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Resenha Travessia Mestre lvaro 2018

 

RESENHA TRAVESSIA MESTRE ÁLVARO VIA 3 MARIAS

Por : Antônio Falcão

O Monte Mestre Álvaro é considerado um dos picos mais altos da região costeira brasileira  Em função de sua beleza e o emaranhado de trilhas, cursos dágua e muitas pedras, atrai montanhistas em busca de aventuras e preparação para trekkings pelo mundo afora.

O Grupo Andarilhos  promove pelo menos uma vez ao ano, a travessia da montanha por uma das vias, mas com passagem obrigatória pelo cume.

 E assim, no dia 01 de julho, fizemos a travessia,  pelas Três Marias passando pelo topo e descendo por  Furnas, pela bela e desafiadora Trilha das Águas.

Este ano a travessia contou com a presença de 26 animados andarilhos. O  grupo se apresentou as 7:00 hs na área externa do  Restaurante Recanto do Mestre, para antes da partida, ouvir a preleção dos guias quanto ao segurança e as regras de boa convivência com a montanha, seguida da sessão de fotos para eternizar o momento.

Nos dias que antecederam a caminhada choveu bastante, mas o domingo de sol, quase sem nuvens, seria a garantia de jornada na qual seria possível apreciar a beleza desta trilha em sua plenitude.

O início da travessia se dá  por uma estrada vicinal calçada com paralelepípedos em forte subida até atingir a trilha estreita que leva as Três Marias.

A  trilha é tortuosa e estreita , com sombra generosa proporcionada pelas grandes árvores que a margeiam.

O primeiro ponto de descanso foi numa pequena cachoeira, local onde o grupo se reuniu para inúmeras fotos.

A partir deste ponto a trilha se abre um pouco, e se torna um campo aberto, que proporciona um dos visuais mais belos deste trecho, pois de um lado vemos o Mestre Álvaro, e de outro a região norte , com destaque para Queimados e logo a frente nosso primeiro objetivo do dia, as Três Marias.

As Três Marias, foram assim batizadas por serem fileira de três blocos de granito apoiados numa extensa e plana laje, da qual se pode contemplar o horizonte  e tirar lindas fotos.

Mas as Três Marias eram apenas o primeiro de nossos objetivos, como lembrava o Mestre ao lado, nesta hora com o cume coberto por nuvens.

Para seguir até o Mestre Álvaro, é necessário descer pela mesma trilha até uma bifurcação a direita em forte subida na mata.

Devido a inclinação é um trecho percorrido vagarosamente e mesmo assim com várias paradas para retomar o fôlego e admirar a paisagem lá em baixo.

Destaque para a parada no Cantinho do Céu, uma grande laje de pedra que funciona como Mirante. A partir daí o solo encharcado e escorregadio aumentou bastante o grau de dificuldade e diminui o ritmo da subida.

O ataque ao cume, que em condições normais é um desafio, foi mais  difícil e lento pois estava muito molhado, e escorregadio. Foram momentos  onde a solidariedade se fez presente, pois os andarilhos amparavam e incentivavam os que estavam em dificuldade para vencer os obstáculos da subida.

A chegada ao cume num dia claro permite visão dos bairros  da Serra de Cariacica, Vila Velha, toda orla de Vitória, Jacaraípe e Nova Almeida. Sensacional e mesmo os veteranos de Mestre ficam extasiados.

Após o tão necessário descanso, hora de se preparar para a descida, mas ates a foto dos grupo com o pavilhão Andarilhos para registro de mais uma passagem  neste monumento.

A descida, que sempre é desafiadora, fica crítica quando encharcada. E depois de vencer a “escadaria” de acesso ao cume o grupo se reuniu novamente e em fila indiana foi driblando os bambus  espinhosos com inúmeros escorregões e tombos,  mas  felizmente sem maiores consequências

O grande bambuzal se abre na altura da antiga torre, que outrora abrigou um espelho cuja função era  refletir  a luz do Farol de Santa Luzia, servindo de orientação aos navegantes por muitos anos. Hoje, esta estrutura encontra-se desativada, pois os modernos recursos de orientação marítima por GPS o relegaram ao esquecimento.

 Mais abaixo uma boa surpresa, pois a bica que estava seca em nossa última passagem por ali, jorrava água em abundância. A bica precede a imponente gruta, um imenso abrigo de rochas que é ponto de parada obrigatório para descanso.

A trilha escorregadia e tortuosa é margeada por imensos jacarandás, contorna a  Pedra do Dinossauro, assim batizada em função das ranhuras que parecem ter sido feitas pelas unhas do  extinto gigante pré histórico.

 Um pouco mais abaixo, temos uma grande laje de pedra com um pequeno curso de águas límpidas, que  foi mais um ponto de parada, desta vez bem rápida devido ao adiantado da hora..

O desafio seguinte foi descer uma grande laje, bem úmida e escorregadia e com forte inclinação que leva ao fundo de um vale, sendo este  o inicio da trilha das águas.

São imensos blocos de pedra cercados por vegetação densa cercados por água abundante que brota de uma cachoeira, sendo um dos dos pontos mais belos desta travessia.

A trilha segue tortuosa ao sabor dos caprichos da força das águas, sempre sobre pedras lisas e escorregadias, razão pela qual, passar sobre elas requer cuidado, esforço  e atenção redobradas.

Descendo um pouco mais temos outra cachoeira, ao pé da qual se forma uma piscina de águas límpidas, ideal para um bom banho caso o horário permitisse.

O sol se pôs justo na  passagem pelo Poção, parada tradicional para banho antes da arrancada final. Foi uma parada breve, suficiente para que todos fizessem um lanche e retirassem as lanternas das mochilas.

A caminhada final foi sob uma tensão constante, pois caminhar pelas lajes escorregadias na escuridão requereu cuidado extra, além de uma boa dose de solidariedade para atender aqueles que tinham mais dificuldade em manter o equilíbrio sobre as pedras lisas. E tudo isso sob uma nuvem de mosquitos, que atacavam impiedosamente, fazendo com que a ação do repelente fosse inócua.

Com cuidado redobrado, os andarilhos foram sentindo aos poucos que o grau de dificuldade diminui  na razão direta da descida, até se tornar plano na chegada ao pasto sob uma nuvem de impiedosos mosquitos.

A travessia da Estação de Tratamento de Efluentes da Serra, na companhia dos mosquitos e do mau cheiro foi um contraponto a tudo de belo que vivemos no dia sendo a chegada  na portaria de Furnas um grande alívio.

Para encerrar, agradeço a Josi  pela determinação e seriedade na condução dos preparativos, e aos amigos Patrick e Jhony pela condução segura do grupo num caminho tão difícil

 

 Aos demais, pelos bons momentos de convivência fraterna , união e solidariedade durante toda trilha. Tenham a certeza de que contribuíram muito para meu crescimento pessoal.

 

 

Grande abraço e até a próxima.

 

 
 
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