E-mail:   Senha:

 

Esqueceu sua senha?

Home Quem Somos Caminhadas Fotos Informativos Dicas Links Contato

Informativos

 
RESENHA Barra do Sahy a Santa Cruz

 

RESENHA BARRA DO SAHY A SANTA CRUZ 2018

 Por Antônio Falcão

 Para quem ainda não teve o privilégio de ver uma exposição de Giuseppe Pancetti,  pintor que se imortalizou por retratar paisagens marinhas,  basta caminhar pelas areias do litoral norte do ES. É garantia de visualizar paisagens marinhas belíssimas que fogem ao convencional. São muitas praias desertas com bancos de corais e manguezais e um mar que muda do verde ao azul intenso, fazendo o caminhante substituir o cansaço natural de caminhar sob o sol forte pela contemplação pura e simples.

Criamos o projeto “Pegadas na Areia” em 2004, dividindo em três etapas : Bicanga a Nova Almeida, Nova Almeida a Santa Cruz e santa Cruz a Barra do Sahy alternando o sentido de sul para norte com norte para sul para maior funcionalidade. O trecho que fizemos hoje foi de Barra do Sahy a Santa Cruz, inversão para desfrutar de um passeio de escuna pelo Piraqueaçu e saborear um delicioso almoço no espaço da Luiza.

 Sendo assim, um grupo animado de  24 andarilhos, se reuniu pontualmente no horário previamente estabelecido, no final da paria da barra do Sahy .

 O dia de sol entre nuvens e maré baixa, era a garantia de uma caminhada tranquila pelas areias avermelhadas e soladas como um tapete.

 Fizemos uma rápida  preleção, seguida de uma divertida sessão de fotos e como sempre, externar nossa  alegria de saudar pessoas que se dispõem a caminhar conosco pela primeira vez. E sem perder tempo, começamos nossa jornada em direção a Santa Cruz

 É interessante observar a  fila indiana do início do caminho se dispersar em pequenos grupos que vão deixando as suas pegadas pelas areias justificando o nome de batismo destes caminhos praianos.

 Após um pequeno trecho deparamos com o Rio Sahy, cuja travessia obrigou  a turma a sair da praia e atravessa lo pela ponte, Desta forma evitamos  encharcar as botas logo no início

 A praia fica mais bonita a cada passo, pois aprecem várias formações de corais e vegetação mais densa, dando uma idéia de isolamento.

Nosso primeiro ponto de apoio se deu por volta de 5 Km já na praia de Mar Azul, hoje em tons acinzentado em função do tempo nublado,

Quanto mais a maré recua, pode se apreciar mais a beleza do lugar, sempre com a visão impressionante da luta das castanheiras contra a fúria da maré. As árvores ancoram suas raízes em direção a terra firme, com longos trechos expostos na horizontal.

Neste trecho, avistar o nosso querido Monte Mestre Álvaro, é prova inequívoca da diversidade de terrenos e climas do Espítrito Santo, onde no intervalo de poucos quilômetros temos mar e montanha.

A medida que avançamos as nuvens se abriam dando espaço a um sol muito forte, para alegria dos banhistas que se divertiam sob a sombra das castanheiras ou mergulhando nas águas calmas da maré baixa.

 Mais uma vez nossa pontualidade foi comprovada com a chegada ao  cais do Rio Piraqueaçu ao meio dia.

 Hora de para banho e uma bebida gelada enquanto  aguardávamos a nosso embarque na escuna “Princesinha do Mar”, que estava terminando mais uma incursão pelos manguezais do Piraqueaçu. Foram momentos agradáveis e divertidos com as histórias e estórias deste caminho curto porém repleto de emoções.

Mestre Tiago, capitão da escuna saudou nossa turma, enquanto cooordenava o embarque.

Após uma breve explicação sobre a região e seu delicado ecossistema navegamos, em direção a foz do rio, que sem alarde ou pororoca, se mistura ao mar. O sol a esta altura valorizou bastante o passeio colorindo as águas de um verde intenso contrastando com as areias que percorremos mês passado.

Em seguida ,num giro de 180 graus rumamos para o interior, em direção a ponte da ES 010 onde a atração é passar bem próximo da Vila de Santa Cruz e contemplar as belas construções e inúmeros  barcos de pesca e lazer ancorados as margens.

Após a ponte, o manguezal se adensa sendo habitat de garças que pescam seu alimento nas margens, numa interesante competição com inúmeros pescadores. Este manguezal é o quinto maior da América Latina em extensão.

Se a paisagem é bela no entorno, o que dizer dos passageiros da escuna , que durante todo trajeto se divertiam com inúmeras sessões de fotos individuais e coletivas.

E aos poucos num trecho bem largo do rio, outro giro de 180 graus e retornamos ao Cais para o aguardado almoço no Mocambo da Luíza   

 Almoço de primeira, temperado pela simpatia de nossa anfitriã que não mediu esforços e sorrisos para nos receber.

Para encerrar, gostaria de agradecer a todos pela amável companhia, e altíssimo astral, que num passe de mágica transformaram um dia nublado e quente  num domingp memorável.

Aos que estiveram conosco pela primeira vez, fica o convite para se juntar de vez a esta grande família chamada Andarilhos.

Espero reve-los novamente no dia 18 de março, no caminho entre Taquarussu e Cachoeira Águas de Pinon, em Matilde.

 

Grande abraço

 

 
 
< Voltar
 
 

Copyright - Todos os direitos reservados - www.andarilhos.org