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Resenha de So Dalmcio 2019

 

 RESENHA DO CAMINHO DE SÃO DALMÁCIO 2019

Por : ANTÔNIO FALCÃO

 

Dando prosseguimento as nossas andanças pelo Espirito Santo desta vez visitamos os municípios de Santa Teresa e São Roque do Canaã.

 E já que o negócio é Santo, o caminho  termina na localidade de Sâo  Dalmácio.

 Foram 19 Km de belas paisagens com teórico grau de dificuldade baixo. Digo teórico porque este grau foi elevado em função do sol inclemente que brilhou sobre nossas cabeças do início ao fim. 

 São Dalmácio é uma pequena localidade que pertence a São Roque do Canaã cidade da região serrana do ES, cuja economia gira em torno da cultura de café, cerâmica e da produção de aguardente.

A escolha do roteiro se deu por sugestão de nosso amigo Geraldo Amorim que conheceu o trecho numa atividade profissional e foi nosso Abre Alas sinalizando o caminho, juntamente com o Alvimar Costa que cumpriram a função com louvor.

 O verão de 2019 tem sido bem rigoroso, com baixo índice pluviométrico  e altas temperaturas.

 A semana que antecedeu o evento não foi diferente e apesar de previsão de pancadas de chuva, o domingo foi de sol forte quase sem nuvens, Condição que valoriza as fotos, mas cobra um preço alto de quem se anima a percorrer longas distâncias a pé.

 Indiferentes as condições climáticas, um contingente de 43 andarilhos se deslocou bem cedinho em direção a Santa Teresa para o café da manhã antes de seguir para o local de início da caminhada.

 O clima na padaria foi de total descontração entre os participantes, dando o tom de como seria a convivência durante todo dia,

 O ponto de partida foi na rodovia ES 080, que liga Santa Teresa a São Roque, local ermo  no entroncamento para a localidade de São José (olha aí mais um Santo,,,)

 O  alto astral da turma no café da manhã foi mantido durante a os preparativos que antecedem o evento,  onde são repassadas informações sobre o trecho, próximos eventos, aquecimento e fotos, além das boas vindas aos que nos acompanham pela primeira vez.

 O caminho começa com uma longa subida, que serve de aquecimento para a musculatura das pernas,  mas logo em seguida tem sua inclinação reduzida e se tornando mais plano.

 A beleza deste caminho está no seu entorno, pois não há muita cobertura vegetal nas margens, e as inúmeras cachoeiras e cursos dágua, mesmo com baixo  volume  são as atrações principais.

 Dava para sentir a animação e vibração da turma, e como é natural, devido ao ritmo que cada um mantém, foi se dividindo em pequenos grupos. As curvas do caminho nos permitiam a visão destes pequenos amontoados de gente à distância, imagem sempre muito bonita sob a ótica de quem caminha.

 E num bom ritmo, apesar do calor, chegamos ao primeiro ponto de apoio, montado no km 4,7 num recuo da estrada. O apoio com a oferta de água,  frutas doces é benéfico para restabelecer as energias mas também para ajuntar o grupo e retomada de conversas interrompidas pelos passos desiguais de cada um.

 De volta  ao caminho, contemplamos propriedades bem cuidadas, com destaque para as lavouras  de café e o riacho que margeia o caminho em longos trechos, sendo um convite para um bom banho. Porém estes cursos dágua estão reduzidos a meros filetes  e o tão esperado banho ficou para outra ocasião.

 O segundo ponto de apoio se deu  num verdadeiro oásis, sob a sombra de grandes árvores as margens de um riacho. Foi um presente para os andarilhos que buscavam momentos de descanso e hidratação.

 Logo a seguir no km 13,5 temos a Vila de 25 de Julho, cujo marco inicial é o piso calçado com   paralelepípedos, e várias casas.

 A vila tem os ingredientes básicos de todas que encontramos Brasil afora: a Igreja, a área de vivência e a tradicional  “venda”, o Bar 25 de julho.

 Nossa passagem pelo bar, onde vários habitantes bebiam a sua cerveja dominical foi cenário de um momento inusitado que descrevo a seguir:

 “Um dos frequentadores perguntou respeitosamente se éramos um grupo de deficientes visuais que gostava de caminhar. Bem naturalmente, de cara a nossa amiga que foi alvo do questionamento não entendeu e retrucou:  por que o senhor disse isso? E ele prontamente respondeu. Ué vocês usam bengala e óculos escuros.....

Bem após as esperadas gargalhadas e explicações,  o moço pediu desculpas e seguimos em frente.”

Esta parte final do caminho, percorrida  sob o sol escaldante foi desafiadora,  pois é bem descampada e testou a resistência dos andarilhos.

 Mas como contraponto temos o privilégio de contemplar cursos  dágua um pouco mais volumosos. E num destes, temos que atravessar uma ponte sem guarda corpo e espaço para quem caminha e tem que redobrar a atenção com os veículos. Mas vale pelo visual.

 Logo após esta ponte, chegamos finalmente a São Dalmácio, mais precisamente no Bar do Cid,  um enorme boteco onde as famílias do lugar se reúnem aos domingos. O bar é bem amplo e possui três ambientes com mesas de sinuca, uma área externa e um espaço ao fundo com churrasqueira, que foi reservado para nosso grupo.

 Os nossos anfitriões nos receberam de maneira carinhosa e a cerveja gelada foi um antídoto ao forte calor enquanto,  aguardávamos o delicioso churrasco de encerramento.

 Após o churrasco, cumprimos o agradável compromisso de celebrar a vida, homenageando os aniversariantes do mês presentes ao evento : Áldima (aniversariante do dia) Christiana, Josi, Márcia, Edilene, Jaminson e Vitor.

 Momento alegre que resumiu a grande integração de um grupo que reservou o domingo para se divertir, e fazer novos amigos. Os aniversariantes que me perdoem, mas tenho que dividir os “Parabéns¨ a  todos os participantes.

 Agradeço pela amável companhia e aos novatos pela rápida adaptação ao grupo, aos quais reitero o convite para se tornarem membros efetivos desta grande família que atende pelo nome de Andarilhos.

 Espero revê-los  no dia 07 de Abril no caminho entre Ipiranga a Opahaus, em Marechal Floriano.

 

 Grande abraço a todos e até lá

 

 

 

 
 
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