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Resenha Trilhas dos Trs Pontes

 

RESENHA TRILHA DOS TRÊS PONTÕES

POR : Antônio Falcão

Nosso grupo está sempre a procura de  caminhos que nos permitem fazer atividades intensas,  aliando  aventura e contemplação de paisagens belíssimas.

E no fim de semana dos dias 23 e 24 de junho,  a escolha recaiu sobre os famosos Três Pontões, a principal atração turística do município de Afonso Cláudio.

A grande formação rochosa,  consiste em três grandes Pontões em cima da pedra, daí o nome. Essa fabulosa pedra abriga muito da fauna da Mata Atlântica e atrai  turistas e aventureiros de diversas partes do país.

A programação foi elaborada de modo a permitir dois trekkings distintos, sendo o primeiro no sábado,  com uma  subida até o mirante ao lado do monumento para contemplar as montanhas do entorno e assistir ao maravilhoso por do sol.

Já no domingo um trekking mais extenso contornando  os Três Pontões, cuja aparência varia muito de acordo com o ângulo de observação.

 Os dois trechos são de grau médio a pesado e demandam um bom preparo físico.

O grupo partiu de Vitória e Vila Velha no sábado, cedo numa viagem longa mas bem animada e sem muita pressa em direção ao Cantinho dos Três Pontões, que seria nossa casa nestes dois dias.

 Logo ao chegar os andarilhos foram para os aposentos já previamente reservados para deixar seus pertences e  aos poucos se reunirem para o delicioso almoço.

Após o almoço uma “sesta” nas redes armadas na área entre os chalés, pois nosso horário de saída seria as 15 30 Hs.

PRIMEIRO DIA : A SUBIDA PARA CONTEMPLAR O POR DO SOL

Sem atrasos, todos se apresentaram devidamente paramentados para ouvir as instruções sobre o caminho e as recomendações de segurança de nosso guia e anfitrião Itamar.

Após o alongamento e sessão de fotos, o grupo partiu em fila indiana pelas trilhas que  conduzem ao Mirante dos Pontões.

No início, a trilha possui um emaranhado de vegetação rasteira e aos poucos se abre em grandes lajes de pedra. Quanto mais se sobe, a vista do horizonte se torna mais bela, ajudada por um sol brilhante e céu claro.

Em dois pontos, a ascensão se dá com o providencial auxílio de corda, seguidos de trechos de rocha nua até chegar no Mirante. Atingimos nosso objetivo cerca de 40 minutos antes do por do sol, sendo este tempo dedicado  a contemplação e centenas de fotos. E quando o sol já se aproximava de seu esconderijo, o grupo se reuniu para a foto ostentando nossa gloriosa bandeira sob os últimos raios de luz.

Foi maravilhoso acompanhar a descida lenta sol, que se aos poucos alterava sua cor de amarelo ouro ao vermelho. Fomos testemunhas de um dos mais espetaculares por do sol que já presenciei em tantas andanças. A sequência de fotos do sol se escondendo,  a despeito da destreza dos fotógrafos não consegue retratar a emoção de todos.

Para quem pensava que o trekking seria apenas um retorno pelo mesmo caminho, se enganou, Agora seria um contorno passando pelo lado oposto da montanha e descendo pelo pasto até a pousada. Com as lanternas acesas, os andarilhos deixavam um rastro de luz pelo pelas trilhas tortuosas e com piso irregular, sendo necessário o auxilio de cordas para vencer alguns trechos. Pura adrenalina, somada a uma dose de medo até a chegada ao Torre de telefonia no alto do platô. E na escuridão da noite, o grupo se reuniu para outra foto antológica antes de iniciar a descida.

A descida foi das mais tranquilas, pois o piso se torna mais regular e permite uma evolução rápida até a pousada. Foram exatos 5,1 Km de pura emoção.

Para encerrar este dia o grupo se reuniu no refeitório para uma roda de vinhos antes do jantar. Tudo na mais perfeita ordem antes de se recolher às 22 horas para um merecido repouso.

SEGUNDO DIA : O CONTORNO DOS PONTÕES

No domingo, segundo dia de trilha, o grupo disciplinado e responsável, apresentou se para o café da manhã pontualmente às seis horas. O dia amanheceu meio nublado e com temperatura agradável, tanto que na preleção inicial a maioria não vestia agasalhos.

O trajeto deste dia é o contorno dos Pontões. O caminho que permite, não só a visão  da famosa Pedra sob diversos ângulos,  mas também vivenciar o dia a dia da vida no campo com seus cafezais e criação de gado, base da economia local.

O caminho começa com a travessia de um trecho margeado por flores até o portal da pousada, seguido de uma forte subida com três quilômetros. O grande esforço para vencer este trecho é compensado pela visão dos vales e da Pedra do Tubarão, uma rocha que lembra a barbatana do peixe  que a batiza, E um quilômetro adiante, antes da descida longa por uma trilha, foi montado o primeiro ponto de apoio.

Esta trilha em forte descida cruza um grande cafezal, e possui,  além de mangueiras  centenárias,  uma pequena cachoeira. Quanto mais se desce os Pontões assumem uma forma diferente.

A trilha vai se abrindo e retorna a estrada vicinal da qual partimos. Terreno plano, com pequenas variações de inclinação, que passa por diversas propriedades rurais dedicadas a criação de gado e plantio de café e hortaliças. E não custa lembrar que os Pontões se apresentam cada vez mais diferentes e belos.

E após o segundo apoio, temos um trecho bem tranquilo antes de atingir o asfalto da ES 165 na qual caminhamos por cerca de 3 km

Todo trecho asfaltado não é o piso ideal para caminhantes, porém este possui atrativos que compensam a passagem, como a visão de grandes plantações de tomates, viveiros de mudas de árvores frutíferas e o famoso Museu das Guerras.

O Museu, que infelizmente não tivemos tempo de visitar, abriga um acervo de 3.000 peças  que fizeram parte das Grandes Guerras Mundiais. A coleção foi reunida durante 50 anos pelo alemão Rolf Hoffman, um apaixonado pela arte da guerras.

A seguir o caminho retorna a estrada vicinal, com uma longa subida de 4 km até retornar ao ponto de origem, ou  seja a Pousada Cantinho dos Pontões.. A subida é forte,  porém o visual compensa o esforço e fecha com chave de ouro um trekking de gala com exatos 18,5 km de extensão

A chegada  na pousada coincidiu com a abertura do sol ao meio dia. O Astro Rei mais uma vez deu provas de sua receptividade para com o grupo, pois brilhou intensamente no dia anterior para vermos o seu ocaso e se escondeu no dia seguinte para nos proporcionar uma caminhada das mais tranquilas, diminuindo drasticamente o grau de dificuldade.

Um delicioso almoço, seguido da arrumação das mochilas,  encerrou um fim de semana memorável.

Agradeço ao Itamar e toda sua família pelo carinho e dedicação dispensado ao grupo , fazendo com que nos sentíssemos em casa. A Josi pelo cuidado com os detalhes, administrando os horários, acomodações e transporte; e finalmente a todos pela amável companhia nestes dois dias.

Espero revê los nos próximos eventos, dia 01 no Mestre Álvaro e dias 20, 21 e 22 de julho na Travessia do Pico da Bandeira.

 

Grande abraço

 
 
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