E-mail:   Senha:

 

Esqueceu sua senha?

Home Quem Somos Caminhadas Fotos Informativos Dicas Links Contato

Informativos

 
Resenha do Caminho Cachoeira Candelaria

 RESENHA DA CACHOEIRA CANDELÁRIA

Por : Antônio Falcão

A cada ano, nosso desafio de desbravar caminhos inéditos se torna mais difícil, pois o estado  é pequeno, as opções vão se esgotando, pois  temos que caminhar num raio de 100 km da grande Vitória para que seja viável.

A Cachoeira Candelária, uma maravilha oculta pela badalada Pedra Azul,  surgiu quase por acaso, descoberta por nosso amigo Marcos Pet durante um pedal na região.

Foram três idas a região até acertar um roteiro, formatado seguindo as métricas tradicionais que garantem o sucesso, tais como topografia variada  sombra, paisagens, clima ameno,  água, e local para  confraternização no final..

Com tudo definido marcamos a data e o charme da região somado ao ineditismo despertou grande interesse do povo que caminha, comprovado pelo rápido preenchimento das vagas disponibilizadas.

Tudo muito bonito, porém os dias que antecederam a caminhada foram marcados por chuvas intensas. Infelizmente  não temos  o poder de gerir as condições metereológicas  ficamos  sujeitos ao humor de São Pedro, que vez por outra vai de  mal a pior.

Este humor contamina alguns andarilhos e as desistências, embora poucas,  acabam sendo invitáveis. Porém, como andarilhos puro  sangue, só cancelamos um evento se as condições climáticas implicarem em risco para segurança.

Não se pode jogar fora o esforço da mobilização por parte de nosso anfitrião para nos receber e também o nosso, como organizadores, que providenciamos a  compra dos insumos para apoio, contabilizamos as  inscrições e a  divisão das Vans de transporte, cuja Nota Fiscal é emitida na sexta feira anterior.

Partimos de Vitória sob  chuva intensa, que foi diminuindo até sumir por completo em nossa parada para o desjejum.

 Durante o café, eram evidentes a ansiedade dos novatos e a animação e expectativa dos  demais, criando um ambiente agradável refletidos nos  sorrisos, abraços e brincadeiras.

Esta animação não foi diferente no ponto de início, e  apesar do tempo carregado, cumprimos a risca os procedimentos normais, com as informações sobre o caminho, saudação aos novatos e a sempre divertida seção de fotos.

Dada a largada o que se observa neste primeiro trecho é um relevo acidentado já com pequenos desníveis e marcado por belas propriedades e pousadas, marca registrada do entrono da Pedra Azul.

O terreno de solo arenoso absorveu bem a grande quantidade de chuva e foi divertido caminhar num chão firme sem poeira, alimentando ainda mais a descontração.

A media que nos afastamos, temos muitos fragmentos de Mata Atlântica que nos faz pensar no quão bela teria sido esta porção de nosso estado, antes da ocupação desordenada que priorizou  pastagens e culturas de hortaliças em detrimento da floresta.

E por volta do km 5 temos um fortíssimo declive, que foi percorrido com cuidado por todos para evitar prováveis quedas, num solo encharcado.

Caminho sinuoso, e belo,  pois  em muitos pontos a vegetação das margens opostas se unem formando a abóboda de grandes catedrais verdes. Em meio a esta região mais isolada surge um pequeno agrupamento de casas tendo ao centro a antiga e Igreja de São Roque, castigada pelo tempo, mas em plena atividade, como atesta a missa dominical que transcorria normalmente durante a nossa passagem.

Logo após a Igreja o primeiro a tão  aguardado ponto de apoio, com água frutas e doces para mitigar os efeitos do cansaço do sobe e desce do caminho,

Um pouco adiante uma animada parada numa típica “venda” marcou a sempre rica integração pessoas simples da roça que bebiam sua cerveja dominical.

As propriedades se alternam com longos trechos desabitados e num determinado ponto uma bela cachoeira no interior de uma propriedade chama  a atenção, pois obras próximas a queda dágua indicam a montagem de uma estrutura para receber visitantes em breve.

A partir daí o caminho é bem desmatado e certamente iríamos sentir muito calor se o dia fosse de sol.

O segundo ponto de apoio, já próximo ao  destino foi montado ao lado da maior subida de todo trecho. As vans de apoio seguiram  por outro caminho e nós subimos com toda disposição, pois do  ponto mais alto se avista a belíssima Cachoeira Candelária.

A descida é feita em meio a um morro preparado para uma plantação de hortaliças, extremamente escorregadio, mas percorrido por todos com segurança e tranquilidade.

A chegada a cachoeira  marcou o fim do caminho e início de mais uma confraternização num ambiente rústico e acolhedor.

A cachoeira em si é formada por duas quedas dágua que se fundem numa grande piscina, num cenário belo e admirado por todos. O banho,  apesar do dia frio e sem sol é quase uma obrigação.

Após o almoço, o clima ficou mais animado ainda, pois comemoramos os aniversários de Cynthia , Sinara e Concheta, antes de iniciarmos nossa viagem de volta.

 

Para encerrar, agradeço ao Marcos Pet pela indicação do caminho, ao nosso anfitrião Edimir e sua família pelo  esforço em nos servir e nos receber com todo carinho,.

Agradeço e parabenizo  todos participantes, veteranos e novatos que, fiéis  ao espírito descontraído  deste grupo, desafiaram a chuva que não veio e foram uma amável companhia,  num fim de semana para ser lembrado por muito tempo.

 

Espero revê-los no próximo dia 03 de dezembro, no Caminho da Confraternização para festejarmos um ano de muitos caminhos.

Em tempo: Alguém ai viu chuva????

Grande abraço

 
 
< Voltar
 
 

Copyright - Todos os direitos reservados - www.andarilhos.org