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Resenha Volta da Ilha Grande

 

RESENHA VOLTA DA ILHA GRANDE 2019

Por Antônio Falcão

Prólogo

Todo ano na semana de Corpus Christi, fazemos um trekking fora do ES. Este ano a escolha recaiu sobre a Ilha Grande no RJ, paraíso que mistura praias  de rara beleza com trilhas de mata atlântica bem fechada.

A volta começa e termina na Vila de Abraão, capital informal da ilha, acessível por embarcações   que partem de Mangaratiba, Angra dos Reis e Conceição de Jacareí.

O grupo Andarilhos, originalmente formado por 11 participantes  teve uma baixa inesperada na véspera, pois devido a lesão no joelho, nossa amiga e organizadora  Josi Araújo não teve condições de participar.

 Deste modo saímos de Vitória na véspera e fomos de Van direto para o Cais de Conceição de Jacareí para a travessia até a Vila de Abraão. As três horas de viagem só aumentaram a nossa ansiedade e expectativa,

Quando finalmente embarcamos num Flex boat para Abraão com sol a pinno e céu azul, tivemos a certeza de que nossa aventura seria incrível.

Logo no desembarque vimos a pujança da vila com bares, restaurante e pousadas e um vai vem de turistas e habitantes. Paramos numa mercearia para aquisição de água e itens de alimentação para carregar na trilha.

Em seguida uma parada no Centro de Visitantes do Parque Estadual de Ilha Grande para autorizar nossa passagem pela Reserva Biológica da Praia do Sul.

Após ouvir as orientações de nossos guias Lucas e Juliana, partimos as 11 30 hs para início de uma aventura que certamente marcou a vida de cada um dos participantes.

Primeiro Dia : Vila de Abraão a Bananal  

Distância : 18, 2 Km

O caminho começa com uma trilha de Mata Atlântica paralela a praia e logo temos uma bela atração, as  ruínas de um aqueduto estilo romano perdido na mata. Logo a trilha, após transposição de um curso dágua alterna entre subidas e descidas muito boas para que possamos acostumar com as cargueiras  nas costas.

Passamos em meio a vielas da Praia de Perequê,  e após muitas subidas e descidas  na mata avistamos a localidade de Saco do Ceu, que marcaria a metade do trecho previsto para o dia. Fizemos uma parada para aquisição de água e descanso.

Na praia de Japariz tivemos que retirar as botas,  pois devido a maré alta caminhamos cerca de 1,5 Km com água nos joelhos, porém ninguém se importou devido a beleza do lugar com suas águas límpidas,

Com pés enxutos e novamente calçados, e já sob os últimos raios de sol, chegamos a Freguesia de Santana, que abriga uma igreja cuja construção data de 1843 e possui um cemitério ao lado. O grupo fez várias fotos na escadaria da igreja já no escuro, sendo  e a partir deste ponto todos já portavam lanternas para seguir em frente, Foram cerca de 3,5 Km até que após mais de sete  horas de caminhada chegássemos a Praia de Bananal.

Em Bananal  ficaríamos num camping, mas como a Pousada Fauna tinha quartos disponíveis , optamos pela hospedagem, economizando a energia que seria dispendida na montagem do acampamento e dormindo numa cama quentinha.

Após um delicioso jantar todos se recolheram para um merecido descanso antes de seguir para mais um dia de caminhos.

2º Dia: Bananal a Araçatiba

Distância : 16,8 Km

Acordamos às seis horas e conforme combinado, estávamos as sete horas no café da manhã. Como chegamos à  noite, não tivemos noção da beleza de Bananal, praia lindíssima e com muitas embarcações ancoradas

Após a foto oficial e as despedidas a nossos anfitriões, partimos para mais um dia de desafios para o corpo e colírio para os olhos. A trilha logo no início é em forte aclive e a transposição de um trecho de pedra úmido e extremamente escorregadio. E não muito longe dali, na sequencia da trilha, deparamos com a primeira de várias  figueiras  centenárias que encontraríamos ao longo do caminho.

E entre subidas e descidas, chegamos a praia de Matariz.  A praia abrigou até a década de 80 uma indústria de beneficiamento de sardinhas, que hoje se encontra em ruínas e serve de base para reparo de barcos pesqueiros. Fizemos várias fotos no longo cais de onde podemos apreciar os peixes nas águas límpidas e a imponente mata atlântica ao fundo. Na saída em direção a Praia de Jaconema,  passamos pela vila e tentamos adquirir algum alimento numa pequena padaria, porém não  havia quase nada.

A trilha que nos leva a Praia de Jaconema é bem fechada no início,  mas vai se abrindo aos poucos e diminuindo a inclinação. Em  Maguariquessaba, descansamos um pouco e fizemos um lanche. Foi uma parada longa, que deveria ter sido um pouco mais adiante, no  Sitio Forte, que possui  uma praia com longa extensão de grama e uma fonte de água. Foi impossível não fazer mais uma parada.

Nosso próximo objetivo era a Praia Grande de Araçatiba, Praia de Tapera , e depois de mais uma subida forte alcançamos Ubatubinha.

Em Praia Longa,  fizemos mais uma parada para saborear um Açai preparado numa casinha escondida na mata e na sequencia a passagem pela Igreja de São Pedro padroeiro dos pescadores.

A saída da Praia Longa antes de retomada da trilha, teve momentos divertidos durante a travessia de um pequeno curso dágua onde nosso amigo Devaldir colocou um pesado tronco para que todos atravessassem a pé enxuto.

O sobe e desce das trilhas nos conduz a um verdadeiro paraíso : A Lagoa Verde um recanto de águas rasas, tranquilas, tipicamente verdes e bem próximo da Enseada de Araçatiba. 

Foi parada obrigatória para um banho e nadar em meio a cardumes de peixes foi simplesmente sensacional.

O dia já findava e saímos da Lagoa escurecendo, e seria mais um dia que terminaríamos o caminho à noite,

Atravessamos a  Praia de Araçatiba no escuro, em direção a Pousada Bem Natural já na saída e acessível por uma escadaria de quase 200 degraus.

Mas valeu a pena. Todos os alimentos consumidos na pousada são produzidos alí mesmo com plantações de frutas verduras e hortaliças sem utilização de agrotóxicos.

Mais  uma vez deixamos o camping e nos hospedamos nos confortáveis quartos da Pousada sendo o jantar precedido de bons momentos de confraternização.

E assim cada vez mais animados encerramos nosso segundo trecho da Volta da Ilha Grande.

 3º Dia: Araçatiba-Aventureiro

Distância : 9,0 Km

 Acordamos cedo e às sete horas o grupo com energias renovadas se reuniu para o café da Manhã tendo ciência de que seria um dia com distância  pequena e grau de dificuldade alto com duas longas subidas e descidas.

A foto oficial foi tirada na varanda de onde se avista  toda praia, lembrando que a pousada fica bem acima do nível do mar e proporciona esta visão privilegiada .

A primeira parte da trilha é numa longa subida de 4 Km e mesmo com clima ameno a turma suou bastante a camisa,  E quando se chega no ponto mais alto é possível ver a Praia de Provetá. Aproveitamos para registrar em fotos do grupo reunido sobre uma pedra com a praia lá em baixo.

Provetá é uma vila parada no tempo e fizemos uma longa parada para lanche. Aqui nossos  companheiros Sérgio e Devaldir, optaram por seguir até Aventureiros de barco.

Na saída de Provetá, atestamos a ocupação desordenada da orla, com construções precárias a poucos metros da maré e com tubos de esgoto lançando dejetos neste paraíso.

A forte subida é similar a primeira,  porém a trilha é bem aberta e apesar do suadouro finalmente chegamos em Aventureiros antes das 15 horas, sendo o primeiro dia que terminamos um trecho  com luz do dia e a tempo de curtir as belezas do lugar. Assim que chegamos Sérgio e Devaldir vinham caminhando do cais até a Pousada do Luiz e se juntaram  ao grupo para o almoço. Neste dia não teríamos jantar, pois a energia elétrica proveniente de gerador é desligada as 19 horas.

E como havia possibilidade, mais uma vez nos amontoamos em quartos da pousada ao invés de armar nossas pesadas barracas, convertidas até aqui em meros pesos mortos em nossas costas.

 E sob a luz da lua, a turma se reuniu na entrada da pousada degustando uma cerveja gelada e comentando as maravilhas vividas até aqui.

4º Dia: Aventureiro - Parnaioca   

Distância : 9,6 Km

A primeira atividade do quarto dia foi ainda na Praia de Aventureiros. Acordamos as 5 horas para ver o nascer do sol do final da praia sobre um penhasco. Caminhada tranquila de cerca de 20 minutos e ainda sobrou tempo para aguardar a chegada do sol repousando sobre as pedras.

Não tivemos o privilégio de assistir um nascer do sol espetacular, pois a ausência de nuvens não refletiu as cores e luzes, mas valeu a pena. Descendo da Pedra passamos pelo Cais para se ter uma visão panorâmica da praia e os inúmeros cardumes nadando em volta da bem construída estrutura de madeira. Ao lado do cais encontra se o símbolo do Aventureiro : Um coqueiro cujo tronco “brota” de um afloramento rochoso e avança paralelo ao chão por vários metros, ao fim dos quais retoma a posição vertical formando um ângulo de 90 graus. É simplesmente sensacional. O coqueiro foi fotografado dezenas de vezes com a turma encantada sob seu tronco.

Já com sol brilhando e céu azul,  retornamos a pousada para o café da manhã e partir para mais um dia de caminhada.

Como de praxe, a foto do grupo reunido e equipado na praia  foi a senha para início da jornada do quarto dia.

O caminho neste dia nos dá a rara oportunidade de atravessar a Reserva Biológica da Praia do Sul, que conforme dito no início desse relato, é um trecho bem protegido e com visitação restrita. A Reserva Biológica da Praia de Sul abriga todos os ecossistemas litorâneos existentes no  Rio de Janeiro, talvez seja o único no Brasil com essa característica. É o mais bem conservado do Estado do Rio.

A Nattrip , providenciou autorização especial a nosso grupo para atravessa-la  caminhando, tendo como contrapartida,  o recolhimento de detritos que a maré lança na praia.

O trecho começa pela passagem de um longo e escorregadio costão de pedras, percorrido com muito cuidado por todos para evitar acidentes.

Os costões dão lugar a uma longa praia de areias imaculadamente brancas e mar de coloração de verde intenso. A partir deste ponto começamos a recolher inumeras garrafas pet, sandálias e embalagens diversas em nossos sacos de lixo. São tantas coisas que a maré trás,  que em pouco tempo o saco de 100 litros que cada um de nós carregava ficou completamente cheio. Foi um sufoco carrega los  por toda extensão da praia, sendo depositados num espaço já na Praia do Leste para posterior  recolhimento.

Na Praia do Leste fizemos uma longa parada para lanche e descanso, antes de seguir por mais uma pequena trilha de mata fechada que se abre numa grande lagoa, que mesmo com maré baixa foi necessário retirar as botas para atravessa- la.

E numa trilha bem tranquila com as costumeiras subidas e descidas, avistamos a Praia de Parnaioca,  que disputa com Aventureiros o titulo de mais bela da Ilha. Uma foto do grupo num costão rochoso marcou nossa entrada neste paraíso. Mas onde seria nosso acampamento? Parnaioca possuí apenas cinco casas que ficam ocultas pela vegetação e por isso passa a impressão de ser completamente deserta.

Mas nem só de praia vive Parnaioca . No fim da faixa de areia temos o Rio Parnaioca que forma uma lagoa antes de desaguar no mar. E basta subir um pouco pelas margens do rio que temos uma pequena  cachoeira, ideal para um bom banho.

Montamos nosso acampamento, no Camping da Janete, onde uma barreira de bambus impedia o vento de agitar nossas barracas. No estilo “sem terra” hasteamos a bandeira do Grupo Andarilhos na entrada e colocamos uma mesa para o nosso happy hour saboreando uma cerveja gelada.

Foram momentos incríveis de interação com a natureza e com o casal Farias e Janete, nossos anfitriões. Após um delicioso jantar, preparamos para nos recolher , pois o gerador de energia é  desligado as 22 horas. Sono tranquilo, embalado pelo som das ondas e do vento.

  5º Dia: Parnaioca-Abraão

Distância : 12,0 Km caminhando e  19,5 Km navegando

Acordamos cedinho para desmontar acampamento tomar um café e partir para nosso último dia de trilha contornando  a Ilha. O dia amanheceu cinzento, e com ventos fortes. A natureza avisava de que a chuva viria a qualquer hora.

Durante o café da manhã todos já tinham em mente que teríamos tempo instável durante o dia. E sem perda de tempo, após as despedidas de nossos anfitriões, fizemos a foto e começamos a jornada em direção a Três Rios, distante cerca de oito quilômetros dali por uma trilha que tem início atrás da casa da Janete & Farias.

Trilha que começa bem ingrene e com inúmeros galhos caídos, fator que aliado ao piso escorregadio prejudicava muito o avanço da turma.

Caminhando pela trilha percebemos as ruinas de uma antiga ponte e fomos informados pelo guia Lucas que ali existia uma estrada, hoje quase totalmente engolida pela vegetação, Esta estrada interligava fazendas com o mar para escoar a produção,

E como previsto, uma chuva fina começou a cair , o que nos obrigou a colocar capas nas mochilas e poncho para nos proteger. A capa de chuva prejudica a evolução em trilhas apertadas, mas basta redobrar a atenção para não ficar presa na vegetação e provocar tombos.

No meio da trilha tivemos o encontro com uma maravilha da natureza: Uma figueira branca  com estimados 500 anos de idade, mais de trinta metros de altura e incríveis 17 metros de circunferência. O gigante   arrancou suspiros de admiração dos participantes  foi fotografado de diversos ângulos.

Logo após a figueira a trilha se torna ainda mais sinuosa com trechos de descida bem escorregadios e quando se torna mais plana, temos a sinistra Toca das Cinzas. Conta a história de que esta formação rochosa em forma de gruta era usada para castigar os escravos que acusados de roubo e outas infrações, eram deixados amarrados para morrer de inanição até virarem  cinzas.

Uma bela formação rochosa mas, sua história fez com que os andarilhos não se sentissem confortáveis em parar por ali e seguiram em frente

Na porção final destes oito quilômetros de trilhas, avistamos as ruínas de torres de vigia do famoso presídio Cândido Mendes engolida pela densa vegetação.  Foram incríveis três horas de caminhada até Dois Rios.

Dois Rios  é mais uma praia linda da Ilha Grande, mas a Vila tem um ar de abandono, com ruas cheias de mato e construções em ruínas. As ruinas e o mato contrastam com a beleza da praia que abriga a foz de dois rios em suas extremidades.

 Neste cenário onde o tempo parou, Universidade Estadual do Rio de Janeiro mantém um campus dedicado a estudos ambientais e pela primeira vez em nosso tour, avistamos veículos que são utilizados pela instituição.

A turma se dividiu entre uma cerveja e petiscos no Bar de Dona Tereza e a visita ao Museu do Cárcere, na entrada do antigo presídio demolido em 1994.

O caminho até Abraão é uma trilha bem aberta de sete quilômetros sem nenhum atrativo. Optamos por fazer o contorno real da ilha e embarcamos em duas lanchas em direção a Praia de Lopes Mendes. Foi uma  viagem rápida mas com muita adrenalina, pois o mar estava bem agitado e os barcos literalmente saltavam sobre as ondas

Lopes Mendes é uma praia enorme sendo a maior da Ilha Grande, Atravessamos com maré alta e pés descalços. No meio da praia existe uma boia naufragada que um artista anônimo aproveitou para revesti la com ladrilhos, formando uma escultura de gosto duvidoso.

Saímos da Praia  ao lado da Igreja de Nossa Senhora de Sant’Ana, praticamente em ruínas, onde calçamos novamente as botas para percorrer mais cerca de 4,5 km em direção a Praia do Pouso.

É mais uma trilha encantadora, porém deve ser percorrida com cuidado, pois em suas margens existe um curso dágua onde habitam jacarés, como atestam as placas indicativas de alerta.

E na maior tranquilidade, chegamos a Praia do Pouso.  É uma praia bem curta, mas como tantas na Ilha,  tem um visual maravilhoso.

Mar calmo de um verde pujante  e transparente. O cais no fim do dia é bastante movimentado, e pegamos uma lancha para finalmente retornar a Abraão e concluir a tão sonhada Volta da Ilha Grande.

Abraão, em pleno feriado era uma agitação total, com muita gente se dividindo entre as ruas e bares. Os frequentadores dos botecos, o avistar o bando sujo e com as cargueiras nas costas, indagavam de onde estávamos vindo. Ao saberem que tínhamos completado a Volta da Ilha, nos saudavam com calorosos aplausos.

Nosso pernoite em Abraão  foi na Pousada Paraíso Ilha Grande,  e após nos acomodarmos, saímos para jantar, curtir o agito da noite e adquirir alimentos para nosso último dia de trilha: a subida ao belo Pico do Papagaio.

 

6º Dia: Abraão - Pico do Papagaio  

Distância : 11,8 

Depois de um sono reparador, acordamos ainda mais cedo para este último dia. Pelo horário, o café da manhã ainda não estava servido e cada um fez seu lanche e pontualmente as sies horas, ainda bem escuro o grupo, desfalcado de Sérgio e Sandra se posicionou pára a foto antes da subida ao Papagaio, ícone do relevo da Ilha Grande.

Os dois quilômetros que separam a pousada da base do Papagaio foram percorridos no escuro,  em meio ao clima de fim de noite dos turistas que aproveitavam os últimos instantes da madrugada, contrastando  com o trabalho frenético dos garis que varriam as ruas e recolhiam o lixo para garantir um dia agradável a todos que visitam a vila.

A entrada da trilha que nos leva ao Pico possui uma pequena placa indicativa com a quilometragem de ida e volta, que confunde os mais desatentos quanto a sua real extensão.

Subida íngrene, com trilhas bem apertadas, escorregadias e com muitos obstáculos como troncos retorcidos de árvores caídas, É um cenário bem bonito que em muito lembra o nosso Mestre Álvaro. São vários cursos dágua que emergem do nada nas pedras e é incrível ouvir sons de pássaros que não ouvimos em outros lugares,

Após três  horas e quarenta minutos vencemos os quatro quilômetros de trilha e chegamos ao cume. De lá é possível avistar a Pedra da Gávea , o Dedo de Deus ao longe e em primeiro plano  vemos a Enseada das Estrelas, Dois Rios,  Araçatiba e Abraão. Neste cenário maravilhoso fizemos uma singela comemoração, enquanto degustávamos o lanche e fazíamos fotos de inúmeros ângulos

E claro, a foto do grupo reunido ostentando o pavilhão do Andarilhos, simbolizando tudo que fizemos nos últimos seis dias.

A descida foi feita de forma cautelosa, pois a chuva que caiu no dia anterior tornou a trilha ainda mais escorregadia, e apesar de vários capotes, pudemos encerrar o trekking almoçando num restaurante simples e retornando  a pousada para banho e preparar da longa viagem de volta.

As Pessoas

Milton : Como sempre um ótimo companheiro, transformando cansaço em irreverência e sempre pronto a ajudar.

Nadir : Veterana de muitos caminhos sempre divertida  e disposta a um bom papo durante todo caminho

Fábio : Um grande companheiro sempre disposto a colaborar, compartilhando as suas experiências de suas longas viagens mundo afora

Devaldir : O bom humor e brincadeiras , escondem a princípio suas maiores virtudes,  a solidariedade, a partilha e o serviço ao próximo.

Sérgio : Companheiro de longas jornadas, que fala pouco e sempre diz tudo. È o tipo de pessoa que faz falta num  caminho como esse.

Sandra : Veterana de longas jornadas. De todo grupo é a que conheço há mais tempo. Sempre discreta, falando pouco, andando muito e curtindo o caminho.  

Márcia : Parceira amiga e sempre disposta a aprender. É uma trekker em franca evolução.

Camilo : Pessoa sábia e de opiniões firmes sem ser crítico. Chamou a atenção o seu grande conhecimento da flora e fauna.

Francesca : Sempre de bom humor, tranquila e divertida.

Josi Araújo : Mesmo ausente, foi lembrada a todo instante por sua liderança e organização de nossos eventos.

Lucas : Mesmo sendo muito jovem é um guia experiente, demonstrando conhecimento e  liderança sem perder a simpatia.

Juliana : Outra jovem guia que aliou competência, alegria bom humor com conhecimento e ajuda nos momentos mais difíceis . Sua risada foi a marca do caminho  

Antônio Falcão : Sempre aproveito cada minuto que passo na trilha, e sigo fiel aos ensinamentos de São Beda : Ensino o que sei, pratico o que ensino e pergunto o que ignoro. Volto da Ilha muito melhor do que quando lá cheguei.

As Lições de Ilha Grande

As caminhadas longas, de vários dias, com pessoas diferentes entre si nos trazem lições e ensinamentos que levamos para toda vida.

A primeira delas é o despojamento. Percebemos que para fazer um trekking com conforto é necessário reduzir ao máximo o peso da mochila. Ou seja,  dá para sobreviver com pouca roupa e comida e curtir muito o caminho.

A segunda é a fraternidade. Um grupo formado por pessoas diferentes , se converte numa Família  ao dividir espaços em barracas, pousadas e na trilha.

A terceira e á tolerância,  pois tem que respeitar  opiniões divergentes, aceitar  limites, valorizar  as virtudes, relevar  defeitos e  cumprir  horários.

A quarta é a solidariedade. Sentimento tão esquecido atualmente, mas que na trilha é fundamental retratado na ajuda para transpor obstáculos, incentivo nas horas difíceis e na partilha de alimentos e água.

Agradeço de coração ao Fábio, Devaldir, Camilo, Francesca, Milton, Nadir, Márcia, Sérgio e Sandra, aos guias Lucas e Juliana , pela amável companhia, refletida na amizade, na  partilha e nos  ensinamentos. 

E a DEUS, pela nossa saúde, força e disposição que foram a chave do sucesso de um trekking  como esse.

Todo isso me estimula a  seguir em frente.

 
 
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