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Resenha da Trilha da Mata

 RESENHA TRILHA DA MATA 2019

 Por : Antônio Falcão

 A nossa temporada de caminhadas vai chegando ao fim, mas nem por isso abandonamos nosso viés de ineditismo. Escolhemos um roteiro na cidade de João Neiva marcado por nossa querida amiga Rosângela Rampinelli, e  batizado de Trilha da Mata. O caminho é curto, com apenas 12 km e  altamente seletivo, pois é um mix   de estrada vicinal, pastos e trilhas em matas fechadas. E para coroar um caminho destes, o almoço de confraternização  foi  no belíssimo Casarão dos Violinos,  no distrito de Demétrio Ribeiro, ao qual reservo alguns comentários no final deste relato.

 Contamos com a participação de 32 andarilhos, que se deslocaram bem cedinho de Vitória que ao chegarem  em João Neiva se juntaram  a nossa anfitriã e ao Edvan,  andarilho de primeira grandeza que foi escalado para ser nosso  limpa trilhas.

O ponto de encontro para início da caminhada foi a Praça Nossa Senhora do Líbano em frente a Matriz de São José, monumentos que são símbolos da  cidade .

 Nosso desjejum foi na Padaria Amiguinha, que apesar de pequena, atendeu a turma com carinho e eficiência. Após esta rápida e animada  pausa, os andarilhos se deslocaram para praça, onde receberam o lanche de trilha acondicionado em sacolas plásticas e abastecimento dos cantis, pois o tipo de caminhada não possibilita apoio motorizado.

 Para as instruções, o grupo se organizou num círculo perfeito, acompanhando o belo mosaico localizado no  centro da pracinha. Como de praxe, fizemos uma abordagem sobre a dinâmica do caminho, enfatizando os cuidados necessários com as propriedades particulares da região, bem como as recomendações de segurança. Dito isso, a sempre animada sessão de fotos e saudações aos novatos para seguir em frente.

  O início do caminho com cerca de 1 km de extensão serpenteia  pelas ruas da cidade, mas logo se transforma numa estreita estradinha que margeia  pastos e com montanhas ao fundo,

Em poucos passos  os vestígios de cidade desaparecem,  dando lugar ao verde e ao azul do céu, na verdade entremeados com o cinza de nuvens no início da manhã

 O caminho segue  entre pedras, pastos e plantações de eucalipto, com algumas subidas descidas e retas até a parada no Sírio das Águas, local bastante agradável para descanso, um lanche rápido e reagrupar a turma.

 A partir do sítio o caminho começa a fazer jus ao nome de batismo,  pois começam as trilhas entre a vegetação desna e exuberante que proporciona uma sombra agradável num momento de rápida elevação de temperatura. Em meio a trilha temos a  travessia em cursos dágua que nesta época de seca apresentam reduzido volume. Num pequeno desvio temos uma formação rochosa com uma grura em meio a um filetes de água. Um destaque escondido no caminho.

 E retomando a  trilha, o grau de dificuldade aumenta, pois é exposto e em forte  subida e com sol a pino. Mas a beleza do entrono compensa o esforço da subida. Num dado momento uma agradável surpresa, pois nossa anfitriã nos presenteou com um café quente e até torresmo, antes do início de uma nova trilha. Esta é semelhante a primeira e bem fecahada com muitos troncos pelo caminho..

 A alternância de mata fechada com algumas clareiras é uma constante e o visual dos vales abaixo é empolgante. A contemplação do horizonte tem o efeito benéfico fazer com que esqueçamos o esforço e a energia necessários para vencer a forte subida,

 E na saída da última trilha avistamos a entrada de Demétrio Ribeiro, sendo o caminho agora em acentuado declive.

E após um pequeno trecho asfaltado, chegamos enfim a pacata  Demétrio Ribeiro,  local onde João Neiva nasceu, com muitos casarões que parecem ter parado no tempo.

E num destes casarões onde funcionou a   primeira padaria da região que passou por vários descendentes italianos até chegar à família Casara. Esta família  que deu nome ao Casarão dos Violinos, local  escolho para nossa confraternização.

 O belo Casarão tornou se  referência nacional e internacional na confecção de instrumentos musicais de corda, mas foi a produção dos arcos de violino que projetou a vila e o nome de João Neiva mundialmente com a “Luteria” (arte de fabricar arcos). Hoje para nossa sorte o casarão foi convertido num  restaurante com comida típica italiana e da roça, além do Museu dos Violinos.

Foram momentos inesquecíveis, saboreando um almoço delicioso, regado a chopp artesanal e apreciar as relíquias do museu onde estão expostos vários instrumentos de corda  piano e até a gaita de foles escocesa  num ambiente sóbrio e decorado com muito bom gosto.

E o gran finale foi reservado para comemorar não só os aniversariantes do mês, mas também  e o retorno da Josi, nossa queridíssima organizadora de tantos caminhos, que em função de uma lesão nos privou de sua companhia  por longos cinco meses.

Para finalizar, agradeço a Rosãngela e ao Edvan pela acolhida e  carinho dispensado a cada um de nós. São  pessoas como eles, que colocam seus dons a serviço do próximo com alegria e desprendimento que fazem a magia dos caminhos e  nos motivam a seguir em frente seja qual for a direção que tomaremos  no futuro,.

  Aos demais companheiros desta jornada, o agradecimento pela amável companhia, esperando revê los no dia 10 de novembro na Rota do Comércio na mesma região.

 Grande abraço e até lá

 

 

 

 

 

 
 
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