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Resenha Nova Almeida a Santa Cruz 2018

 RESENHA DE NOVA ALMEIDA  A SANTA  CRUZ 2018

 Por : Antônio Falcão

Percorrer o trecho entre Nova Almeida e Santa Cruz é sempre um momento especial para mim, apaixonado que sou pela beleza do  extenso litoral de nosso estado. Possui um charme especial, com variações da paisagem num curto espaço, quebrando a monotonia que se espera de uma praia. São quilômetros de areia fofa intercalados com bancos de corais, manguezais e uma profusão de cores de mar com diversos tons de verde contrastando com o azul do céu e areias alaranjadas, Enfim, um espetáculo.

Este  é o segundo trecho do Projeto Pegadas na Areia, que criamos há 14 anos e que vem encantando uma legião de andarilhos com os quais temos o prazer de dividir este cartão postal.

Este ano, devido ao forte calor deste verão, o contingente foi menor que em outras ocasiões, mas os 25 participantes deram um show de animação e energia, contagiados, pela magia do lugar.

 Apesar do incômodo causado pelo fim do horário de verão, o grupo foi pontual, demonstrando  compromisso com a organização, garantindo a partida no horário determinado pelo movimento das marés.

O ponto de encontro na Praça Reis Magos é bem interessante com a visão dos barcos de pesca ancorados na foz do rio e no alto da colina, a centenária Igreja que batiza a praça.

A preleção e as fotos do grupo antes da partida, se deu sob um sol forte, mas em compensação, com a maré recuada, condição essencial para que se desfrute de toda beleza destas praias. A maré alta impede a passagem pelas formações de  corais  e manguezais, obrigando a um desvio pelo asfalto.

 O início da jornada é a travessia da ponte Flodoaldo Borges Miguel para acessar a  Praia Grande, uma faixa de areia de 3 km vencidos sem a menor dificuldade, devido a areia solada da maré ainda baixa.  

Ao final da Praia Grande um ponto de apoio para que todos abastecessem seus cantis e preparem as energias para vencer os grandes blocos de corais, cuja transposição requer  um misto de cuidado e esforço físico.

Basta olhar para trás e contemplar as falésias do inicio da praia de Nova Almeida, a Igreja dos Reis Magos, toda a praia Grande e contrastando  com o azul do céu, o imponente monte  Mestre Álvaro um dos símbolos do estado.

 Os bancos de corais diminuem um pouco na tranquila Praia das Garças onde o verde do mar calmo e transparente, o azul do céu, o negro dos corais e o marrom claro da areia se tornam uma obra de arte em três dimensões,

 A  vegetação, composta de árvores com raízes expostas e troncos retorcidos, aliados a fervilhante vida marinha dão o toque especial. Por maior que seja meu esforço em descrever, só vendo as fotos mesmo para entender.

Aos poucos o cenário se torna mais convencional até a praia de Costa Bela, local de nosso segundo ponto de apoio. A esta hora, a praia estava ocupada parcialmente pelos banhistas que aproveitavam um domingo de sol com olhar curioso pela trupe que passava com mochila nas costas, óculos escuros e  empunhando bastões.

 O próximo ponto relevante é a Praia Formosa, que apesar de bastante inclinada, teve o grau de dificuldade atenuado pela areia solada até a foz do riacho de águas negras, local onde o andarilho podia optar pela travessia a pé enxuto desviando para a ponte,  ou afundando as penas até o joelho.

 E vamos então a última e mais interessante parte do caminho, pois predomina a vegetação de  mangue com seu intrincado labirinto de raízes, obrigando o andarilho a caminhar em zigue zague e se abaixar a todo instante. Apesar o esforço é muito divertido e temos a recompensa de uma surpresa a cada descida ou subida de corais.

 A maré já começava a subir, estreitando cada vez mais a passagem dos andarilhos, mas a tempo de conferir a luta ferrenha e desigual das castanheiras contra as águas para se manterem de pé, cravando suas raízes em posição horizontal bem longe do tronco em busca de terra firme.

Aos poucos os andarilhos chegavam ao antigo e abandonado Cais das Balsas que marco final da caminhada. Foi gratificante para nós que organizamos o evento, verificar que o sincronismo da maré com o horário de partida permitiu aos participantes caminhar e  curtir a beleza do caminho no limite da maré  alta.

 Este ano o almoço de confraternização, simples e saboroso  foi no Restaurante Artesanal, local agradável e ideal para um bom papo ao redor da mesa.

Mais uma vez,  a animação, alto astral e espírito de equipe demonstrado pelos participantes valorizou a beleza e o charme deste caminho, sendo estimulo para seguirmos em frente.  

 Agradeço a todos pela amável companhia e espero contar com a presença de todos no dia 04 de março na caminhada entre Barra do Sahy e Santa Cruz e tour de escuna pelo Rio Piraqueaçu ao final.

Grande abraço

 

 

 
 
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