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Resenha Caminho da Confraternizao

 

RESENHA CAMINHO DA CONFRATERNIZAÇÃO 2017

 Por : Antônio Falcão

Como sempre fazemos reservamos para a  última caminhada do ano para comemorar o sucesso de tantos caminhos dentro e fora do ES. Por se tratar de celebração, priorizamos a festa mas sem abrir mão de um caminho, mesmo que curto mas de grande apelo, num trecho de nossas famosas e tão copiadas Pegadas na Areia.

Caminho curto de apenas 10 Km entre Jacaraípe e Bicanga, dois tradicionalíssimos balneários de nosso estado.

A semana que antecedeu este evento foi de grande precipitação pluviométrica sendo que na véspera a chuva caiu sem parar o dia todo. Estas condições metereológicas, geraram a famosa dúvida se a caminhada seria mantida mesmo com todo dilúvio.

Mas como acreditamos na  famosa parceria de longa data com São Pedro, este cumpriu a sua parte e nos concedeu um dia perfeito para caminhar na praia com tempo nublado, maré baixa, areia solada, e praia deserta, deixando para nós o protagonismo  da ocupação da orla.

Sendo assim, o contingente de 56  andarilhos se reuniu na praça Encontro das Águas em Jacaraípe  para início das atividades.

A animação da turma, mesmo com ameaça de chuva era total, dando uma prévia de como seria nosso dia. E neste clima descontraído fizemos a preleção, a interminável e divertida sessão de fotos e a saudação aos novatos antes de começar efetivamente a caminhada.

A caminhada começou com a travessia pela ponte rodoviária sobre o rio Jacaraípe que corta a praça, pois a ponte metálica estaiada que emoldura a praça está fechada para reforma. Mesmo cercada de tapumes é uma construção belíssima que confere um ar de modernidade ao fundo de um deck de madeira onde aportam os inúmeros barcos de pesca que abastecem o mercado de peixes ao lado.

  O primeiro contato com a praia serviu de aquecimento sendo que a  areia solada e úmida proporcionou uma caminhada com ares de  calçadão. Com a praia deserta, os a longa fila de andarilhos foi uma atração a parte, chamando a atenção das poucas pessoas que passavam pela orla. Porém esta boa impressão foi ofuscada cerca de 1,5 km adiante, pois tivemos que deixar a praia e caminhar por cerca de 500 metros as margens da Es 010 para evitar a travessia do Córrego Laripe na verdade um caudaloso rio de esgoto in natura proveniente dos bairros Castelândia e Feu Rosa.

O  cheiro insuportável simboliza o descaso de nossas autoridades que só falam de meio ambiente quando um cidadão comum corta uma velha árvore em sua calçada e esquecem de cumprir o seu papel ao tratar corretamente os dejetos jogados na praia.

Bem voltando a praia a atração seguinte é a travessia de um banco de corais que antecedem os muros das casas da orla que protegem os imóveis da fúria das marés. Trecho belíssimo pois a maré baixa releva segredos da vida subaquática com tantos caramujos e algas, além das raízes de árvores que desafiam o mar.

E na sequência grandes castanheiras conferem um ar bucólico entre as areias de cor marron com as águas calmas do mar. Um verdadeiro passeio, para os andarilhos agora divididos em vários blocos.

Mas ainda tivemos o dissabor de mais uma travessia pelos esgotos da Serra, este por ser estreito foi transposto relativa facilidade, e com a solidariedade e criatividade de alguns andarilhos que colocaram pedras no leito do riacho para que fosse transposto em duas etapas.

 A entrada de Manguinhos se dá pela travessia da estreita ponde de madeira sobre mais um córrego de esgoto, passando por dentro de restaurante  Maresias.

E não muito distante dali, num tradicional point de churrasco e farofa de Manguinhos a equipe de apoio já estava a postos com sua tradicional eficiência ao oferecer frutas, água e doces aos andarilhos.

Como estávamos adiantados em relação ao horário programado , esta parada para apoio foi longa e serviu para reunir novamente o grupo. Como sempre foram momentos de muita descontração da turma.

De volta a praia, atravessar Manguinhos num dia nublado e estranho, pois é uma praia muito apreciada e normalmente lotada de banhistas num dia de domingo.

E logo na entrada de Bicanga, optamos por deixar definitivamente a praia para evitar a travessia do rio e caminhamos pelo asfalto até a entrada da APECEF local de encerramento da caminhada para início da grande festa de confraternização.

O local é perfeito com uma ampla choupana com bar churrasqueira, palco e uma pista de dança ao centro de mesas que circundam toda construção. Caso chovesse, não causaria nenhum impacto na festa.

Festa animada pelas afinadíssimas meninas do “Acústico Maria Flor” que entraram no clima festivo dos andarilhos. Foram momentos de muita descontração, com as pessoas cantando animadamente inclusive subindo ao palco nos intervalos das garfadas do delicioso churrasco. Teve de tudo, coreografias, trenzinho círculo sendo esse o retrato fiel do que foi o ano.

Como não podia faltar fizemos o agradecimento por tudo que fizemos juntos este ano e de maneira simbólica os aniversariantes do mês subiram ao palco para soprar as velinhas do bolo com um “Parabéns pra Você” .

 Antes de encerrar, quero ressaltar a importância das pessoas que valorizaram muito nosso trabalho para difundir as caminhadas em nosso estado.

 Foi um ano no qual tivemos a oportunidade de acolher inúmeros novatos, que como numa reação em cadeia trouxeram outros que assim promoveram uma saudável renovação no grupo que freqüenta as caminhadas.

O caminho da Confraternização resumiu num único evento os ingredientes que fazem o sucesso de uma caminhada: Tempo Bom, caminho ótimo e pessoas maravilhosas.

 Obrigado a todos pela amável companhia. Espero contar com vocês no próximo ano onde no dia 14 de janeiro faremos o caminho “Pegadas na Areia – trecho entre Nova Almeida e Manguinhos, e no dia 28 o Túnel Verde  em Marechal Floriano

 

Grande abraço!! 

 

 

 
 
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