faces da cidade,  com seus contrastes: o lado “ rico”  e o “pobre” resultado de uma ocupação demográfica desordenada, porém  com uma natureza uniforme e bela.

 Para que se perceba isso é necessário aos andarilhos uma boa dose de sensibilidade,  visualizando o belo sem desprezar o feio. Basta olhar para os belíssimos manguezais com um dos olhos e com o outro,  contemplar e compreender que a ocupação desordenada apenas ofusca toda esta maravilha da natureza.

  Numa semana de feriado prolongado, optamos pela realização no dia 07 de setembro, para deixar livre o restante dos dias de folga..

 O dia 07 de setembro amanheceu claro com temperatura agradável e sem nehuma nuvem, condição ideal para se fazer um caminho de cunho contemplativo.

 Nestas condições tivemos a presença de 45  andarilhos para percorrer os 28 Km do perímetro de nossa cidade.

 Cumprido o ritual, de explicações sobre o caminho, seção de fotos e saudação aos novatos, a caminhada teve início margeando  o canal de Camburi pela avenida Saturnino Rangel Mauro.

 Tivemos uma breve pausa para o café ao final da Saturnino Rangel , antes de se seguir para a Ponte da Passagem, um  dos cartões postais de Vitória. A  travessia do Canal de Camburi  pela  passarela de pedestres com arquitetura arrojada em forma de arcos ancorados por cabos de aço, similar a ponte, foi  uma experiência incrível para muitos que ainda não tinham passado a pé por ali. Foi cenário ideal para inúmeras fotos.

 Passada a ponte, entramos no Bairro Andorinhas para se atingir o Mangue Seco. Este ponto é simplesmente maravilhoso, pois permite  apreciar a vista de um grande manguezal com a moderna  ponte ao fundo.

  Após percorrer todo mangue, o caminho é desviado para a Rodovia Serafim Derenze,  até alcançar a Ilha das Caieiras.

 A Ilha das Caieiras é um paraíso para os apreciadores da culinária capixaba, com inúmeros restaurantes especializados em frutos do mar  e da nossa tradicional moqueca.

 Muitos andarilhos que não conheciam o local, afirmaram que voltariam  para almoçar ou jantar com suas famílias, prova de que nosso projeto atinge seus objetivos de divulgar a cidade.

 A passagem pela outrora agitada cooperativa das Desfiadeiras de Siri se resumiu a contemplação da beleza da maré bem em frente ao grande Mestre Álvaro. O local esta completamente abandonado, e ignoramos o motivo, pois sempre foi uma grande atrativo para os turistas que nos visitam.

 Seguindo em frente fizemos uma breve parada no  atracadouro da Ilha, e  uma subida ao mirante na Igreja Católica, de onde se avista o mangue, o  Mestre Álvaro e o Moxuara, palco de inúmeras fotos.

 Após a visita a Ilha das Caieiras, retornamos a Rodovia Serafim Derenze, alternando  ruas estreitas  e a orla, até o bairro Santo Antônio, local de outro cartão de nossa cidade, a grande Basílica de Santo Antônio.

 O caminho da orla é agradável e urbanizado até  o antigo Cais do Avião, que abrigou até pouco tempo atrás o Restaurante Mar e Terra, hoje desativado e cercado por tapumes

  Seguindo em frente temos a travessia do Sambódromo , silencioso e abandonado, que não lembra em nada os momentos de glória do desfile das escolas de samba a capital. 

 Passado o sambódromo o destaque é o complexo esportivo  Parque Tancredão, um orgulho de nossa cidade. Este parque tem uma  área com  estrutura de suporte à população para suas necessidades de lazer e esporte, através de diversos equipamentos

 Na  sequência  passamos ao lado da Rodoviária da  Ilha do Príncipe, antes de atingir a região da Vila Rubim, que necessita urgentemente de uma reurbanização.

 
Caminhar por este trecho tão familiar, nos permite a visão de  detalhes que passam despercebidos quando estamos a bordo de um carro ou de um ônibus . Sob esta ótica, os navios, a movimentação do porto, os prédios e o nosso Penedo, assumem contornos muito mais belos do que já são.

 A esta hora o sol  aliado ao cansaço, foi responsável pelo encerramento precoce da caminhada para muitos andarilhos, que optaram por terminar o percurso a bordo de um ônibus.

 Seguindo pela avenida Beira Mar, os  grandes edifícios da  Enseada do Suá, simbolizam a modernidade e a pujança atual da economia capixaba. Esta paisagem é  diametralmente oposta  a outra face da cidade, mas como disse no início desta narrativa,   basta uma pequena olhada  para o mar e ver que a beleza do entorno da ilha é comum aos dois lados. Fascina tanto o morador como  o visitante de nossa cidade.

 E chegamos a  Praça do Papa, uma esplanada de onde é possível apreciar a  baía de Vitória, tendo ao fundo o Convento da Penha e a cidade de Vila Velha.

A seguir a Curva da Jurema, Praia do Canto e as praças da Ciência, Desejos e Namorados emolduradas por luxuosos edifícios residenciais.


E depois de mais de seis horas , retornamos ao ponto de partida para fechar o circuito ao redor de nossa querida cidade.

 Para encerrar, gostaria de agradecer aos que  estiveram  comigo em mais este evento, esperando encontrá-los novamente no dia 17  de setembro, para caminhar pela Prainha de Matilde..

 Parabéns aos andarilhos que abraçaram nossa cidade em seus 466 de fundação.

 Viva Vitória !!!

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