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Resenha da Cachoeira do Zeca

 

RESENHA CACHOEIRA DO ZECA

 Por : Antônio Falcão

 O povo brasileiro em geral tem um fascínio pelas cachoeiras. Nós andarilhos, como “brasileiros  normais”, compartilhamos esta paixão e por isso buscamos caminhos  que terminam numa queda dágua

Nesse quesito não  temos  do que nos  queixar, pois nosso estado é abençoado por uma grande quantidade de quedas dágua .  A região serrana, mais próxima da capital, possui várias opções e aos poucos vamos chegando em cada uma delas.

E no dia 15 de Abril fizemos uma caminhada antológica finalizada na ainda pouco visitada Cachoeira do Zeca.

Com um percurso de 17 Km, e terreno com várias subidas, descidas e retas, este caminho percorrido a partir da mítica região de Matilde, em Alfredo Chave e  termina na Cachoeira do Zeca em Araguaia.

O evento tão logo publicado no site, teve grande adesão, comprovado pelo rápido preenchimento das vagas disponibilizadas.

O domingo da caminhada amanheceu bastante nublado, e em virtude da instabilidade climática que marcou a ultima semana, a probabilidade de chuva era concreta.

Nosso pessoal ciente de que a chuva é inerente a atividades ao ar livre, se postou no horário pré  combinado em seus respectivos pontos de embarque, indicando seu comprometimento com  a organização.

Após uma parada para o tradicional cafezinho, novo embarque até o ponto de encontro um pouco além de Matilde.

Por ser num trecho de estrada sem área de escape, a preleção foi breve, porém abordando as necessárias informações sobre o trecho, e os procedimentos de segurança.

Após a sempre divertida sessão de fotos e a definidos os limpa trilhas, e meio de campo, o grupo partiu para a estrada rumo   a cachoeira motivado e com disposição para cumprir os 17 km de pura beleza desta porção de nosso estado.

No o início, a estrada vicinal que acessa a cachoeira apresenta-se com piso firme e sem buracos. Por ser bastante larga para os padrões de interior, a vegetação mesmo nos pontos mais densos não consegue proporcionar sombra, mas em dia nublado isso se torna irrelevante.

A media que se avança, percebe-se o alternância de matas com culturas de café e banana, em propriedades bem cuidadas.

Até o primeiro ponto de apoio, no km 6, não  temos grande variação na paisagem, a não ser alguns eucaliptos bem altos, que pela idade não servem mais de insumo para produção de celulose, para onde vai a totalidade das plantações que vimos ao longo do trecho.

No ponto de apoio, nosso staff serviu como de costume, frutas água e doces, mas também um pouco da simpatia característica da Top Tour. Os momentos no apoio são importantes não só para descanso e alimentação , mas também  para reunir, mesmo que por breves instantes, a turma que  vai  se separando em função do ritmo de cada um.

Passado este ponto e com energias renovadas o grupo parte para mia uma etapa. São paisagens com vegetação bem baixa, e neste cenário os eucaliptos e as árvores solitárias  no meio dos pastos assumem o papel de protagonistas.

As pequenas vilas se tronam mais frequentes culminando com  a passagem por Carolina, um vilarejo bem maior, com a tradicional combinação de Igreja, venda e ginásio.

Ao sairmos de Carolina, os olhares atentos dos caminhantes se voltam para uma igrejinha  localizada num ponto mais elevado em relação ao caminho. Esta posição a faz parecer maior do que realmente é. O acesso se dá por uma escadaria que termina no portal de entrada que ostenta uma singela placa alusiva a colonização italiana, cujos imigrantes escolheram a região para estabelecerem suas propriedades e contribuírem com seu trabalho e técnicas de cultivo para  o crescimento agronegócio no Espírito Santo.

Até aqui um caminho de grau fácil, mas uma longa subida eleva a classificação  para moderado. Esta subida, que sabemos não ser do gosto da maioria, é benéfica, pois vai preparando o andarilho para encarar desafios mais fortes que um simples passeio. A dificuldade aparente foi ainda amenizada pelo clima e a sombra,

A recompensa vem a seguir com o segundo ponto de apoio, montado numa pequena cabana utilizada para armazenas sacas de café no período da colheita. E o caminho agora se inverte sendo m em declive que termina em um curto trecho de asfalto. E para fechar o caminho mais uma subida, e de onde podemos contemplar a sequencia de cachoeiras que formam o conjunto da cachoeira do Zeca.

O local apresenta uma rustica construção de madeira para receber os visitantes entre as duas quedas dágua. Possui também uma construção em estilo colonial que pode ser alugada aos que desejam passar um fim de semana em meio a mata ouvindo, apenas o agradável ruído das águas.

Neste ambiente o grupo passou algumas  horas alternando uma boa conversa regada a  cerveja gelada com banhos na cachoeira até ser servido o almoço.

A descontração era total e ficou melhor ainda quando todos se reuniram para homenagear os aniversariantes do mês de Abril, Jo Arrabal  Marcos Pet e Tânia Mara. E não faltou o bolo que apesar dos maus tratos durante o transporte ostentou a vela de onde emanou a luz e as boas energias que desejamos aos que completaram mais um ano de vida. E conforme planejado, retornamos a Vitória pontualmente as 16 horas.

Para encerrar, deixo aqui meu agradecimento a todos por dividirem comigo momentos de pura descontração. Aos que vieram pela primeira vez, reitero o convite para que se tornem membros desta família chamada Grupo Andarilhos.

Espero  revê-los no dia 06  de maio, no inédito Caminho Margens do Rio Jucu em Paraju Domingos Martins.

 

Grande abraço

 

 
 
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